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quarta-feira, 14 de abril de 2010

A vida devocional de John Wesley

John Wesley foi um instrumento poderoso nas mãos de Deus para um grande avivamento no século XVIII. Durante mais de cinquenta anos ele pregou em mais lugares, a mais pessoas e por mais tempo do que qualquer outro avivalista conhecido. Wesley viajou cerca de 400.000 km, por todas as partes da Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda, pregando cerca de 40 mil sermões.

Alguns dos cultos das 7 horas da manhã de domingo geralmente tinham de cinco mil a seis mil ouvintes. Durante as pregações, que atraíam todo tipo pessoa, ele observava que o Espírito Santo os convencia poderosamente de seus pecados enquanto pregava. Dentro e fora dos prédios das igrejas elas caíam no chão e rejubilavam-se em Cristo.

John Wesley: Homem de Devoção
Em: Avivamento e Fogo*

É de conhecimento comum que John Wesley foi um dos grandes exemplos históricos de vida devocional. Um estudo mais detalhado, porém, revela que ele não era nenhum super-herói capaz de manter comunhão ininterrupta com Deus. Assim como nós, tinha altos e baixos. Cometeu vários erros e precisou fazer ajustes ao longo da jornada – o que nos oferece esperança! A seguir, alguns aspectos importantes de suas práticas:

Disciplina

O fato de ter cometido erros não impediu Wesley de prosseguir. Ele estava convicto de ter achado o elemento essencial da vida cristã e estava determinado a conquistá-lo. Os registros regulares que constam em seu diário indicam que, por mais de 60 anos, ele observou fielmente as disciplinas espirituais.

Convém mencionar que ele modificava, de vez em quando, a estrutura e o conteúdo. Estava disposto a fazer novos experimentos às vezes. Contudo, sua intenção básica de relacionar-se pessoalmente com Deus nunca vacilou. Assim como nós, ele também teve momentos áridos.

Um símbolo no diário, que indicava o fervor de suas orações, revela que muitas vezes suas orações haviam sido "frias" ou "indiferentes". Contudo, ele persistia na certeza de que novos períodos de ardor e regozijo viriam.

Tenho ouvido mais de uma pessoa dizer: "Eu realmente não estou conseguindo muito resultado com minhas devoções nesse momento e, por isso, vou suspendê-las por algum tempo até que o fervor retorne". Embora eu simpatize com tais pessoas, cheguei à conclusão de que tal atitude pode ser espiritualmente devastadora. Afinal, é nos períodos áridos que precisamos permanecer disciplinados e fiéis.

Mesmo na ausência de emoções, devemos manter-nos confiantes de que Deus continua sua obra. Na realidade, a verdadeira oração nasce do sentido da ausência de Deus e do quanto precisamos dele. Se desistirmos nos momentos de secura e fraqueza, não experimentaremos o gozo de encontrar o Deus que vem em nosso auxílio quando estamos em necessidade. E não conseguiremos determinar a causa da aridez. Isso nos leva a repetir os mesmos erros. A disciplina torna-se, assim, o método pelo qual a vida espiritual é mantida nos bons e maus momentos.

Padrão objetivo


Para John Wesley, o padrão objetivo de espiritualidade genuína era a Bíblia. Apesar de ter lido centenas de livros sobre vários assuntos, ele continuamente referia-se a si mesmo como um homo unis libri (homem de um único livro). Durante 65 anos, utilizou-a como companheira diária em sua vida devocional. Em primeiro lugar, ele lia a Bíblia em atitude de adoração.

Isso significa que não o fazia com pressa, mas de modo reverente. Para garantir que seus momentos de estudo bíblico não fossem apressados, ele escolhia as primeiras horas da manhã e os momentos calmos da noite. Seu alvo principal era a qualidade e não a quantidade. Embora normalmente lesse um capítulo de cada vez, por vezes lia apenas alguns versos. Seu desejo era encontrar Deus e, quando o fazia, a quantidade de leitura não tinha grande importância.

Segundo, Wesley lia a Bíblia sistematicamente. Sua prática baseava-se em seguir um quadro de leituras diárias no Livro de Orações Comuns. Esse método permitia-lhe ler o Antigo Testamento uma vez por ano e o Novo Testamento várias vezes. Permitia-lhe, também, ler contextualmente e não casualmente. Wesley acreditava que o cristão deveria conhecer "todo o conselho de Deus".

