sexta-feira, 17 de outubro de 2008

O poder de um decreto

“Porque esta palavra está mui perto de ti, na tua boca,
e no teu coração, para a cumprires.” (Deuteronômio 30:14)

“Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de
grandes coisas. Vede quão grande bosque
um pequeno fogo incendeia.” (Tiago 3:5)

“E eu te darei as chaves do reino dos céus;
e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus,
e tudo o que desligares na terra
será desligado nos céus.” (Mateus 16:19 )



Os decretos regem
a vida de todos nós. Decretos são determinações, ordens, mandados, sentenças. Os decretos podem ser de vida ou de morte, de benção ou maldição, vitória ou derrota. Decretos são como sementes plantadas para o bem o para o mal, dos outros e de nós mesmos. Se a boca fala do que está cheio o coração (Mt 12:34), que tipo de decreto estamos emitindo?

Alguns chegam a ficar incomodados com os otimistas extremos que declaram, profetizam, decretam com palavras e atitudes que a realidade, por mais desanimadora que seja, será transformada. Do outro ficam aqueles que adoram a frase: “Não disse?” É que no passado elas abriram a boca pra decretar que algo não daria certo, não era bom, não tinha jeito.

Se o alvo forem as pessoas os resultados têm sempre explicação. Afinal, como algo poderia mudar se fulano é burro, peste, cão, cafajeste, preguiçoso, pobre, incompetente? Qualquer um desses adjetivos é válido para que, ao final, o pessimista venha com o inseparável “não disse?!”.

Uns não abrem mão de acertar o resultado. Outros amargam a frustração sem lembrar do decreto mortal que emitiram no passado. Até a sabedoria popular ensina: quem planta colhe! Tem gente colhendo frutos deformados e venenosos sem saber o porquê. O decreto geralmente vem num momento de crise ou nervosismo, com o famoso “agora eu já falei, já era”, mas acaba virando lei no mundo espiritual. Como numa situação com Davi que, apesar de ser uma pessoa calma e mansa, lanço um decreto de prejuízo, tristeza e angústia para o povo (II Sm 1:21). A palavra liberada não pôde ser revertida – foi um decreto.

Temos um Deus de princípios. Logo, Ele age de acordo com os princípios. Pela graça o Senhor põe Suas palavras na nossa boca. Dessa forma Ele nos coloca “sobre as nações, e sobre os reinos, para arrancares, e para derrubares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares e para plantares” (Jr 1:9-10). Como os homens fazem uso dessa poderosa arma?

Diariamente os “senhores dos decretos” facilitam o trabalho do inimigo determinando todo tipo de derrota em suas próprias vidas ou maquinando maldades contra os outros. Diariamente elas suportam a vida que decretaram. Continuará ganhando salário de fome, passando sufoco no ônibus lotado e contando as moedas pra pagar as contas. Ela decretou que é uma infeliz, miserável e sem oportunidades. O mundo acatará a lei, que diz que o filho não passará no vestibular por que é tapado.

A cidade dessas pessoas continuará bagunçada e violenta, do jeitinho que decretaram. O povo continuará sendo enganado pelo governante que vai roubar no primeiro dia de mandato, como foi decretado. Nem a seleção brasileira trará alegrias, pois perderá feio para a Argentina, conforme o “torcedor-técnico” decretou.

Alguém inventou que é bonito tirar sarro das desgraças. Essa “criatividade” permite a criação de frases como “100% liso” que viram adesivos de carro e comunidades no Orkut. Na prática esse site de relacionamentos vira um “Diário Oficial” que reúne os decretos emitidos na vida da pessoa. Todos querem mudar de vida, mas não se atrevem a fazer uma faxina no seu perfil.

Do que valerá uma comunidade que “glorifica” temores, traumas, barreiras, dificuldades. Pra quê dizer que a relação amorosa sempre será desastrosa, se apaixonando por cafajestes ou sendo passado para trás? Quando chegará a cura para a turma da comunidade do “joelho podre”? Como abandonar a trapaça sendo membro da “quem não cola não sai da escola”? Como receber um aumento achando graça das comunidades que exaltam a pobreza? Como qualquer coisa dará certo se a pessoas está inscrita em todas as comunidades que remetem a derrota? Se a meta é emagrecer porque debochar de si mesmo através de uma comunidade?

Que Brasil sem violência teremos se depender daqueles que decretam que bandido bom é bandido morto? Se o seu bairro é bairro de marginal, onde é mesmo que você e seus filhos dormem? Diante de um “se Deus quiser” como Ele passará por cima de algo que decretamos? Como ele poderá dar algo que não queremos, que não pedimos? Como receber benção se a encomenda foi clara: maldição?

“Há alguns que falam como que espada penetrante, mas a língua dos sábios é saúde” (Pv 12:18). Por isso o Senhor ensina que é necessário dominar o espírito de angústia. Para aquele “que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito. Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã” (Tg 1:26).
Site MANT Belém

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