Site MANT Belém
Mostrando postagens com marcador uma conversa com. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador uma conversa com. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Uma conversa com...

David e Brena Riker
(Ministério Aba Pai - Em Deus a Redenção da Sexualidade)

Em 2005 o jovem casal foi impulsionado a levar ajuda espiritual para homossexuais nas noites das ruas de Belém. Lá eles perceberam que, semelhante à escuridão noturna, a questão da homossexualidade está escondida como um assunto pouco ou nunca falado abertamente nas igrejas.

O evangelismo em zonas de prostituição foi a semente para surgir o Ministério Aba Pai, que tem como objetivo a redenção da sexualidade em Deus. O nome expressa com perfeição o sentimento que impulsiona David Riker, 24, e Brena Riker, 26, a levar o alimento do Evangelho aos que tem conflitos com a sexualidade. Semelhante a expressão bíblica “Aba Pai”, que remete à adoção (Rm 8:15), eles trabalham para que as pessoas possam ser recebidas por Deus pelo seu amor e graça, livres dos preconceitos sociais.

O Aba Pai é um ministério interdenominacional, que troca experiências com ministérios atuantes no Brasil como o Exodus, sediado no Paraná, Luz na Noite, no Espírito Santo e Grupo de Amigos (G.A), no Rio de Janeiro.

Apesar dessa área não atrair muita gente “a necessidade é gritante”, destaca David, diretor do ministério. A demanda em relação à homossexualidade, segundo o casal, é grande dentro e fora da igreja. Constantemente eles ouvem os desabafos de quem nunca encontrou coragem ou espaço para falar sobre seus conflitos. Entre os homossexuais auxiliados pelo ministério é comum, por exemplo, encontrar pessoas que estão desviadas das igrejas, e inclusive entraram para a vida de prostituição nas ruas.

Hoje o Aba Pai atua em duas áreas: aconselhamento pessoal e ensino. A agenda deles inclui treinamentos, palestras, seminários e conscientização para líderes, pastores, casais e famílias. Para agendar aconselhamento ou eventos acesse o site (http://www.ministerioabapai.com/) ou ligue para: 8119-7062 (David) e 8124-7876 (Brena). Confira a entrevista realizada durante o evento na Igreja de Cristo em Belém:

Casa do Pão - Como nasceu o Ministério Aba Pai?

Brena – O Ministério Aba Pai nasceu do coração de Deus mesmo. Nunca tivemos a pretensão de trabalhar com pessoas em lutas homossexuais ou que estão homossexuais. Nós nunca sentamos num divã e pensamos: vamos trabalhar com esse tipo de pessoas. Nós começamos evangelizando moradores de rua nas madrugadas de Belém, e no mesmo ambiente em que estavam os moradores de rua também está a prostituta, os homossexuais – e assim nasceu o ministério. Nós começamos evangelizando esse grupo, de travestis, de rapazes de zonas de prostituição e dali em diante Deus começou a nos impulsionar para um ministério e a gente sentiu a necessidade de aprender mais sobre isso. Foi quando entramos em contato com o Exodus, que é um ministério que trabalha nessa área e existe há mais de vinte anos e têm pólos no mundo inteiro, e nós fomos pra uma conferência deles e vimos também que outras pessoas no Brasil tinham ministérios parecidos, afins. Então começamos essa caminhada, debaixo da cobertura deles também, e aprendendo – nós fomos ao Canadá, sempre nas conferências nós estamos e agora Belém faz parte da diretoria do Exodus. E a gente tem caminhado. O ministério nasceu dessa forma – de uma ideia despretensiosa nossa, mas uma ideia pretensiosa de Deus.

Casa do Pão – Em que áreas de Belém vocês começaram a atuar?

David – Nós começamos com o evangelismo de travestis e homossexuais nas zonas de prostituição, na Almirante Barroso e na BR-316. No entanto hoje a gente trabalha tanto apoiando o evangelismo quanto na área de ensino, de treinamento de líderes e pastores, de outras pessoas, ou parentes de pessoas que tenham conflito na área de sexualidade. E também na área de aconselhamento pessoal, porque nós vimos que a demanda fora da igreja era igual à demanda dentro da igreja. Então era um problema fora da igreja, ligado a sexualidade, mas é também um problema dentro da igreja muito sério, que não se tem resposta, não se tem um alimento bíblico suficiente pra poder responder, receber. Muitas pessoas que lutam nessas áreas estão dentro da igreja. Então é um trabalho tanto dentro da igreja quanto fora da igreja, de concentração, de levantar um entendimento pra esse assunto.

Casa do Pão – Na ministração você falou do medo, vergonha e ignorância, quando o assunto é sexualidade. Mas qual é a principal barreira para que isso não seja abordado corretamente, especialmente no meio cristão?

David -
A maior barreira que eu acho é a questão do preconceito. O preconceito está justamente porque nós, ou boa parte da igreja, considera até mesmo pecados como o homossexualismo como mais pecado do que os outros – uma hierarquização de pecados. Então se descarta a pessoa que tem esse tipo de problema porque ela vai dar muito trabalho, como se fosse um pecado imperdoável por Deus, não admitido na igreja. Esse discurso não é bíblico, é ignorante, nega a graça de Deus. O preconceito reside nessa concepção nossa de que nós somos melhores; nós que nunca passamos por isso não procuramos entender, não procuramos ajudar porque achamos que talvez seja um pecado maior do que o nosso. E também é por causa do medo de se falar porque existe hoje uma ditadura do discurso do movimento homossexual contra isso - de que vai processar, que leva até a Justiça. Muita gente fica com medo de falar porque tem medo de receber retaliação. É uma coisa que de certa forma existe, no entanto não pode calar a igreja, porque ela é a única responsável por falar a verdade definitivamente, é a igreja. Se ela se calar quem vai falar? A gente fica ali preso pelo medo e pelo preconceito. Então isso precisa ser abolido na igreja.

Casa do Pão – E até a lei está indo por esse caminho, de não poder falar...

David –
É, está chegando à lei. E mesmo na lei não é proibido a opinião. A gente tem o direito constitucional de liberdade de expressão, liberdade de fé. Então se a Bíblia condena como pecado, ela condena a prática, a gente tem que desassociar a prática da pessoa. O que acontece é a confusão – uns entendem que a prática é errada, no entanto não agem com graça com a pessoa. Existe um lema muito sério que é sexualidade, verdade e graça. A sexualidade deve ser encarada como verdade – dizer a verdade, mas também com a graça de Deus, que não exclui ninguém.