Seria errado, portanto, supor que Wesley estava apenas à procura de experiência mediante a leitura devocional da Bíblia. Ele também queria conhecer a Palavra de Deus e não via qualquer dicotomia entre o estudo puramente científico da Bíblia e a leitura voltada ao enriquecimento espiritual. Toda nova informação ou descoberta alcançada constituía mais uma inspiração de Deus, e Wesley encarava-a como tal.

Amplitude

Wesley não limitava a leitura devocional à Bíblia, mas buscava inspiração significativa em uma vasta gama de materiais devocionais. Consequentemente, sua vida devocional possuía uma profundidade e variedade que uma única fonte seria incapaz de oferecer. Assim, podemos inferir mais um princípio importante. Não podemos contentar-nos com uma só perspectiva nem com a "espiritualidade popular", que segue apenas o que está em voga no momento. Há necessidade de se descobrir a riqueza dos materiais devocionais provenientes de muitos séculos de história cristã. Somos sustentados por gigantes espirituais. Wesley nos desafia a libertarmo-nos de uma noção por demais limitada da vida devocional e a prestarmos atenção aos santos do passado, examinando tudo pelo padrão das Escrituras.

Oração

Para Wesley, o principal meio institucional da graça era a oração. Não é exagero dizer que ele vivia para orar e orava para viver. Wesley entendia a fé cristã como uma vida de relacionamento com Deus por intermédio de Jesus Cristo, e a oração era o dom de Deus para facilitar e enriquecer tal relacionamento. Para ele, a ausência de oração era a causa mais comum de aridez espiritual.

Como era a prática de Wesley nessa área tão vital?

Primeiramente, Wesley começava o dia em oração. Muito tem sido dito sobre seu hábito de levantar-se cedo, normalmente às 4h30 ou 5 horas. Embora seja verdade que ele tenha feito isso por mais de 50 anos, também é necessário lembrar que Wesley geralmente se deitava antes das 22 horas.

O princípio não está tanto no horário específico em que se levantava, mas no fato de que dirigia seus primeiros pensamentos a Deus. Ao fixar a mente em Deus logo de manhã, ele sabia que estaria adquirindo a consciência da presença divina durante todo o dia. Como é de se esperar, Wesley era por demais metódico para não estabelecer alguma ordem para as orações.

Ele escolheu a prática comum de fixar um padrão semanal, segundo o qual cada dia era dedicado a um tópico em particular. As orações escritas formavam a base de suas orações, mas, no seio destas, Wesley deixava espaço para as orações de improviso. As orações escritas forneciam o foco, e as orações extemporâneas possibilitavam a espontaneidade.

Muitos podem achar que orações escritas são muito formais, uma maneira estranha de comunicar-se com Deus. Porém, ao dar aconselhamento, tenho descoberto que os pensamentos soltos são um problema quase universal na oração. Muitas pessoas têm-se expressado assim: "Quando oro, minha mente vaga em todas as direções. O que posso fazer para manter a concentração?".

Como resposta, creio que seja útil o uso da combinação de oração escrita e oração espontânea. Quanto melhor for o foco na oração, menos problemas teremos com a mente desatenta. Mergulhando no espírito da oração escrita, refletindo sobre as palavras, podemos absorvê-las e depois elevá-las a Deus como expressão de nosso coração.

Wesley acreditava que, ao fazermos uso das orações escritas, enriqueceríamos nossa compreensão e a expressão da verdadeira oração. Descobrimos áreas da oração que não recebem a devida atenção. Somos auxiliados a orar num espírito de comunidade com a igreja universal. Em segundo lugar, Wesley orava durante todo o dia. Seu diário mostra que ele treinara a mente para orar a cada hora. Essas orações geralmente eram breves, curtas frases de louvor. Constituíam o meio de apresentar os eventos de sua vida a Deus.

Se você já está achando que esse exemplo não é prático para quem se encontra em meio ao acelerado ritmo da vida moderna, lembre que Wesley também não era um recluso. Ele não vivia uma vida monástica ou isolada. Pelo contrário, mantinha horários de trabalho, escrita, pregação e viagem impressionantes até mesmo pelos padrões modernos.

Evidentemente, ele não se retirava a cada hora para os exercícios devocionais, mas cultivava esse hábito internamente. Ele aprendeu a estar perfeitamente engajado nos assuntos da vida e, ao mesmo tempo, envolvido na oração a Deus. Esse é o verdadeiro significado do conselho de Paulo sobre orar sem cessar. Wesley chamou a oração de "fôlego da vida espiritual" e sugeriu que, do mesmo modo como um indivíduo não pode parar de respirar, também não pode parar de orar.

