sábado, 7 de março de 2009

Ouvir de Deus e contar as estrelas

Quando estamos no anonimato é difícil projetar ou sonhar com um futuro grandioso. Se nos falta algo no presente muitas vezes nem cogitamos tê-las no futuro, mesmo se esse futuro for aquele que Deus nos prometeu.

Mesmo os números que são inexpressivos aos olhos humanos são fundamentais para Deus. Para começar um grande feito Ele precisa de pelo menos uma pessoa, uma semente. Uma multidão não nasce de muitos. Para aqueles que ficam ansiosos, desanimados ou incrédulos é necessário voltar o filme: “Olhai para Abraão, vosso pai, e para Sara, que vos deu à luz; porque, sendo ele só, o chamei, e o abençoei e o multipliquei” (Isaías 51:2). Deus encontrou em Abraão o perfil para gerar uma multidão.

Antes de tudo era necessário sair de sua terra, e do meio de sua parentela, de suas raízes para seguir para um lugar desconhecido, que o Senhor indicaria (Gn 12:1). Mas por quê foi necessário sair do lugar onde estava?

Era necessário sair de seu porto seguro, aprendendo a confiar na providência do Senhor. Ele saiu da base antiga para o novo acontecer. O próprio Jesus lembrou que “não há profeta sem honra, senão na sua terra , entre os seus parentes e na sua casa” (Mc 6:4). Não significava um abandono e desprezo da família, mas a constatação de que os familiares nem sempre dão crédito no que Deus há de fazer com nós. Naquele começo era necessário mudar de foco.

Deus não está procurando pessoas super-preparadas, que estão estáveis, que saibam do que está na Bíblia. Ele busca pessoas, que semelhante a Abraão, não exitem no chamado, que estejam dispostas para o novidade. Também não chama alguém para que não faça nada, e sim para contribuir com o Reino de Deus, para ser abençoador.

Os homens trazem suas alegações diante de Deus (medo, despreparo), mas Abraão se dispôs. Antes de dar um passo adiante é necessário ouvir a voz de Deus, para entender o chamado e a promessa, sem prejudicar o projeto com nossas intervenções equivocadas.

Outra etapa do chamado é a benção. Quando Deus decreta uma bênção ninguém poderá impedir os resultados, exceto nós mesmos, se formos apressados. Precisamos primeiro frutificar para sermos abençoados e engrandecidos. Mesmo após a frutificação precisamos manter a mesma perseverança e princípio frutífero.

Se Deus promete algo não nos deixa sem resposta. “Então o levou fora, e disse: Olha agora para os céus, e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua descendência” (Gn 15:5). Quando nos perguntamos “e agora? O que vai acontecer?”, Ele nos tira da nossa tenda, que é o lugar do ciclo dos problemas.

Mesmo quando já tinha reconhecimento social, Abraão foi considerado imperfeito aos olhos de Deus, pois lhe faltava algo – frutificar. “Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda em minha presença e sê perfeito” (Gn 17:1). A frutificação não depende da nossa história mas a nossa história depende da frutificação, pois Deus não trata com anônimos.

O fruto precisa ser desejado, como a dor e desejo de conceber um filho. É algo que envolve ventre, alma e coração – ser apaixonado por vidas e sonhar com elas. Mas nosso foco não pode estar apenas no primeiro fruto. Com o nascimento de Isaque o pai ficou envaidecido e parou de sonhar com a multidão. Entre outros motivos, o Senhor pediu Isaque para colocar Abraão no foco novamente (Gn 22).

O primeiro fruto não pode parar o sonho da multidão. Para sermos perfeitos precisamos dar frutos e nos dispor a cuidar das multidões.
Site MANT Belém

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