Casa do Pão – Qual o ponto de partida para começar a entender a questão da homossexualidade a luz da Bíblia? Quais as palavras-chaves?

David –
Eu acredito que pra entender o conflito relativo à homossexualidade você tem que entender a identidade – quem nós somos. Inclusive é bom dizer isso porque o nosso ministério não é somente para tratar a questão da homossexualidade. Ele vai atrás da restauração da identidade de filhos de Deus, da imagem e semelhança de Deus, que a igreja tem, que todos os seres humanos são chamados a ter. Esse é o objetivo – tratar a identidade, restaurar essa identidade, fazer com que as pessoas cresçam nesse entendimento. Dentro dessa identidade está a questão da sexualidade, que pode ser, ou não, vivida com problemas na homossexualidade, que já é mais um departamento. Se começa do geral, da identidade, a sexualidade – que todos nós temos problemas, não só as pessoas que estão na homossexualidade – qualquer pessoa passa por conflitos na sua sexualidade, e aqueles especificamente que estão na homossexualidade também tem um entendimento. Então as palavras, eu entendo, são: identidade - imagem de Deus que foi perdida. A outra palavra importante é a graça - o amor de Deus, o que transforma, que é poderoso pra restaurar, que não exclui ninguém, que dá fim ao preconceito.

Casa do Pão – Muitas mudanças culturais, desde a época do Feudalismo, vieram a partir da questão da sociedade se afastar daquilo que representava a Igreja, a instituição. Uma época em que já se confundia Deus com religião, e entre outros resultados trouxe a separação – sexo pra cá, santidade pra lá, profano, sagrado. Qual a influência desse pensamento na formação das pessoas?

Brena –
Ainda sobre a questão do ponto de partida, outro ponto é saber como Deus vê o sexo. A Palavra está repleta de textos e versículos pra demonstrar o valor que Deus confere ao sexo, que o sexo não foi algo criado por Satanás – foi criado por Deus. Então a igreja precisa começar a redimensionar, a renovar o entendimento, entendendo a forma com que Deus vê o sexo na Palavra. É como o David bem expressou ontem - a figura do sexo é a mesma figura usada pra expressar a nossa união com Cristo – a união da Igreja com Cristo. (“Porque, como o jovem se casa com a donzela, assim teus filhos se casarão contigo; e, como o noivo se alegra com a noiva, assim se alegrará contigo o teu Deus” Isaías 62:5) Que união mais fantástica, que metáfora mais fantástica Deus haveria de escolher para mostra isso do que o casamento? E Deus vê o sexo e chama o sexo de casamento. Então falar sobre a visão de sexo na igreja, falar sobre a sexualidade acaba indo tocar na questão da família, do casamento, porque sexo, pra Deus é casamento – sexo é casamento. A influência hoje na sociedade, dessa visão deturpada do sexo, ela parte primeiro de uma visão deturpada de família e de casamento.

Casa do Pão – Afinal, quando o assunto é sexo, com quem se fala - pai, amigo, pastor, escola, TV? Nós vemos que mesmo sem o devido entendimento do que a Palavra de Deus fala as pessoas já tem opinião formada sobre o assunto. O que fazer então?

David –
Os grandes discipuladores da sexualidade hoje são a mídia e os coleguinhas do MSN e do Orkut, da escola. Esses “guias” eles são muito comprometidos com a visão antibíblica, totalmente longe da verdade de Deus. Se acaba incorporando, desde a igreja inclusive, pensamentos, ideias que são mentirosas, que afastam as pessoas da vontade de Deus e da realidade que Deus tem. Com quem deve se falar eu acredito que com pessoas maduras, com pessoas que Deus tem levantado, que são modelos – não são perfeitas mas são pessoas que tem buscado entendimento, buscado conhecimento bíblico da Palavra de Deus, que podem orientar, abrir a mente, desmistificar muitas coisas, destruir mentiras na mente dos jovens. Agora essas pessoas, os pastores, muitos deles, não sabem o que dizer. Infelizmente, por exemplo, a homossexualidade é uma questão que se você chegar em muitos pastores maduros eles não tem nenhuma palavra pra falar, não entendem, nunca tentaram entender, nunca foram atrás. Isso é um déficit muito grande, uma lacuna muito grande. Nós líderes deveríamos ser as pessoas capacitadas pra poder conversar, e também os pais, principalmente os pais.

Casa do Pão – No evangelismo de homossexuais o que eles dizem pra vocês, quais as dúvidas, desabafos?

Brena –
Os travestis costumam nos receber muito bem. E um diferencial no evangelismo é que a gente buscou estar com eles nos relacionando. Nós não chegávamos lá condenando, mas antes de tudo com amor, muitas vezes ouvindo as histórias deles – nós inserimos a verdade do Evangelho para que eles pudessem nos receber muito bem, como assim foi. E a gente tinha uma abertura muito grande. Eles geralmente sabem que a condição é pecaminosa, mas não viam vias de libertar-se disso. Geralmente era bem desafiador pra nós. Agora no que diz respeito aos rapazes e moças que estão na igreja, estão sentados nos nossos bancos, e alguns são líderes nas igrejas – eles nunca abriram pra ninguém. Quando nos procuram, estão diante de nós, o questionamento maior deles é: “quem eu sou em Deus?”. Chegam diante de nós e dizem: “eu sou gay, eu estou na igreja há muito tempo, mas dentro de mim eu sou gay”. A nossa primeira conversa, a nossa premissa é explicar como Deus nos vê e que não existe um terceiro sexo. Parece tão óbvio quando aquele simples relato da criação - Deus fez macho e fêmea (Gn 1:27-28), é transformador na mente deles. E a gente parte sempre desse pressuposto de "quem você é?".

David – Eles chegam dizendo: “eu sou homossexual e não há esperança pra mim”. Há uma falta de esperança muito grande. E é como ela falou, é resgatar a verdadeira identidade da pessoa, e dar esperança pra ela.

Casa do Pão – A partir dessa palavra “resgatar” resumam o objetivo do ministério.