Para alguns, a oração incessante desenvolve-se por lembretes. Eu conheço pessoas que colam um lembrete de oração ao telefone. Cada vez que toca, elas oram pela pessoa do outro lado da linha. Executivos agendam um encontro com Deus no meio do dia, trazendo, assim, a fé para bem dentro do trabalho.

Outros colocam lembretes de oração por toda a casa. Ao encontrá-los, eles oram. Algumas pessoas fazem soar o alarme do relógio digital a cada hora e usam-no como uma chamada à oração. Cada uma dessas pessoas exemplifica a preocupação de Wesley em orar durante o dia. Wesley também orava ao final do dia para fazer uma revisão das atividades e confessar os pecados cometidos.

Ele tomava resoluções de mudanças e entregava-se ao cuidado e à proteção de Deus ao deitar-se. Wesley afirmava que, ao fazê-lo, conseguia dormir em paz quase todos os dias. Precisamos aprender a arte de dormir corretamente. Com freqüência, percebo que estou trabalhando até a hora de ir para a cama. Por conseguinte, minha mente ainda está fervilhando quando me deito. No subconsciente, continuo trabalhando ao invés de descansar. No dia seguinte, acordo com uma sensação de fadiga ao invés de revigoramento.

Descobri que não sou um caso único. Wesley nos lembra de que precisamos de tempo para nos acalmar e entregar o dia e a nossa pessoa a Deus. A oração em particular no final do dia é um meio de desanuviarmos a mente e dormirmos sem o peso dos problemas.

(*) Extraído de "A Vida Devocional na Tradição Wesleyana", de Steve Harper.

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sábado, 2 de janeiro de 2010

Tempo de colheita e avivamento

“Direi ao Norte: Dá; e ao Sul: Não retenhas; trazei meus filhos de longe, e minhas filhas das extremidades da terra” (Isaías 43:6).

PALAVRA SACERDOTAL 

A cultura helênica tinha duas palavras para definir tempo – Crônos e Kairós. O primeiro significa o tempo linear que é contínua e matematicamente contado no relógio, isto é, o tempo do cronômetro. Kairós era o tempo oportuno e tinha a ver com as portas e oportunidades que se abrem em certos momentos da vida e se fecham em outros.

Na Bíblia, mais especificamente em Eclesiastes, encontramos o sábio Salomão falando de tempo específico para coisas específicas. Segundo ele há tempo para todo propósito debaixo dos céus. Nossa caminhada com o Senhor é marcada também pelo Kairós, pelo tempo oportuno.

Estamos diante do tempo de grande colheita, as portas foram abertas, a profecia liberada, resta-nos agora irmos aos campos brancos para realizarmos a grande colheita, faz-se necessário ir ao campo, colher é a nossa grande tarefa.

A vida de quem segue o Messias não pode estar desassociada do IDE. Ganhar vidas é a razão suprema da nossa fé afinal, somos canal de bênção, instrumento de salvação e cura para a nossa cidade. Somos focos de avivamento espalhados pela grande Belém.

Queridos discípulos, profetizamos sobre suas vidas e famílias o tempo da colheita extravagante em todas as áreas. Tempo de grandes mudanças, tempo de avivamento, tempo de experimentarmos o sobrenatural, tempo de sermos mais ousados, tempo de grandes estratégias, tempo de ação, tempo de movimento, tempo de sairmos da tenda, tempo de contarmos estrelas, tempo de cavarmos poços, tempo de sermos indesistíveis, tempo de sermos surpreendidos pelo Senhor da seara.

São muito amados por nós, tenham no coração essa certeza.

Shalom!

Pastores Nirson e Kênia
Kellyson e Késya
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Crônica - Belém, terra de colheita

Na terça-feira eu peguei o ônibus errado. À noite, em plena chuva, eu consegui pegar o ônibus errado para voltar pra casa. Me sinto envergonhada sempre que apronto uma dessas. “Há um propósito para essa mancada, Pai?”.

Ele nem precisou responder, pois aquele desleixo era um sintoma das ideias confusas que estavam se acumulando. São aqueles dias de submersão a-lá Pedro. Apesar da sombrinha eu já estava encharcada, sem palavras pra pedir perdão pela pouca fé. Um alívio: eu peguei o ônibus errado, mas ainda estava em Belém.

