Site MANT Belém

terça-feira, 9 de setembro de 2008

O caráter dos filhos de Deus

“Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não.
O que disto passar vem do maligno”. (Mt 5:37)

Um trabalhador brasileiro achou uma dinheirama no banheiro do aeroporto, devolveu ao dono e ganhou medalha do presidente da república pela honestidade. Ué? Devolver é anormal? Ainda é para quem acredita ter nascido num lugar destinado a quem é mau caráter, como nos tempos da colonização quando o Brasil era depósito de bandidos e pilantras europeus.

Muitos vivem acreditando que têm sangue ruim e não adianta lutar contra. Muitos nasceram agarrados no calcanhar de alguém, como Jacó em Esaú (1). Era só o ensaio de alguém que enganaria a todos, incluindo o próprio pai.

O caráter costuma falar mais do que as atitudes, pois não é algo superficial. Caráter é uma impressão, gravação, marca, sinal. Não nasce formado, mas vem com traços. É o que define nossa forma de agir de acordo com os princípios aprendidos. É o conjunto de qualidades, boas ou más, de acordo com o meio. Nascer num lugar, pertencer a uma família, exercer uma profissão, ter uma determinada aparência – são condições que podem revelar ou esconder o caráter de alguém.

Mas Deus sabe, mais do que a sociologia, psicologia e antropologia, quem Ele criou. A criação do homem foi em duas fases distintas. Primeiro veio o corpo, a parte visível. Tudo começou pelo pó da terra, que virou barro nas mãos do oleiro, para que moldasse o vaso, do jeito que imaginou. (2)

No cuidado daquelas mãos surgiu o vaso, pronto para a segunda fase: a criação do homem à imagem e semelhança do Pai. Não era de aparência e sim na imagem moral e natural. Se o filho era a “cara” do Pai era perfeito em santidade, retidão e justiça.

Mas veio o pecado, a queda. O que foi esculpido, com as marcas das mãos do Oleiro foi corrompido, “pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador” (3).

E lá está o vaso, dizendo que está doente e não pode ir trabalhar. Lá está a escultura dando R$0,50 para o cobrador e embolsando R$1,00 para descer pela frente. Lá está o vaso gastando o que não têm. A palavra da escultura não vale nada sem contrato, carimbo e registro em cartório. Lá está o vaso “esquecendo” daquele compromisso. Quem espalhou aquela “história” no quarteirão foi ele: o vaso. Foi aquele mesmo barro, esculpido com carinho, mostrando um caráter doente.

Daí o vaso olha para si e vê apenas um monte de barro disforme. Mas não foi assim que o Oleiro disse. O projeto de Deus é completo: imagem e semelhança. Como pode se frustrar aquilo que Ele determinou? Poderia o barro mudar o que foi providenciado desde o início? Poderá o barro se moldar sozinho? (4)

“Mas eu sou um vaso torto. Não tem mais jeito. Eu sou assim, morrerei assim” – diz o vaso julgando tolo e mentiroso o Oleiro. Seria difícil para quem sabe esculpir amassar o barro para refazer a modelagem? Nessa arte não vale remendo e aproveitamento da estrutura torta. Sem o recomeço correto, direito, o esforço seria em vão. O torto permaneceria torto.

Grandes homens foram como uma nova escultura nas mãos cuidadosas do Senhor. O então orgulhoso José precisou ser jogado numa cisterna, para se transformar no humilde e grandioso governador do Egito (5). Se for necessário o homem será alimentado pelos corvos, como o profeta Elias (6). Ou ainda ter os lábios queimados com brasa, como o profeta Isaías (7). O Oleiro não deixa o vaso incompleto. Tudo pode ser remodelado, desde que o barro permita ser amassado.

“Olha lá o barro, permitindo ser moldado novamente até que Deus prevaleça nele!”

(1) Gn 25:26
(2) Gn 2:7
(3) Rm 1:25
(4) Is 45:9
(5) Gn 37:20
(6) 1Rs 17:5-6
(7) Is 6:7
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2 comentários:

Dani Tavares disse...

Q benção!!!
Vê-se claramente que é o poder do Espirito Santo!
Q Deus continue abençoando este projeto.
Bjos infinitos,
Dani Chagas ♥

Anônimo disse...

Glória à Deus, vc deu uma cara nova e legal a minha ministração, sem falar que acrescentou comentários que cairam como luva.

Assim vamos fazer uma parceria mesmo....kkkkkkk

Preciso de vc minha "jornaleira".

Beijos

Pra. Kênia

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