David - O ministério Aba Pai tem como objetivo proclamar a redenção da sexualidade. Agora é bom dizer que isto faz parte de algo maior que é o nosso senso de identidade – quem nós somos em Deus. Então nós vamos atingir tanto pessoas que estão em conflitos na sexualidade quanto todos nós que precisamos, em muitas áreas, saber quem nós somos em Deus. É um ministério de restauração. Claro que tem um enfoque primordial na sexualidade humana, e dentro desta questão da sexualidade o que tem sido visto de maior problemática é o homossexualismo. Não é o único problema da sexualidade, mas é um dos que tem pouca palavra, pouca resposta da igreja.

Brena - Até porque falar em homossexualismo é falar das raízes que geraram. Porque se a gente parte do pressuposto de que o homossexualismo não é inato, não nasce com a pessoa, que Deus não criou o terceiro sexo, existem então raízes que contribuem para que a pessoa chegue a esse estágio. Quase sempre as pessoas que estão na homossexualidade foram abusadas sexualmente – na sua infância ou pré-adolescência, outros tiveram graves problemas com os pais, outros tiveram problemas com suas mães e adentraram no lesbianismo. Quando se trata de uma pessoa desse jeito você acaba tendo que tratar de abusos, questões relacionadas a família, traumas. Acaba sendo um aconselhamento completo.

Casa do Pão – Quando se entrega a área da sexualidade pra Deus, qual é a diferença na vida da pessoa?

David –
Quando se entrega a sua sexualidade pra Deus eu acredito que você vai aprender a obedecer a Deus por amor a Ele, não porque alguém lhe força. Vai aprender quem você é realmente, parar de buscar, no sexo de qualquer jeito, a resposta. Aprender a não buscar na prostituição, no homossexualismo, ou em qualquer tipo de pecado, a satisfação, mas buscar em Deus – a verdadeira fonte. Quando você entrega isso a Deus você consegue entender que Deus é quem determina as coisas, que Dele vai partir tudo o que nós precisamos para estar satisfeitos. Que eu não preciso ir pra me alimentar, digamos assim, com pecados, com vícios, com escolhas que estão me oferecendo, porque eu tenho Deus. Ele é suficiente e me diz quem eu sou e me supre em todas as minhas necessidades, inclusive as emocionais e sexuais. Entregar é isso, é aprender a obedecer por amor e o senso de quem eu sou, do valor que eu tenho e de onde eu preciso buscar as necessidades da minha vida, que é em Deus, não nas coisas ou nas pessoas.

Por Marta Cardoso


Site MANT Belém

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Uma conversa com...

Mylla Karvalho

Ela têm vários nomes. Nasceu como Mileide Santos Carvalho, virou Mylla Karvalho e atualmente se intitula “princesa do Senhor” e “milagre”. Mas o nome dessa jovem de 24 anos também pode ser “oferta”, como na música que costuma cantar junto com o irmão, expressando o desejo de se ofertar em vida e amor ao Senhor.

Cantar foi um caminho natural por ter nascido numa família de músicos. Desde criança o sonho de ser cantora guiou os caminhos da paraense nascida em São João do Araguaia, atual moradora de Marabá. Ouvindo músicas o tempo todo, ela só pensava em se preparar e cantar de qualquer forma. Recebendo incentivos de todos os lados iniciou a carreira aos doze anos de idade, cantando em companhia do pai. Acostumada a se apresentar em barzinhos montou a primeira banda aos 15. Na segunda banda já cantava acompanhada do irmão Milson Carvalho.

A grande chance veio em 2002, quando foi convidada em Belém por um empresário que dizia: “essa é a voz que eu quero”, para formar a Companhia do Calypso, no embalo do ritmo dançante que começava a conquistar o país. Foram cinco anos na banda, dominando os palcos em vários cantos do Brasil e alcançando sucesso na venda de CDs e DVDs. Tudo na vida de Mylla era uma sucessão de conquistas - da realização como cantora até a estabilidade financeira, tão almejada pela família, de origem humilde.

Mesmo assim ela sentia que faltava algo. Mylla conta que conheceu a Deus aos seis anos de idade. Desde então queria ser as duas coisas: crente e cantora do mundo secular. Como conhecedora da Palavra, mesmo nos tempos da banda ela parecia diferente. Muitos diziam: “você ainda vai servir ao Senhor”. Costumava ser outra pessoa fora do trabalho, sendo vista por todos como uma pessoa tranquila, calma e centrada. Entre uma apresentação e outra costumava orar, ler a Bíblia, ouvir hinos e buscar a Deus.

Mas na corrida por seu sonho, sentia que estava correndo pro lado errado, que não ia lhe satisfazer. Faltava algo e ela sabia que era Jesus. “Um dia eu vou aceitá-lo”, pensava, antes de escolher deixar a Companhia do Calypso – a primeira da série de sonhos que iria abrir mão. Muitos ainda estão curiosos para saber o que aconteceu com Mylla Karvalho, mas a resposta “se converteu” parece ser uma explicação muito resumida para tudo o que está vivendo.

Casa do Pão - O quê aconteceu com Mylla Carvalho?
Mylla -
As pessoas às vezes levam um susto e tem gente que fala: “ah, eu não imagino”. Mas eu quero explicar que se converter é deixar Deus viver em você da forma como Ele deseja, é você ser a imagem do Senhor. E para ser imagem do Senhor é necessário que certas coisas sejam separadas de você, sejam deixadas para trás. E para você fazer isso você tem que amar Deus sobre todas as coisas. Eu creio que uma pessoa, para servir a Deus ela tem que ser uma mulher e um homem realmente, porque você tem que decidir. O que aconteceu comigo foi que eu decidi e nada iria me impedir, ninguém. Inclusive eu saí em paz da banda, são pessoas assim que eu amo, todos eles. Eu era bem acolhida na banda, sou até hoje. Na situação natural não havia motivos para a minha saída, mas dentro de mim havia esse motivo porque eu sentia a voz do Senhor me chamando e eu sei que um dia eu vou prestar contas com Deus, que é o meu criador. E eu quero chegar diante Dele e quero que Ele olhe pra mim e diga: "entre bem-vinda". E foi uma decisão de não simplesmente conhecer Deus de ouvir falar, mas conhecer Deus e viver Deus em minha vida. Então eu me converti, eu estou muito feliz, agora eu me encontrei porque quando você aceita Jesus e quando você se encontra - porque quem te criou foi Deus e você se encontra com o seu criador, e você é criatura - é como se você se achasse. Por isso que tem muita gente, como em Joel, que diz "multidão, multidão no vale da decisão". As pessoas estão indecisas, elas estão procurando algo, elas pensam que é em carro, elas pensam que é na riqueza, elas pensam que é indo pra uma festa. Pensam que é sendo famosa. Mas na realidade esse alguém é Jesus. A pessoa só se encontra realmente quando ela conhece o seu criador não só de ouvir falar, mas de viver Deus. E foi isso que eu decidi. Então o dinheiro, fama, status, reconhecimento dos homens, tudo isso, os meus sonhos, e como eu falei antes desde pequena eu queria cantar, conquistar fama. Quando eu cheguei falei: “Senhor, eu abro mão desse sonho, porque eu sei que os Teus sonhos são melhores do que os meus”. Em momento nenhum eu tive aquele sentimento de perda, eu sei que eu não perdi, eu sei que eu ganhei.