Mesmo sendo pequena é possível se atrapalhar com as ruas da cidade. Sempre ando olhando as calçadas. Ainda na infância, passeando pelo bairro da minha vida, Batista Campos, eu sentia um amor intenso pela cidade. Às vezes tinha a impressão de conhecer cada pedacinho de calçada de Belém. Sentia-me meio que orgulhosa por conhecer, mesmo que de relance, cada casa, em cada rua dos bairros em que passava. Certa vez, dobrando a Conselheiro com a Apinagés, eu senti claramente uma convicção, e disse a mim mesma que não havia nascido por acaso nessa cidade – eu havia sido feita para ela.

Tanta gente planejava se formar e sair daqui. Na contramão eu era grata a Deus, por Belém ser do jeitinho que é (mesmo sem poder dizer o que atraía). Naquela empolgação eu ainda me achava a pessoa mais apaixonada por Belém. Até ensaiei em pensamento uma resposta aos que debochassem da minha escolha: “eu fui feita pra Belém”. Parece até aquele refrão: “não vou sair, melhor você voltar pra cá, não vou deixar esse lugar, pois quando eu tava me arrumando pra ir, bati com os olhos no luar, a lua foi bater no mar e eu fui que fui ficando”.

Belém. Hoje eu sei que Deus me quer aqui. Pesquisando sobre a capital paraense tento fazer um raio-x da cidade, que, segundo nosso projeto de vida, será palco para o ano de plenitude do Espírito Santo. É um ano de colheita. Se parece pouco colher numa cidade com 1,424 milhão de habitantes (fora a população flutuante da região metropolitana) basta pensar que um dia Belém se resumia a cerca de quinhentos habitantes.

Era assim em 1616 no núcleo chamado Forte do Presépio, construído em estrutura de madeira e coberto com palha. As ruas de Belém surgiram ao redor da praça d’armas dos soldados. A primeira foi a Rua do Norte (atual Siqueira Mendes) seguida das paralelas Rua do Espírito Santo (Dr. Assis) e Rua dos Cavaleiros (Dr. Malcher). De lá pra cá muitas ruas e muitas mangueiras.

Hoje é possível até se perder na cidade, principalmente para os que não nasceram aqui. Quando os missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren, pioneiros do movimento pentecostal no Brasil, receberam direção de Deus para vir para Belém, precisaram consultar o mapa para descobrir onde era o Pará. Nem o dinheiro das passagens eles tinham, mas cada milagre foi providenciado para que tudo fosse conforme a vontade do Pai. Também não sabiam falar português, mas o certo é que deu certo. E tudo começou ali, na Siqueira Mendes, 79, Cidade Velha, como semente para o avivamento em terras brasileiras.

Na abençoada ministração de quarta-feira, na Rede de Mulheres, a pastora falava sobre o tempo de colheita. “Fomos plantadas na terra da colheita”, ouviu de Deus. Em seguida pediu para que as pessoas que não haviam nascido na cidade ficassem de pé. Na hora, achei que seria mais fácil eu, e outras gatas pingadas, nos levantarmos. “Eu nasci aqui”, pensei. Os outros foram atraídos, pois é tempo de colheita.

“Colher o que afinal?”, poderíamos perguntar. Um dos momentos mais especiais dos últimos tempos foi conhecer o Carlos Cancela, autor de Casa do Pão. Tudo pela necessidade de saber o que Deus havia falado a ele ao escrever aquela canção. Se Belém é uma cidade de adoração está na hora da colheita dos verdadeiros adoradores. “Mas de que árvore nasce adoradores? Primeiro tem que semear!” Isso já foi feito. Imagine quantas foram lançadas somente através da vida de Daniel Berg, que chegou aqui quase um século atrás! Já dá pra colher; é hora de colher.

Às vezes caímos no erro de pensar que alguns são separados especialmente, mantendo a exclusividade para fazer as “obras maiores”, anunciadas por Jesus (Jo 14:12). Nessa madrugada aprendi que antes mesmo de começarmos a caminhada, de termos despertado para o chamado, Deus já investiu em nós.

