segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Sem desperdício

“Senhor, dá-nos sempre desse pão” (Jo 6:34)
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O milagre da multiplicação dos pães e peixes é muito conhecido. Para meu espanto terminei de reler e achei aquilo muito normal. Apenas, normal. Perguntei: “porque o Senhor multiplicou os pães afinal? O que querias mostrar com aquilo? Me explique, por favor me explique. Não estou entendendo.”

Fiz esse questionamento pois sei que nenhuma vírgula é dada em vão na Bíblia. O milagre parecia simples, tratando-se de Jesus. Havia uma multidão, fome, cinco pães de cevada e dois peixinhos. Jesus multiplicou aquilo, dando graças, alimentando quase cinco mil homens. Todos se fartaram e ainda sobrou. “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca” (v12), disse Jesus. “Por que tivestes a preocupação de dizer isso Jesus?”, perguntei agoniada. E mais: por que o Senhor saiu sozinho do cenário do milagre, como um ator que sai pela cochia sem receber nenhum aplauso? Por quê?

Lá fui eu atrás de Jesus, como a multidão fez no dia seguinte. Naquela hora já tinha percebido que pão não é sonho, é necessidade básica. Jesus pode resolver isso facilmente e nem queria ficar famoso por causa disso. “Vós me procurais, não porque vistes sinais, mais porque comestes dos pães e vos fartastes” (v26), respondeu Jesus à multidão. Ele continuou, dizendo para que não trabalhassem por comida que perece, e sim pela que é dada pelo Filho do Homem “porque o pão de Deus é o que desce do céu e dá vida ao mundo” (v33).

Jesus estava revelando que muitos estavam vendo os sinais, os milagres, mas não estavam acreditando, crendo naquele que disse: “Eu sou o pão da vida” (v35). Não era um pão qualquer, é o que mata a fome de verdade e conduz para a vida eterna.

Depois Jesus disse que eu era dele. “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (v37), explicou. Entendi! Nada daquilo que faz parte do milagre de Deus pode ser desperdiçado, nem uma migalha sequer. Afinal fomos enviados a Jesus. Poderia o Filho de Deus desperdiçar esse presente, deixando algum pedaço para fora do cesto?

Muitas pessoas são verdadeiros desperdícios. Como os judeus que morreram no deserto, apesar de terem comido outro pão, que também veio do céu. Era o maná enviado por Deus. Era murchinho e de aparência esquisita, mas tinha gosto de mel. Vale lembrar que se tratava de um deserto escaldante, sem comida. Era o povo liberto da escravidão no Egito, após a abertura do mar por Moisés. Eles murmuraram no passado e também ao ouvir Jesus dizer que era o pão que desceu do céu.

Quem diria, o milagre da multiplicação gerou conflito, escândalo. Muitos discípulos também ficaram injuriados e o abandonaram. Mesmo assim o Pão Vivo continuava ensinando: “as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida” (v63).

Olhando para os doze discípulos perguntou Jesus se mais alguém iria se retirar. Se Ele me perguntasse se quero ser um desperdício emprestaria a resposta de Simão Pedro: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna” (v68). Ora, Jesus não quer ficar famoso com o título de “o multiplicador de pães” e sim como “o pão da vida”.

Dois tipos de pão vieram do céu. Do maná veio a murmuração. Do Pão da vida veio a voz da verdade. Foi por isso que Ele alertou: “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca”. Afinal, eu sou tua, como bem lembrou a música que começou a tocar enquanto recebia minhas respostas, clamando “Maravilhoso”. Clique aí pra gente chorar de novo, vendo aquele vídeo.
Site MANT Belém

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