Casa do Pão - Você se definiu como sendo “um milagre”. Por que você é um milagre e por que as pessoas devem ser também?
Mylla -
Nós sabemos que há um Deus. Nós sabemos que há o bem e nós também sabemos que há o mal. Todo mundo é ciente disso e não adianta me dizer: “ah, eu não acredito”, porque existe e acabou. Então eu sou um milagre porque eu sei o quanto eu tive que provar para o Senhor que eu queria Ele realmente. E todas as lutas que eu passei, tudo aquilo que eu chorei pra estar na casa do Senhor, pra ter aquele momento de comunhão com meus irmãos, que é um milagre, porque foi oferecido muito, eu tive muitas reuniões com os meus líderes da banda, pedindo pra mim não sair, eu tive que renunciar pensando: “ai, será. Eu vou deixar fulano na mão?” Ficava aquela dor no meu coração pelas pessoas que eu estava deixando. Então há uma guerra quando você diz assim: “eu hoje aceito Jesus”, há uma guerra. Há uma guerra na sua mente, há uma guerra na sua família, há uma guerra na sua área sentimental, porque você tem que abrir mão de muitas coisas na sua área sentimental. Há uma guerra no seu lado financeiro, há uma guerra em tudo. Inclusive, para eu poder estar aqui, como eu falo “eu sou um milagre”, houve essa guerra muito grande em todos os sentidos, como se eu estivesse querendo e ao mesmo tempo o mundo estivesse lutando pra eu não ir.

Casa do Pão - Sobre os comentários de que artista convertido é fogo de palha? O que você ouviu e pensa sobre isso?
Mylla -
Olha, eu acho que todo mundo, se não vigiar é fogo de palha. Você precisa ter convicção do que você quer. Por que falam artista? É porque é o que eles estão vendo. Então é o que eles estão olhando, estão observando, mas qualquer ser humano, qualquer crente, se não vigiar, se não estiver orando, se não estiver em comunhão com o Senhor, cai. Então depende do quê? De mim. Deu me esforçar. Se eu me esforçar eu sei que o Senhor não vai me deixar. Depende de mim, da certeza que eu tenho. Eu creio que tudo o que eu larguei eu não ia largar por empolgação. E não foi por empolgação, mas porque eu decidi – seguir ao Senhor. E como diz em Romanos 8:35, “quem me separará do amor de Cristo?” Será a tribulação, será a angústia, será a perseguição, a nudez, o perigo, as espadas? Por mais que eu não tenha nada, mas pelo fato deu ter a presença de Deus, pra mim é o que basta. Porque eu sei que nesse mundo é somente uma passagem para uma vida eterna, e eu decido se eu quero a morte ou se eu quero a vida.

Casa do Pão - Há uma mudança agora porque antes você fazia as pessoas olharem pra você através de uma roupa, de uma coreografia ou por uma forma de cantar. E agora? Como fazer as pessoas olharem pra Jesus?
Mylla –
Eu creio que se Deus está em você Ele vai se manifestar. Então somente se você buscar a presença do Senhor, tiver um coração quebrantado, e se Deus tem um propósito em minha vida - e eu creio que Ele têm, que eu tenho uma promessa em minha vida - ela irá se cumprir. Eu não tenho dúvidas, eu não me preocupo com isso porque eu tenho um Deus que luta por mim. Se Ele tem uma promessa em minha vida Ele vai cumprir e o que eu puder fazer eu vou fazer - em ler a Bíblia, em estar buscando, em estar orando, jejuando, vigiando. Se formos ver a história de João Batista, no Novo Testamento, você vai ver que ele era um profeta naquele momento. No momento em que Jesus entrou ele saiu de cena. Para Jesus aparecer em mim tenho que ter convicção e certeza disso em mim, que eu não irei aparecer. Por isso é que eu não estou lá, pois se eu quisesse aparecer eu estaria lá. Se eu quisesse aplauso, se eu quisesse reconhecimento, eu estaria lá. Por isso que eu saí de lá porque o ser humano não é feliz sendo adorado, porque ele não nasceu pra isso. Ele nasceu pra adorar somente a Deus, ele só é feliz quando ele reconhece e entende que foi criado pra adorar somente a Deus. Voltando à história de João Batista, ele entendia isso, e eu entendo que Ele faz com que eu diminua para que o Senhor cresça em mim. Então é necessário que eu saia de cena, para que Deus fale. Se eu quisesse tudo o que eu tinha eu ficaria lá. Até porque é como se eu estivesse recomeçando, é como se fosse um projeto de louco, mas eu sou uma louca por Jesus. E no projeto de louco: “Ah, mas tu estás crendo numa coisa que tu não vês!”. É por isso que eu tenho fé, porque eu estou esperando naquilo que eu não estou vendo. Então, como ver Jesus em mim: sou eu diminuindo e Deus aparecendo.