Ele não deixou nenhum escolhido de fora. Havia dez virgens; que somente mais tarde se distinguiram entre néscias e prudentes, mas o fato é que todas tinham lâmpadas (Mt 25:1). “Quantos talentos Deus investiu em mim?”, questionamos. Queremos saber nossa cotação no mercado, sem entender que o Senhor já nos confiou os Seus bens, de acordo com nossa capacidade (Mt 25:14). Cinco, dois, um talento. Tanto faz, pois um talento é muito; e não é de qualquer investidor. De repente eu recebi um talento, pra devolver o dobro. De repente recebi cinco, e não posso devolver apenas dois.

Não é de hoje que Belém atrai, por diferentes motivos, culturais, econômicos, etc. Ela continuará atraindo, também pela unção. Os escolhidos continuarão plantados aqui, criando raízes, junto com as “mudas” que chegaram depois. Tudo até que possamos entender que Ele já semeou e devemos correr para o campo. Que seja o último dia em que apanhamos o ônibus errado, para não ficar apenas dando voltas. Continuaremos em Belém, para a colheita.

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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Nossos corações respondem

Nem sempre conseguimos traduzir o que sentimos. Mas quando o desejo de compartilhar essa sensação - nem que seja um pouco - é difícil se contentar em ficar sem palavras. Ainda naquela noite, em clima de Aviva Belém, veio uma tradução mesmo que emprestada de canção. Lá estava ela:

“Este é um tempo para ver e cantar. Este é um tempo para aspirar e expirar Teu louvor. Nossos corações respondem a Tua revelação. Tudo que estás mostrando, todos temos visto. Ninguém pode cantar coisas que não tenham visto. Deus, abra nossos olhos para uma maior vislumbre. A Tua glória, a Tua glória. A adoração começa quando Te vemos. Nossos corações respondem a Tua revelação”*. Amém!

*Seeing You (Vendo Você), Matt Redman.
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domingo, 12 de outubro de 2008

24h de Adoração no Aviva Belém

O sentimento é de pura satisfação para os participantes do Aviva Belém 2008, após 24h de adoração. Tudo foi preparado para o Rei, que marcou presença e encheu o ginásio da Uepa de unção. O som ecoou e a cidade ouviu mais um anúncio do novo tempo.

O encerramento aconteceu às 12h de domingo. Todo o evento foi em clima apoteótico diante da graça do Senhor, como avaliou o Pastor Marcelo Monteiro Corrêa, do Centro Cristão da Família. Por meio da unidade do lugar, na unidade do corpo de Cristo, todos se uniram independente das denominações das igrejas num momento ininterrupto de adoração.

“Adoramos o Senhor com muito amor e com muita alegria. Estamos felizes porque o Senhor manifestou com poder a sua graça”, afirmou. Comemorando a presença de adoradores de todas as idades “estou sem palavras pra agradecer a Deus pelo que Ele fez”, revelou.

O Aviva Belém nasceu há dois anos. Segundo informou o Pastor Marcelo a semente veio quando o Senhor tocou dois pastores da capital paraense, que comunicaram o desejo ardente do coração de que a Igreja se unisse em outubro para adorar ao Senhor. A idéia foi bem recebida, atraindo cerca de 1500 pessoas na primeira edição do evento. “Hoje contabilizamos mais de cinco mil pessoas passando pelo Aviva Belém desde a sexta-feira. A avaliação é a melhor possível, conseguimos alcançar muitas coisas”, comemorou.

Como reforça o Pastor Nirson Alves Belém é a Casa do Pão “e o Senhor te constitui lugar de adoração”. O clima é de felicidade pela participação no Aviva Belém. “Cremos, afirmo isso e reafirmo, que nós somos protagonistas da mudança de Belém, nós, como Igreja de Cristo Ministério Nova Terra, Casa do Pão, estamos cooperando para a escritura de uma nova história”, afirmou.

A certeza é de que novos marcos surgiram na cidade com a declaração de que “Jesus Cristo é o Rei de Belém. Que Belém não tem uma rainha, que a Amazônia não tem uma rainha, mas têm um Rei Todo Poderoso na batalha, o Leão de Judá, Yeshua Hamashia”, declarou. Para a Pastora Kênia tudo foi maravilhoso e perfeito. “Nós estamos ajudando a construir um tempo que Belém vai parar para adorar de verdade, porque vai adorar o Rei, aquele que responde que ouve. Um Deus fiel e verdadeiro”, afirma.

