sábado, 2 de agosto de 2008

A virtude da prudência

MANCHETES
Motoristas se arriscam nas estradas no feriadão e imprudência é recorrente
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Briga acaba em tiros
Automedicação: risco maior na dengue
No Brasil, tragédias anunciadas não são evitadas pelas autoridades

“Entendei, ó simples, a prudência...” (Pv:8-5)

Prudência e imprudência são palavras com a mesma origem, mas a segunda é sempre mais lembrada. A imprudência é alvo, por exemplo, da polêmica “lei seca”, das novas regras de trânsito. Em entrevista a TV um pai de família sobre as mudanças de hábitos para não cair no teste do bafômetro. “Não vou mais me arriscar”, dizia. Provavelmente se referia ao risco de perder a carteira de motorista por um ano. Mas o raciocínio sensato seria: “não vou me arriscar a perder minha família”.

Infelizmente há pouco destaque para a prudência - pérola de grande valor. Poucos chamam por ela porque não a conhecem. Aristóteles chamava a prudência de sabedoria prática, distinguindo-a de Sophia, sabedoria de natureza teórica. No latim – prudens – prudência consiste no uso habilidoso do conhecimento no exercício da sabedoria.

Para agir com prudência é necessário agregar algumas virtudes, ela não mora sozinha. (Pv:8-12)

Busca a excelência – ser prudente é experimentar a sabedoria para tomar as decisões, prevendo as conseqüências e distinguindo o bom do excelente.

Julga os valores da vida com base nos critérios do reino de Deus.

Faz previsões – ele percebe o perigo e faz previsões acertadas para sair dele, percuta o ambiente e toma decisões em tempo de evitar o mal.

Caminha com a sensatez – procura evitar erros, não se acomoda ao seu temperamento para desculpar-se ou persistir na mesma forma de agir, como se a personalidade fosse obra acabada. (Pv:14-8)

Chama a disciplina à ação – o cristão que busca a espiritualidade genuína não pode deixar de abraçar a disciplina, na qual a prudência se revela como uma virtude essencial para o domínio próprio. Quem despreza a disciplina despreza a sabedoria e a prudência e torna-se insensato. (Pv:6-23) (Pv:15-5)

As disciplinas do Senhor – elas vêm muitas vezes pela mão do nosso líder, outras vezes na convivência com os colegas. Seja qual for a fonte, devemos sempre encará-las como meios de aperfeiçoamento porque “ as disciplinas de Deus sempre têm medida de restauração”. (Pv:6-23)

PARA REFLETIR: Nunca podemos nos classificar como cristãos prontos no topo da qualificação, preparados para cumprir nossa missão. A vida cristã é um processo contínuo. Caminhamos para alcançar a perfeição de Deus em Cristo Jesus.

ORAÇÃO: Se disponha a aceitar a disciplina do Senhor e peça a Ele a prudência.
Site MANT Belém

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