Casa do Pão - Mas o sonho da música não morreu e vocês já estão orando por um CD. O que vocês estão planejando?
Mylla –
O que Deus me deu tenho que devolver a Ele, né? Porque Ele me deu de graça - que foi o meu talento. Então eu já consagrei meu corpo ao Senhor, a minha voz ao Senhor. Eu tenho que devolver a Ele. O que Ele me mandar fazer eu vou fazer. E estou “ide”, estou naquela frase da Bíblia que diz “ide”, eu irei. Os projetos são muitos, são muitos sonhos. Me tornei agora uma sonhadora ambulante, eu sonho muito. Tem dias em que chego e digo: “Deus, quando eu vou realizar tantos sonhos?”. Tem muitos sonhos, eu quero chegar no céu, naquele grande dia, e trazer pro Senhor milhares de multidões a Ele, e não ser como aquele servo que foi mal, que não trouxe nada, que escondeu talentos debaixo da terra. Não, eu quero ser aquele servo que multiplicou. É isso que eu quero fazer. E eu sei que é só marchar e ganharei a guerra. Amém?

Saudades da Mylla? Confira a lista de vídeos:


* No dia 27 de junho Mylla Karvalho fará show em Belém, no Ginásio da Tuna Luso!

Confira também:
Entrevista sobre o CD "Ofertar"
Ouça faixas do CD "Ofertar"
Site Oficial de Mylla Karvalho


Visualize todos os comentários e deixe o seu clicando aqui!
Site MANT Belém

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Uma conversa com...

Ap. Bené Silva

Para cumprir uma missão vinda de cima ele caminhou por um lugar de chão batido sabendo que teria uma grande colheita, a partir daquela terra. O apóstolo Bené Silva, 43 anos, que coordena a rede nacional da Igreja de Cristo Ministério Nova Terra iniciou um trabalho para erguer uma igreja na cidade de Paraíso do Tocantins (TO) a 60 km de Palmas, em 1986. Uma época em que a mais nova unidade da federação brasileira se erguia, com o suor dos otimistas. Com muito vigor ele, juntamente com a esposa, Bispa Vera Lúcia, cuidava dos filhos pequenos, Mateus e Hadassa, em meio as nuvens de poeira do lugar, e espantando os escorpiões que invadiam as casas, muito comuns na época.

De lá para cá ele acompanhou o crescimento da igreja, que chegou a capital, Palmas e foi além. Atualmente são cinqüenta unidades, nos estados de Tocantins, Pará, Maranhão, Bahia, Goiás e Espírito Santo. Hoje o apóstolo vive em correria, em muitas viagens, para cuidar dessas primeiras multidões, e não poderia ficar de fora da festa em Belém, para comemorar o aniversário de um ano da Casa do Pão.

Casa do Pão: Como é o seu sentimento nessa comemoração de um ano da Casa do Pão?
Ap. Bené:
Há uma alegria no meu coração, uma expectativa, porque Deus é fiel na sua promessa. A Bíblia diz que Deus cumpre cada uma de suas palavras. Ele zela para ela se cumprir e Deus tem nos dados essa palavra já há algum tempo sobre Belém. E o Pr. Nirson e a Pra. Kênia, juntamente com seus filhos vieram para Belém com esse propósito, levantar uma igreja linda. E eu volto aqui a Belém e vejo um povo sedento, e Deus liberou grandes promessas. Essa igreja será muito grande. Vai restaurar os drogados, os viciados, vai ser braço de Jesus para aquele que sofre e vai ser um instrumento de restauração para as famílias.

Casa do Pão: O Ministério Nova Terra em Belém se intitula Casa do Pão. E o que tem feito esse pão crescer?
Ap. Bené:
É uma promessa. Jesus é o pão da vida. Ele veio para alimentar os famintos desse mundo de paz e de alegria. Aqueles que estão sofrendo, muitas vezes com ódio, com amargura, com separações, a distância dos pais. São tantos os jovens que estão em Belém e seus pais estão distantes, estão aqui, solitários, e Jesus é esse pão. Esse pão que sacia, que supre, o príncipe da paz. Esse pão dá vida e Belém significa isso: casa de pão. E o pão que nós queremos distribuir é o pão da vida - Jesus Cristo.

Casa do Pão: Que notícias você já pode dar aos outros sobre as coisas que estão acontecendo em Belém, cumprindo essa promessa?
Ap. Bené:
Eu fiquei muito feliz quando cheguei ao aeroporto e estava ali um grupo de pessoas do ministério Assembléia de Deus, adorando a Deus, recebendo ali congressistas para 97 anos de Pentecostes em Belém. Foi aqui que Deus liberou um dos maiores avivamentos sobre o Brasil, o Pentecostes, o mover pentecostal. Então, Belém foi escolhida por Deus para ser uma terra de avivamento. Só que no mover de Deus vem uma onda, depois vem outra, e vem outra e outras... Então Deus tem um derramar novo da sua bênção, do seu Espírito Santo sobre Belém. E é uma cidade linda que cresce, tem melhorado muito. Nós temos visto um despertar da cidade, a cultura, mas especialmente a prosperidade está visível isso. E a igreja é o sal da terra, ela salga, e aqui tem o “Aviva Belém”, tem tantos grandes eventos que oram, que profetizam. Deus está movendo e nós somos parte dessa bênção. Deus tem aqui a nova herança. Há uma multidão que vai se entregar nas nossas mãos e o que eu sinto é que são vasilhas que serão cheias, serão multiplicadores de multidões, repartindo esse pão da vida que é Cristo.

Casa do Pão: Qual a importância de cada um se ver como Belém, espiritualmente?
Ap. Bené: Isso é muito importante. A Bíblia diz que Deus tem uma bênção para a cidade e as pessoas as pessoas precisam buscar a promessa para a sua cidade. E a cidade nasce com um nome lindo – Belém, fazendo referência a Belém de Judá, onde nasceu Yeshua, o Messias, Jesus Cristo, que veio trazer a salvação a todos os homens. Quando Jesus nasceu os anjos cantavam dizendo: paz na terra a todos os homens a quem Deus quer bem, porque nasceu o Messias, o Salvador. Belém é uma anunciadora de boas novas. Então quando cada pessoa deve entender seu chamado, que ele é o anunciador de boas novas e experimentar esse Jesus vivo e ressuscitado, que não é religião, não é religião evangélica nem católica, nem qualquer uma outra. Jesus é uma pessoa, ele morreu ressuscitou e está vivo, aqui agora, pelo Espírito Santo, e você que vai ler essa matéria, Jesus te ama, ele tem uma grande obra na sua vida.