Nessa transformação a Casa do Pão “está com um ano nessa cidade, mas já marca sua história, colaborando com o Aviva Belém, dizendo que nós nascemos para adorar. Eu louvo a Deus pela vida do Ministério Casa do Pão, pela direção de Deus sob as nossas vidas. E para o ano que vem estaremos num número ainda maior, parando para adorar o Rei Jesus”, afirma.
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sábado, 11 de outubro de 2008

Aviva Belém - Jesus Cristo é o teu Senhor

Podes ouvir esse clamor Senhor? Mais do que uma reunião, mais do que um evento – uma declaração de amor à cidade. É assim o Aviva Belém que pelo segundo ano reúne apaixonados das igrejas evangélicas da capital e interior do Pará. Com o tema “Jesus Cristo é o teu Senhor” é realizada uma jornada de 24h de adoração. Desde as 12h de sábado os grupos se revezam no Ginásio da Escola Superior de Educação Física, João Paulo II, 817. A ministração da Casa do Pão será na manhã de domingo (12).

A programação do Aviva Belém 2008 começou na sexta-feira com o show da pastora Ludmila Ferber, que também acompanhou o início da adoração de sábado. Cada melodia somava ao clamor das vozes, reforçando a certeza de que “Jesus vai lavar essa cidade”.

O propósito do Aviva pode ser entendido como o levantamento de um altar, como explicou o pastor Milton, da Igreja de Cristo. Em tempos de dificuldade Davi recebeu a visita do profeta Gade, que disse: Sobe, levanta ao SENHOR um altar na eira de Araúna, o jebuseu (II Sm 24:18). Era uma missão de adoração, contrapondo os atos de desobediência que levaram o povo a pagar o preço.

Era também o início de uma restauração. Da mesma forma temos dívidas com nossa cidade – Belém. “Se amamos Belém não podemos nos conformar com tudo isso de ruim que acontece nesta cidade. Como igreja precisamos nos posicionar”. Assim, o Aviva Belém é um instrumento para restaurar o altar caído de Davi. As mudanças de visão e atitude são necessárias. “Quantas pessoas não estão morrendo nessa cidade? Precisamos nos levantar e declarar que verdadeiramente essa cidade é do senhor Jesus”, concluiu.

Apresentação da Pra. Ludmila Ferber no Aviva Belém 2008

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sexta-feira, 9 de maio de 2008

Uma conversa com...

Carlos Cancela, autor de Casa do Pão.

Pequena, simples e profética. É assim a letra de Casa do Pão, música que vem cativando multidões desde a gravação no DVD do Diante do Trono, na voz de Nívea Soares. A simplicidade da letra é emprestada da cidade homenageada, Belém do Pará, que é cantada como um “celeiro entre as nações”. Nada mais verdadeiro considerando a origem da palavra Belém (que em hebraico Bethlehem, significa casa do pão). Para a Igreja de Cristo Ministério Nova Terra em Belém, há uma história especial com essa canção, que foi a tradução perfeita do amor a este lugar e do desejo de alimentar.

Por isso na estréia da nossa sessão de entrevistas conversamos com o autor de Casa do Pão, que ajudou a nos batizar – o jovem Carlos Cancela, de 25 anos, que é ministro de louvor da Igreja Quadrangular em Belém. Nascido na capital paraense, Carlos, que é contador e bancário, faz do dia-a-dia uma tarefa de dedicação as obras de Deus.

Perfil - A trajetória no ministério de louvor começou aos 16 anos, na igreja Quadrangular, onde atualmente é pastor de jovens. Cancela trabalhou muito tempo na igreja em Belém, mas também desenvolveu atividades de missões no interior do Pará, no início da expansão da visão de adoração extravagante. Como referência havia o trabalho de ministérios como o de David Quilan, que começava a despontar e inspirou o Projeto Adoração no Pará. A idéia era fomentar o louvor com liberdade para expressar o amor e gratidão por Deus. Atualmente coordena parte de uma rede de células em Belém chamada Valentes de Davi, no bairro da Pedreira, junto com o Pr. Walter Oliveira. Apaixonado de longa data pela música o líder do ministério de louvor Obra Prima compõem, canta e toca violão - o companheiro de ministração.

Ele encara a música como um dom, que aflorou ainda mais após sua conversão “quando Deus começou a me dar músicas”, diz. Canções que amadureceram, segundo Cancela, conforme a maturidade pessoal e espiritual, o conhecimento da palavra e intimidade com o Espírito Santo. Muitas composições ficaram guardadas, enquanto aguardava a hora certa para fazer uma gravação com qualidade. Uma novidade é a gravação do álbum do Obra Prima, misturando estilos como Trazendo a Arca, Delirious? e Michael W. Smith. Também em breve vamos conferir um trabalho solo de Cancela.

