terça-feira, 24 de novembro de 2009

Cavando poços

Uma grande promessa foi feita por Deus a Abraão, numa aliança de bênção e prosperidade. O filho Isaque, mesmo após a morte desse patriarca, continuava debaixo da promessa.

Na época Isaque morava em Gerar, terra dos filisteus, inimigos do povo de Deus. Isso só era possível porque o rei daquele povo, Abimeleque, percebendo que a prosperidade acompanhava aquele homem, decidiu fazer uma aliança com Abraão.

Em meio a fome que assolava a terra o Senhor reafirmou a promessa a Isaque.

“Peregrina nesta terra, e serei contigo, e te abençoarei; porque a ti e à tua descendência darei todas estas terras, e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão teu pai;

E multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e darei à tua descendência todas estas terras; e por meio dela serão benditas todas as nações da terra”
(Gn 26:3-4).

Ele vivia em paz em Gerar e foi enriquecendo. “E semeou Isaque naquela mesma terra, e colheu naquele mesmo ano cem medidas, porque o Senhor o abençoava” (v12). Isaque tinha muitas ovelhas, vacas e empregados “... de maneira que os filisteus o invejavam” (v14).

O segredo de tanta prosperidade eram os poços, que eram de fundamental importância naquela área desértica, especialmente para quem criava animais. Mas ser rico em terra inimiga marcou o fim da paz e início de confusão. Movidos pela inveja os inimigos viram nesses poços a forma de prejudicá-lo. Foi quando passaram a entulhar os poços que com tanto custo e tempo haviam sido abertos.

Com isso a antiga aliança entre o pai e o rei dos filisteus foi desfeita. “... Aparta-te de nós; porque muito mais poderoso te tens feito do que nós. Então Isaque partiu dali e fez o seu acampamento no vale de Gerar, e habitou lá” (v16-17). Vale não é terra boa. No contexto bíblico o vale significa um lugar de humilhação.

Ir para o vale era regredir, mas Isaque não se acomodou e tornou a cavar os poços abertos nos dias de seu pai, que os filisteus haviam entulhado após a morte de Abraão. Ao cavarem os servos de Isaque acharam ali um poço de águas vivas, águas excelentes.

Os aproveitadores vieram para acabar com a alegria. “E os pastores de Gerar porfiaram com os pastores de Isaque, dizendo: Esta água é nossa. Por isso chamou aquele poço Eseque, porque contenderam com ele. Então cavaram outro poço, e também porfiaram sobre ele; por isso chamou-o Sitna” (v20-21). Parecia frustante demais cavar poços e perdê-los em seguida.

Parecia hora de desistir, pois todo esforço parecia em vão.

“E partiu dali, e cavou outro poço, e não porfiaram sobre ele; por isso chamou-o Reobote, e disse: Porque agora nos alargou o Senhor, e crescemos nesta terra” (v22). Deus quer que andemos um pouco mais pra frente. Continue cavando pois um dia você irá cavar Reobote, que significa largueza, prosperidade e liberdade (em todas as áreas da vida).

Logo em seguida Isaque subiu dali para Berseba (que significa fonte, juramento, revelação). Naquela noite, Deus fala face a face para que Isaque não pare em Reobote. “Eu sou o Deus de Abraão teu pai; não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão meu servo” (v24).

Após se revelar a Isaque edificou ali um altar, invocou o nome do Senhor, e armou ali a sua tenda; e os servos cavaram um poço. O altar era o espaço que ele criou para adorar e oferecer sacrifícios a Deus. Era o local para dar glória e reconhecimento ao Senhor. Isaque, que era um nômade, decidiu armar a sua tenda, fixando residência em Berseba. Ele decidiu morar no lugar de revelação.

Não podemos parar, devemos cavar. Se a situação está difícil, se os poços estão sendo entulhados temos que contar estrelas, acreditar na promessa de Deus. A ação humana nessa promessa é cavar poços, na alegria ou na tristeza, no deserto ou no vale.
Site MANT Belém

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