Casa do Pão: O que você espera para o segundo aniversário?
Ap. Bené:
Com certeza nós estaremos num salão novo, num espaço maior e com uma multidão. Deus nos dará uma colheita de 10 anos em 1 ano e eu creio que essa colheita virá.

Foto: Keilon Feio
Site MANT Belém

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Uma conversa com...

Pr. Rommhel Almeida

Para muitos trabalhadores é comum o dinheiro conquistado com tanto sacrifício sumir num piscar de olhos. Algumas vezes é resultado do consumismo, desperdício. Para outros o dinheiro será tão escasso quanto a vontade de transformar a situação. Por causa do consumismo desenfreado mesmo aqueles que afirmam viver na Palavra, vira e mexe vão para “listas sujas”, como as do SPC e Serasa. Por outro lado atitudes como dizimar e ofertar viram motivo de indignação, dúvida e constrangimento, colocando a fé à prova.

O Pr. Rommhel Almeida conta que há cerca de doze anos recebeu orientação do Espírito Santo para alertar os filhos de Deus sobre um inimigo ainda subestimado – mamom e demônios gafanhotos, que num ataque sutil e sincronizado destrói não apenas famílias, mas também governos, autoridades, ministérios e igrejas. O assunto é abordado no livro Vida Abundante, que reúne estratégias e nos orienta a clamar a Deus por restituição.

Apesar de não ser uma temática abordada com naturalidade nas igrejas ele aponta estatísticas que revelam que as finanças não devem ser menosprezadas, por se tratar de um campo de batalha espiritual. O Novo Testamento “fala dez vezes mais de dinheiro do que em salvação”, informa. Entre as 28 parábolas de Jesus 16 falam sobre dinheiro. Não que o Salvador estivesse atrás de dinheiro, mas ciente de que “onde estiver o nosso tesouro, ali estará o nosso coração”, lembra.

As barreiras espirituais em finanças, segundo Rommhel, é refletida no descaso vivido por muitos pastores no Brasil. Penalizados por estereótipos impostos aos que vivem para cuidar de vidas muitos pastores afundam financeiramente junto com as igrejas, constrangidos em falar sobre finanças nos cultos. Além de não reforçar o papel dos dízimos, ofertas e primícias, conforme ensina a Palavra, ficam também negligenciadas as armadilhas entorno das finanças, tão presentes no dia-a-dia.

Durante três dias o pastor ministrou em Belém, no Ministério Nova Terra, durante o I Congresso de Avivamento e Prosperidade Financeira, que entre outros ensinou a ver as finanças com olhos espirituais. Rommhel Almeida, 41 anos, é presidente do Ministério Vida Abundante na Bahia, onde reside com esposa e filho. Em sua trajetória já pastoreou e organizou igrejas em várias cidades brasileiras em de países como Portugal, Holanda, Bélgica e Luxembourg.

Casa do Pão: Em que contexto surgiu o livro Vida Abundante?
Pr. Rommhel:
Vi que a igreja não falava muito sobre finanças e por conta disso tive um entendimento e direção de que a igreja não tinha uma vida abundante, não tinha conquistas expressivas porque o povo não rompia nas suas ofertas. Pouco se falava sobre esses assuntos na igreja. A liderança os pastores ficavam muito tolidos de falar sobre finanças na igreja. Então eu vi isso como um desafio e ao mesmo tempo uma revelação, uma direção pra se ter uma vida abundante. Mas para isso nós teríamos que romper com essas estruturas antigas e até mesmo cunho espiritual de batalha, de repreender mamom, e esse tipo de batalha não se vence sem desprendimento, sem renúncia. E daí surgiu o livro Vida Abundante quando eu passei a ministrar, recebendo revelações e fui juntando todo esse material até chegar nesse livro.

Casa do Pão: Por que muitos cristãos ainda negligenciam a vida financeira?
Pr. Rommhel:
É uma quebra de paradigmas porque muitos cristãos, filhos de Deus, até sabem, mas não tomam a posição. E essa negligência acontece porque as pessoas não conseguem ver o que está por detrás. Existe por detrás de tudo isso uma regência espiritual daí eu costumo até dizer que você falar de dinheiro, você está falando de uma coisa espiritual, o dinheiro tem toda uma natureza espiritual. Por exemplo, o dinheiro, quando a pessoa não têm ela se sente insegura, impotente. Mas quando ela tem o dinheiro ele dá aquela sensação de segurança, de poder e até de uma certa forma onipotência. E daí, por conta disso, muitas pessoas ficam travadas, não tem a liberalidade em dar, em fazer a sua semeadura. E aí entra nisso tudo essa resistência espiritual de um principado chamado mamom, que quer dizer “riqueza que se opõem a Deus”. Então tudo o que a pessoa deixa de fazer pra Deus ela faz pra esse outro deus pois são dois reinos antagônicos, opostos entre si: o reino de Deus e o reino de mamom.

Casa do Pão: Muitas pessoas buscam a Deus motivadas por necessidades financeiras. Mas quando essa necessidade passa a ser um empecilho na vida espiritual?
Pr. Rommhel:
A necessidade financeira se torna um empecilho quando ela não devolve a verdadeira adoração o seu ofertar a Deus. Nós temos como exemplo disso as ofertas de Caim e Abel. Abel ele era generoso, foi quebrantado, ele não teve dificuldade de ofertar por isso, mas Caim não, ele tinha ciúmes, soberba, havia muitas resistências. Então eu entendo assim, que muitas pessoas que a vida financeira se torna um empecilho até para ela aceitar Jesus ela precisa passar por um processo de cura, de libertação, de traumas, de feridas na sua alma, emoções distorcidas. Aí ela não consegue realmente. Então a libertação financeira tem êxito porque dentro dela você vai lidar com tudo isso, você vai entrar nos afetos mais íntimos dessa pessoa. E aí você acaba descobrindo que a maioria dessas pessoas teve dificuldades, tiveram rejeições, não conquistaram nada na sua vida. Então quando essas coisas são quebradas e ela começa a ter uma nova visão disso aí se torna mais fácil.