Casa do Pão: Como era a sua relação com a cidade antes de Casa do Pão?
Carlos: Sempre olhei Belém com um olhar de expectativa a mais. Belém é uma cidade que historicamente tem um potencial muito grande, economicamente falando. A cidade tem muito pra crescer e principalmente espiritualmente falando. Porque se observarmos bem, com o olhar espiritual, vamos ver que Belém é uma cidade de adoração. O povo paraense é um povo muito apaixonado e eu fui impactado por uma palavra que Deus me deu dizendo assim, que me fez entender essa palavra e observar essa realidade - que Belém é uma cidade de adoração. Só que temos muitos falsos adoradores. Pessoas que estão adorando outros deuses, pessoas que são apaixonadas por tantas e tantas coisas, por “aparelhagens”, por idolatria e estão colocando a sua fé, a sua adoração, a sua atenção num deus que não é Deus. E Deus me fez pensar o seguinte: você já pensou se essas pessoas se tornarem verdadeiros adoradores, o que vai acontecer em Belém? E a gente observa que Belém, o próprio nome já fala “casa do pão” e o Pará também é um lugar de grandes águas. Então a gente acredita que existe um propósito em tudo que Deus faz. Se Deus permitiu que Belém fosse Belém é porque Deus quer realmente fazer da cidade um celeiro de pastores, um celeiro de bênçãos para o mundo, para as nações, para o Brasil.

Casa do Pão: Como nasceu a letra de Casa do Pão?
Carlos:
Casa do Pão nasceu depois de um congresso em que eu fui a Goiânia, no início do ministério, do primeiro CD do David Quilan, em 2001. Estava lá na igreja Luz Para os Povos, que é uma igreja muito abençoada em Goiânia. E eu voltei de lá muito impactado porque foi um momento de adoração muito intenso, foi um evento assim, fortíssimo, foi um evento internacional inclusive e quando eu cheguei na estrada, vindo pra Belém, Deus começou a falar comigo e depois de um tempo Deus me deu a música, Casa do Pão. E Deus me fez escrever ali uma letra pequena, mas de um fundo profético muito grande. E essa era a intenção de Deus, que é levantar pessoas na cidade de Belém, uma cidade que é esquecida no Brasil, mas que as pessoas estão começando a olhar pra cá, pois realmente existe um avivamento, que Deus vai gerar, vai levantar esse avivamento em Belém. E Deus está levantando pessoas, e eu oro para que Ele levante cada vez mais pessoas, pra proclamarem o nome Dele, pra ganharem almas, porque esse é o propósito do avivamento. Não existe outro propósito no avivamento que não sejam as almas, e Deus é apaixonado por almas, Deus é apaixonado por pessoas.

Casa do Pão: Qual foi o caminho desde a composição até a gravação no DVD do Diante do Trono em Belém?
Carlos:
Eu compus essa música entre 2001 e 2002, e ministrava a música nos lugares e evento que participava. E Deus manifestava seu poder as pessoas, abençoando. Só que eu não tinha tido contato com os irmãos do Diante do Trono, não os conhecia pessoalmente. Até que eu fiquei sabendo que eles iam gravar aqui em Belém. Inicialmente falaram Manaus e depois que ia ser em Belém. Depois que falaram isso eu participei de um evento lá na Igreja Batista Missionária da igreja que digamos assim foi ser a secretaria da Igreja da Lagoinha aqui em Belém, e eu tenho muitos amigos na igreja missionária, inclusive os pastores e fui até lá. Fui participar de um seminário de intercessão antes da gravação. E lá foi uma benção tremenda. E lá surgiu esse desejo no meu coração de ir até os irmãos do Diante do Trono e mostrar essa canção que Deus tinha me dado. Só que eu fiquei na minha, né. Fui orar pra Deus e fiquei na minha pra saber se era isso mesmo. Até que teve um café da manhã com os pastores e Ana Paula e alguns integrantes do Diante do Trono, uns vinte dias antes da gravação e fui lá nesse café da manhã. O pastor Josué Bengson não pôde ir e eu fui a convite dele, fui de penetra lá. Fiquei junto com os pastores lá, conversando com o pessoal depois fizemos uma oração, os líderes de Belém estavam lá e eu conversei um pouco com o Sérgio Gomes, que é o maestro do Diante do Trono. Conversei um pouco com ele sobre essa canção, que Deus tinha me dado, o direcionamento, a visão que eu tive. E ele falou pra mim de uma forma super educada que queria olhar a música, pra eu gravar e passar pra ele a canção, e eu achei super legal e passei pra ele.

