quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Os “Gigantes”

Ser baixinho é o que há! Pergunte pro meu pastor que ele confirma, mas pena que não deu pra filmar a ministração do Pr. Nirson no domingo, quando falou sobre os gigantes. Não sei se a intenção era essa, mas desde já eu puxo a brasa pra minha sardinha. Afinal, sempre tem um grandalhão querendo se meter a besta com os miudinhos, dando uma acotovelada, fazendo cara feia ou dizendo que te pega lá fora. Tem também a piada água com açúcar “imagina se isso fosse grande”. “Pra quê?”, concluo.

De fato a mente das civilizações sempre foi povoada por homens ainda mais altos – os gigantes. Os gigantes são considerados figuras típicas de folclores e lendas, um tipo de humanóide cujo tamanho varia de acordo com a lenda. São figuras a quais são atribuídas força e resistência fora do comum, mas a inteligência e simpatia são de acordo com a história. Essas definições já apontam uma vantagem – os gigantes não existem, e são inicialmente fruto de inseguranças, medos e descontrole. Como Dom Quixote, que teimava em dizer que os moinhos de vento eram gigantes. Difícil era contrariar!

Como bem lembrou o pastor, tem gente que anda com seu gigante pra cima e pra baixo, apresentando pra todo mundo. Ainda fica a disputa pra saber quem tem o gigante maior e mais terrível. São pessoas que não se arriscam, se escondem das coisas mais simples, inclusive das bênçãos que batem na porta. O gigante pinta e borda com essas vidas, apontando o dedo em suas caras e rotulando de fracassados. Mansinho, o oprimido até se acostuma, a ponto de não se reconhecer sem o seu gigante. Eu heim!

Numa das mais empolgantes narrativas bíblicas, Davi, o miudinho filho de pastor de ovelhas, vence o confronto com o gigante Golias. Se fossemos contemporâneos muitos dariam aquela batidinha nas costas dele, mas não se atreveriam a derrotar os seus gigantes. Golias era um temido guerreiro do arraial dos filisteus, que estavam em batalha contra os israelitas. Naquela época provavelmente até o espirro do gigante botasse todos pra correr. O final da seqüência todos conhecem - uma pedrada no meio da testa derruba o inimigo. Mas o replay é mais complexo:

PROPÓSITOS DO GIGANTE

Confrontar a unção de Deus na nossa vida. Naquela velha mania de tentar “ajudar” Deus, dando retoques em suas ordens, vêm as conseqüências (1)). É o momento em que os inimigos se levantam com grande afronta.

Imprimir medo. Quem não tem medo de gigantes? Você também não? Amém! Com capacete, lança e caneleiras de guerra, Golias desafiou os israelitas a escolher um homem que lutasse contra ele. Os que ouviram as nada suaves palavras “espantaram-se e temeram muito” (2).

O medo é o início de uma derrota. Tem gente que se treme, se borra todo, paralisa, desmaia ou simplesmente corre para o seu “Egito”. Qualquer justifica é empurrada pelos que temem para não enfrentar seus medos. Vale tudo. Nos tempos de Moisés os ex-escravos preferiam as saudades do cativeiro a enfrentar a passagem pelo deserto (3).

ATITUDES ESTRATÉGIGAS PARA VENCER O GIGANTE

Enfrentar um gigante usando pedras parece loucura, mas para Davi era só vantagem. Primeiro: o grandalhão passeava pelo lugar zombado do Deus de Israel. Logo, mexeu com o meu Pai, mexeu comigo. Havia também uma recompensa imediata pela vitória, anunciada pelo próprio inimigo - o povo que perdesse seria servo do outro. De quebra o rei ainda prometia fortuna, a mão da filha em casamento e isenção de impostos (ôpa). Até então Golias não cogitava a derrota, mas Davi tinha estratégias:

Assumir uma responsabilidade. “Davi disse a Saul: Não desfaleça o coração de ninguém por causa dele; teu servo irá e pelejará contra o filisteu” (4), disse o pastor de ovelhas que ainda nem tinha barba na cara.

Seja corajoso. Davi lembrou como Deus o ajudou a derrotar o um leão e um urso, quando cuidava das ovelhas do pai. Logo, se o Senhor o livrou das garras de duas feras “me livrará das mãos deste filisteu” (5). No final a coragem tiraria Davi do anonimato.

Crer na promessa. O confronto não poderia ser vencido com aparatos militares. Ter armas semelhantes a do inimigo de nada valeria, apenas atrapalharia com o peso e tamanho. Para enfrentar o gigante não poderia ser usada a própria força. O inimigo é enfrentado com a força do Senhor dos Exércitos (6).

Ouvir a voz de Deus e não do gigante. Não faltam ofensas e palavras para tirar as forças. Na prática os gigantes não têm tanto trabalho, pois uma careta ou insulto já bastam para garantir a derrota do inimigo. Golias bem que tentou, mas aquela seria a última afronta (7).

Confiar exclusivamente no Senhor. Davi levou cinco pedras para a batalha, mas só precisou de uma. Apenas uma bastava, pois Deus estava com ele.

Não parar no meio do caminho. Inimigo caído não está morto. Se despertasse a fúria seria redobrada. Cortando sua cabeça o mal cessava, os inimigos fugiam, a vitória era conquistada.

(1)) 1Sm 15:19-11
(2) 1Sm 17:11
(3) Nm 13:32
(4) 1Sm 17:32
(5) 1Sm 17:37
(6) 1Sm 17:45
(7) 1Sm 17:47
Site MANT Belém

Um comentário:

Pra. Kênia disse...

Glória à Deus por essa palavra.

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