Casa do Pão: Por que não devemos confundir dinheiro com riquezas?
Pr. Rommhel:
São duas coisas distintas porque a riqueza propriamente dita é uma dádiva do Senhor. A riqueza ela vem de Deus. Enquanto que o dinheiro, como a cédula, é algo prazeroso pro homem, há aí uma diferença entre riqueza e dinheiro no aspecto espiritual. As riquezas vêm do Senhor, o dinheiro nasceu com siquel, como era chamado, geralmente de prata para se fazer a troca de mercadorias. E aí se tornou algo em que o homem começou a levantar o seu império, mas é algo que passa, enquanto que o dinheiro pode ser transitório a riqueza já é algo mais permanente.

Casa do Pão: Quando as pessoas passam a se confundir com o que tem?
Pr. Rommhel:
Tudo está no interior há uma palavra na terceira epístola de João, 5, que diz “amado, desejo que tudo te vá bem, assim como é próspera a tua alma”. Agora imagine pegar riquezas, muito dinheiro, propriedades, patrimônios, mansões, enfim e você passar tudo isso pra alguém muito pobre, alguém muito assim pra baixo uma pessoa em que o seu interior ainda está mal resolvido. Ela vai pegar tudo isso e vai desfazer em questão de tempo. Aí o dinheiro se torna uma coisa transitória na vida da pessoa. O segredo está num coração bem resolvido, na alma livre, numa alma curada.

Contatos do Ministério Vida Abundante:
(73) 3525-1436 / 8805-8978
pr_rommhel@hotmail.com
mambita12@hotmail.com
http://www.miva12.com.br/
Site MANT Belém

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Uma conversa com...

Carlos Cancela, autor de Casa do Pão.

Pequena, simples e profética. É assim a letra de Casa do Pão, música que vem cativando multidões desde a gravação no DVD do Diante do Trono, na voz de Nívea Soares. A simplicidade da letra é emprestada da cidade homenageada, Belém do Pará, que é cantada como um “celeiro entre as nações”. Nada mais verdadeiro considerando a origem da palavra Belém (que em hebraico Bethlehem, significa casa do pão). Para a Igreja de Cristo Ministério Nova Terra em Belém, há uma história especial com essa canção, que foi a tradução perfeita do amor a este lugar e do desejo de alimentar.

Por isso na estréia da nossa sessão de entrevistas conversamos com o autor de Casa do Pão, que ajudou a nos batizar – o jovem Carlos Cancela, de 25 anos, que é ministro de louvor da Igreja Quadrangular em Belém. Nascido na capital paraense, Carlos, que é contador e bancário, faz do dia-a-dia uma tarefa de dedicação as obras de Deus.

Perfil - A trajetória no ministério de louvor começou aos 16 anos, na igreja Quadrangular, onde atualmente é pastor de jovens. Cancela trabalhou muito tempo na igreja em Belém, mas também desenvolveu atividades de missões no interior do Pará, no início da expansão da visão de adoração extravagante. Como referência havia o trabalho de ministérios como o de David Quilan, que começava a despontar e inspirou o Projeto Adoração no Pará. A idéia era fomentar o louvor com liberdade para expressar o amor e gratidão por Deus. Atualmente coordena parte de uma rede de células em Belém chamada Valentes de Davi, no bairro da Pedreira, junto com o Pr. Walter Oliveira. Apaixonado de longa data pela música o líder do ministério de louvor Obra Prima compõem, canta e toca violão - o companheiro de ministração.

Ele encara a música como um dom, que aflorou ainda mais após sua conversão “quando Deus começou a me dar músicas”, diz. Canções que amadureceram, segundo Cancela, conforme a maturidade pessoal e espiritual, o conhecimento da palavra e intimidade com o Espírito Santo. Muitas composições ficaram guardadas, enquanto aguardava a hora certa para fazer uma gravação com qualidade. Uma novidade é a gravação do álbum do Obra Prima, misturando estilos como Trazendo a Arca, Delirious? e Michael W. Smith. Também em breve vamos conferir um trabalho solo de Cancela.

Casa do Pão: Como era a sua relação com a cidade antes de Casa do Pão?
Carlos: Sempre olhei Belém com um olhar de expectativa a mais. Belém é uma cidade que historicamente tem um potencial muito grande, economicamente falando. A cidade tem muito pra crescer e principalmente espiritualmente falando. Porque se observarmos bem, com o olhar espiritual, vamos ver que Belém é uma cidade de adoração. O povo paraense é um povo muito apaixonado e eu fui impactado por uma palavra que Deus me deu dizendo assim, que me fez entender essa palavra e observar essa realidade - que Belém é uma cidade de adoração. Só que temos muitos falsos adoradores. Pessoas que estão adorando outros deuses, pessoas que são apaixonadas por tantas e tantas coisas, por “aparelhagens”, por idolatria e estão colocando a sua fé, a sua adoração, a sua atenção num deus que não é Deus. E Deus me fez pensar o seguinte: você já pensou se essas pessoas se tornarem verdadeiros adoradores, o que vai acontecer em Belém? E a gente observa que Belém, o próprio nome já fala “casa do pão” e o Pará também é um lugar de grandes águas. Então a gente acredita que existe um propósito em tudo que Deus faz. Se Deus permitiu que Belém fosse Belém é porque Deus quer realmente fazer da cidade um celeiro de pastores, um celeiro de bênçãos para o mundo, para as nações, para o Brasil.

Casa do Pão: Como nasceu a letra de Casa do Pão?
Carlos:
Casa do Pão nasceu depois de um congresso em que eu fui a Goiânia, no início do ministério, do primeiro CD do David Quilan, em 2001. Estava lá na igreja Luz Para os Povos, que é uma igreja muito abençoada em Goiânia. E eu voltei de lá muito impactado porque foi um momento de adoração muito intenso, foi um evento assim, fortíssimo, foi um evento internacional inclusive e quando eu cheguei na estrada, vindo pra Belém, Deus começou a falar comigo e depois de um tempo Deus me deu a música, Casa do Pão. E Deus me fez escrever ali uma letra pequena, mas de um fundo profético muito grande. E essa era a intenção de Deus, que é levantar pessoas na cidade de Belém, uma cidade que é esquecida no Brasil, mas que as pessoas estão começando a olhar pra cá, pois realmente existe um avivamento, que Deus vai gerar, vai levantar esse avivamento em Belém. E Deus está levantando pessoas, e eu oro para que Ele levante cada vez mais pessoas, pra proclamarem o nome Dele, pra ganharem almas, porque esse é o propósito do avivamento. Não existe outro propósito no avivamento que não sejam as almas, e Deus é apaixonado por almas, Deus é apaixonado por pessoas.