Casa do Pão: E como foi a confirmação da gravação?
Carlos:
Logo depois que eu entrei em contato com eles, eu passei a canção em CD, o Sérgio Gomes foi pra Belo Horizonte pegou toda a gravação e depois ligou pra mim pra gente conversar como seria, se já havia registro ou não. E aconteceu que o registro da música foi feito em Belo Horizonte mesmo, pelo Diante do Trono, e foi uma bênção. A bênção foi tão grande que eu nem esperava que seria a Nívea que fosse cantar.

Casa do Pão: E no momento do show, como foi sentir que um objetivo estava sendo cumprido ali?
Carlos: Eu acredito que estava se cumprindo uma promessa de Deus na minha vida e pra cidade de Belém também. Porque essa canção foi um ato profético, que eu tive pra cidade, pro Estado do Pará e acredito até que pro Brasil.

Casa do Pão: E quem é essa “nova geração de adoradores”? Quais são suas marcas?
Carlos:
É a marca de uma geração comprometida com a Palavra, que ama o Senhor de todo o seu coração, que não abre mão do propósito de servir a Deus, que abomina o pecado e que busca a presença do Senhor. Que é apaixonada por almas, por fazer discípulos.

Casa do Pão: E que fome é essa?
Carlos:
Fome de ver Jesus Cristo voltar. Fome de ser a geração que vai ver o Senhor Jesus voltar.

Casa do Pão: “Essa unção” continua atraindo? Como isso tem acontecido após Casa do Pão?
Carlos:
Acredito que isso seja um projeto, até porque a questão de atrair a presença de Deus fala, no contexto da canção, sobre Belém como celeiro para abençoar a vida de muitas pessoas. E muitas pessoas realmente estão vindo pra Belém pra conhecer aquilo que está acontecendo aqui. Pra você ter uma idéia, hoje o nosso congresso de jovens na Quadrangular é o maior no mundo. Inclusive nós vamos fazer agora o congresso com aproximadamente 9 mil pessoas, não temos nem lugar pra fazer por causa disso. E Deus realmente tem abençoado e eu acredito que o avivamento vai acontecer nesse sentido.

Casa do Pão: E como a pequena Belém vira “celeiro entre as nações”?
Carlos:
Porque Deus levanta as coisas pequenas desse mundo pra confundir as grandes. Eu acredito que Deus levanta cidades pequenas como Toronto, no Canadá - pequena entre aspas, porque hoje ela é muito desenvolvida – mas Deus levanta o avivamento onde Ele quer. Como em Honduras, como em El Salvador, na cidade de Relim, uma das maiores igrejas do mundo, uma cidade pequena que Deus fez um grande avivamento lá. A cidade de Santarém aqui no Pará, onde 10% da população é crente.

Casa do Pão: Pra finalizar uma mensagem para a Casa do Pão da Igreja de Cristo Ministério Nova Terra.
Carlos:
Que esse desejo, essa fome por Deus realmente esteja queimando no coração de vocês. Fazer discípulos é a principal meta do coração de Deus. Deus é apaixonado por pessoas e nós precisamos realmente dar alimento, dar suprimento, pro mundo, para as pessoas que estão precisando conhecer mais de Jesus, que estão nas trevas. E nós temos a oportunidade e o poder e a autoridade de Deus pra abençoar essas pessoas, pra mudar a vida delas. E é isso aí. Que Deus abençoe a vida de vocês e que vocês realmente possam alcançar tudo aquilo que Deus tem sonhado pra vida de vocês. Um grande abraço pra vocês!
Por Marta Cardoso

CASA DO PÃO
Letra e Música: Carlos Cancela

Há uma unção que flui
Do coração de uma nova geração de adoradores
Famintos pra estar na presença do Pai
E poder saciar sua fome
Esta unção nos atrai
Esta unção nos atrai

A Belém, terra do Pão
Cidade de Adoração
Diz o Senhor
De Belém flui a unção
Da Casa do Pão para todo o Brasil
Para todo o mundo

O Senhor te escolheu, Belém
Celeiro entre as nações
O Senhor te ungiu, Belém
Casa do Pão

Site MANT Belém

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