segunda-feira, 23 de março de 2009

Crônica – É só por isso

Nem todos conseguem entender porque fazemos algumas coisas, falamos desse jeito, cantamos ou sorrimos quando parece não haver motivo para tanto. Ou ainda: dar graças a Ti o tempo todo. “Por quê?”

Certa vez Tu me revelaste que eu sou o motivo dos pássaros cantarem pela manhã. Eu sou o motivo para que o Bem-te-vi bem me veja. Eu sou o motivo para que as aves executem aquele balé aéreo no final da tarde, pois eu estou na platéia. É por minha causa.

Vão discordar de mim Pai, para me explicarem que não é bem assim. Mas aí eu lembrarei do cuidado e do zelo que tivestes lá em Gênesis, preparando tudo, espécie por espécie, antes que eu viesse ao mundo, como coroa da Tua criação. Tanta gente acha que o homem é a figura mais indesejada nesse planeta, mas eu sei que tudo foi feito pensando em mim. Assim foi Teu projeto desde o início.

Tudo o que fizestes é lindo. Cada flor, cada fruta, cada desenho que fazes no céu. São tantos requintes, tanta coisa absolutamente perfeita e bem pensada. Alguns creditam tudo a tal ameba, que seria a origem da vida. Mas eu consigo enxergar que a natureza, acima de tudo, tem personalidade. Tem o Teu toque, Teu acabamento. Perfeito!

Tu mandas a brisa, acompanhada do perfume de uma flor. Me lembro de Ti. Só que as vezes só vem a chuva, ou o sol escaldante na testa. Que sufoco! Esqueço de Ti. As vezes estou cansada demais, dispersa demais, ou triste, com fé anêmica. Passa o sol. Mandas o vento do refrigério, junto com uma oração que não foi feita por mim: “por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai” (Ef 3:14).

Daí me perguntei o que estava fazendo ali parada, e não estava aos Teus pés. Logo Tu, meu Pai, que tem feito e farás grandes coisas na minha vida. Nessa mesma Palavra me lembrastes que o Teu Espírito me fortalece, que o meu alicerce é o Teu amor. Me lembrastes que eu não sei de nada – nem a largura, comprimento, altura, nem profundidade do Teu amor por mim. Me lembraste do amor de Cristo, daquele jeito, que excede todo o entendimento.

Me lembrastes que fui chamada por Ti e que dependo da Tua graça. É tanta graça que Tu não apenas me tirou do cativeiro (trevas, engano, dores, medos, inseguranças, desesperança), mas simplesmente “levou cativo o cativeiro” (Ef 4:8). Fostes além, indo até as regiões inferiores da terra. Sim, fostes lá no território do inimigo decretar a Tua vitória, que também é minha, pois me fazes “assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus” (Ef 2:6).

Aí não teve jeito. “Ah, eu preciso Te adorar. Preciso Te adorar pra valer hoje”. Quis escrever esse texto antes de sair, mas preferi esperar, para que Tu o completasses durante o culto deste domingo. Obrigada por teres atendido a cada pedido: por teres colocado fogo nos levitas, por teres me ajudado a adorar pra valer, por teres reafirmado todas essas palavras.

Obrigada por teres resumido tudo isso naquela primeira canção, que reafirma: “Cristo move as montanhas, e tem poder pra salvar”. Reafirmamos isso “entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais” (Ef 5:19).

Definitivamente a natureza Te revela. Antes de sair me revelastes que no momento de adoração somos atraídos a Ti. Ouvindo a canção: “vem falar comigo, quero tanto ouvir a Tua voz”, eu conclui: “Tuas palavras são doces”. Foi com referências naturais que pudemos fazer comparações, para entender quem Tu és. Foi assim que o salmista pôde dizer com certeza que Teus preceitos “são mais doces que o mel”, conformes complementastes através da pastora, lendo o Salmo 19.

Obrigada por teres usado a pastora para repetir aquela primeira canção. Quase deixei passar, né!? Havia esquecido de me pôr de joelhos diante de Ti. Eu fiz a minha parte, essa parte pequenininha, que parece não valer nada. Por que não me permitir fazer isso? Por que não fiz, direito, antes? “Ah, se eu entendesse a dimensão do Teu amor!”

Mas tem aquela outra canção que diz que eu não preciso saber profundamente, exatamente onde esse amor chega, para cantar sobre Teu amor por mim.

Que opção me restaria senão Te adorar? Logo Tu, que moves as montanhas pra que eu passe. Tu, que levas cativo até o cativeiro. Que me dás as palavras para devolver a Ti. É por isso que me ponho de joelhos, por isso... por tudo isso.
Site MANT Belém

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