Casa do Pão: Qual foi o caminho desde a composição até a gravação no DVD do Diante do Trono em Belém?
Carlos:
Eu compus essa música entre 2001 e 2002, e ministrava a música nos lugares e evento que participava. E Deus manifestava seu poder as pessoas, abençoando. Só que eu não tinha tido contato com os irmãos do Diante do Trono, não os conhecia pessoalmente. Até que eu fiquei sabendo que eles iam gravar aqui em Belém. Inicialmente falaram Manaus e depois que ia ser em Belém. Depois que falaram isso eu participei de um evento lá na Igreja Batista Missionária da igreja que digamos assim foi ser a secretaria da Igreja da Lagoinha aqui em Belém, e eu tenho muitos amigos na igreja missionária, inclusive os pastores e fui até lá. Fui participar de um seminário de intercessão antes da gravação. E lá foi uma benção tremenda. E lá surgiu esse desejo no meu coração de ir até os irmãos do Diante do Trono e mostrar essa canção que Deus tinha me dado. Só que eu fiquei na minha, né. Fui orar pra Deus e fiquei na minha pra saber se era isso mesmo. Até que teve um café da manhã com os pastores e Ana Paula e alguns integrantes do Diante do Trono, uns vinte dias antes da gravação e fui lá nesse café da manhã. O pastor Josué Bengson não pôde ir e eu fui a convite dele, fui de penetra lá. Fiquei junto com os pastores lá, conversando com o pessoal depois fizemos uma oração, os líderes de Belém estavam lá e eu conversei um pouco com o Sérgio Gomes, que é o maestro do Diante do Trono. Conversei um pouco com ele sobre essa canção, que Deus tinha me dado, o direcionamento, a visão que eu tive. E ele falou pra mim de uma forma super educada que queria olhar a música, pra eu gravar e passar pra ele a canção, e eu achei super legal e passei pra ele.

Casa do Pão: E como foi a confirmação da gravação?
Carlos:
Logo depois que eu entrei em contato com eles, eu passei a canção em CD, o Sérgio Gomes foi pra Belo Horizonte pegou toda a gravação e depois ligou pra mim pra gente conversar como seria, se já havia registro ou não. E aconteceu que o registro da música foi feito em Belo Horizonte mesmo, pelo Diante do Trono, e foi uma bênção. A bênção foi tão grande que eu nem esperava que seria a Nívea que fosse cantar.

Casa do Pão: E no momento do show, como foi sentir que um objetivo estava sendo cumprido ali?
Carlos: Eu acredito que estava se cumprindo uma promessa de Deus na minha vida e pra cidade de Belém também. Porque essa canção foi um ato profético, que eu tive pra cidade, pro Estado do Pará e acredito até que pro Brasil.

Casa do Pão: E quem é essa “nova geração de adoradores”? Quais são suas marcas?
Carlos:
É a marca de uma geração comprometida com a Palavra, que ama o Senhor de todo o seu coração, que não abre mão do propósito de servir a Deus, que abomina o pecado e que busca a presença do Senhor. Que é apaixonada por almas, por fazer discípulos.

Casa do Pão: E que fome é essa?
Carlos:
Fome de ver Jesus Cristo voltar. Fome de ser a geração que vai ver o Senhor Jesus voltar.

Casa do Pão: “Essa unção” continua atraindo? Como isso tem acontecido após Casa do Pão?
Carlos:
Acredito que isso seja um projeto, até porque a questão de atrair a presença de Deus fala, no contexto da canção, sobre Belém como celeiro para abençoar a vida de muitas pessoas. E muitas pessoas realmente estão vindo pra Belém pra conhecer aquilo que está acontecendo aqui. Pra você ter uma idéia, hoje o nosso congresso de jovens na Quadrangular é o maior no mundo. Inclusive nós vamos fazer agora o congresso com aproximadamente 9 mil pessoas, não temos nem lugar pra fazer por causa disso. E Deus realmente tem abençoado e eu acredito que o avivamento vai acontecer nesse sentido.

Casa do Pão: E como a pequena Belém vira “celeiro entre as nações”?
Carlos:
Porque Deus levanta as coisas pequenas desse mundo pra confundir as grandes. Eu acredito que Deus levanta cidades pequenas como Toronto, no Canadá - pequena entre aspas, porque hoje ela é muito desenvolvida – mas Deus levanta o avivamento onde Ele quer. Como em Honduras, como em El Salvador, na cidade de Relim, uma das maiores igrejas do mundo, uma cidade pequena que Deus fez um grande avivamento lá. A cidade de Santarém aqui no Pará, onde 10% da população é crente.

Casa do Pão: Pra finalizar uma mensagem para a Casa do Pão da Igreja de Cristo Ministério Nova Terra.
Carlos:
Que esse desejo, essa fome por Deus realmente esteja queimando no coração de vocês. Fazer discípulos é a principal meta do coração de Deus. Deus é apaixonado por pessoas e nós precisamos realmente dar alimento, dar suprimento, pro mundo, para as pessoas que estão precisando conhecer mais de Jesus, que estão nas trevas. E nós temos a oportunidade e o poder e a autoridade de Deus pra abençoar essas pessoas, pra mudar a vida delas. E é isso aí. Que Deus abençoe a vida de vocês e que vocês realmente possam alcançar tudo aquilo que Deus tem sonhado pra vida de vocês. Um grande abraço pra vocês!
Por Marta Cardoso

CASA DO PÃO
Letra e Música: Carlos Cancela

Há uma unção que flui
Do coração de uma nova geração de adoradores
Famintos pra estar na presença do Pai
E poder saciar sua fome
Esta unção nos atrai
Esta unção nos atrai

A Belém, terra do Pão
Cidade de Adoração
Diz o Senhor
De Belém flui a unção
Da Casa do Pão para todo o Brasil
Para todo o mundo

O Senhor te escolheu, Belém
Celeiro entre as nações
O Senhor te ungiu, Belém
Casa do Pão

Site MANT Belém

  © Blogger template Simple n' Sweet by Ourblogtemplates.com 2009

Back to TOP