sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Coragem, decisão e luta

“Se te mostrares fraco no dia da angústia, é que a tua força é pequena” (Pv 24:10).

Ter a vida transformada é o que muitos desejam, para ser livre, respirar aliviado, voltar a sorrir, sonhar, deixar as derrotas no passado, viver o novo. Nenhuma transformação acontecerá do dia para noite. Para que Deus faça a Sua parte, nos abençoando, temos que primeiramente descobrir que precisamos ter coragem, decisão e enfrentar as lutas que virão, para termos a vida transformada.

Deus nos ensina sobre essas etapas através da experiência de homens e mulheres que viram Nele a solução para tudo. Uma delas foi Ana, mãe do profeta Samuel. Antes da felicidade pela maternidade Ana era infeliz, se lamentando pelos cantos pelo fato de não poder gerar filhos – o que na época permitia ao marido, conforme a lei, ter outra esposa que pudesse gerar descendentes.

Todos os anos, segundo a tradição, a família ia até Siló, orar e ofertar ao Senhor. Na viagem, que ao todo levava três semanas, Ana tinha que suportar as humilhações e insultos da segunda esposa do marido, cheia de crianças. “E assim fazia ele de ano em ano. Sempre que Ana subia à casa do Senhor, a outra a irritava; por isso chorava, e não comia” (I Sm 1:7).

O sofrimento de vários anos não podia continuar. Quando voltou pra casa ela já era diferente, pois sabia que aquilo iria mudar após se derramar aos pés do Senhor. No ano seguinte Ana não pôde viajar pois estava amamentando o seu filho.

O cego de Jericó também tinha motivos para se lamentar. Ele vivia um problema social - era cego, mendigo e sem nome, pois Bartimeu não é um nome, apenas significa “filho de Timeu”. Ele não enxergava mas estava atento a movimentação ao redor e soube que era Jesus quem passava por ali.

Independente do problema que vivemos, se nos resta uma habilidade, não fique canto, valorizando a fragilidade. O cego tomou coragem e decisão. O evangelho é mudança de vida, transformação de história. Você pode permanecer sendo mais um coitado na multidão. Diante das oportunidades de mudar de vida a multidão nos envolve e tenta nos impedir:

“ E, ouvindo que era Jesus de Nazaré, começou a clamar, e a dizer: Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim. E muitos o repreendiam, para que se calasse; mas ele clamava cada vez mais: Filho de Davi! tem misericórdia de mim” (Mc 10:47-48).

O que você tem ouvido? Quando finalmente tomamos coragem muitos ouvem a multidão e desistem. Ao invés de fazer de tudo para ir até Jesus muitos dão ouvidos aos amigos críticos, os amigos da farra, do trabalho, e nunca mudam de vida.

A mulher que sofria com uma hemorragia há doze anos não suportava mais viver daquele jeito. “E que havia padecido muito com muitos médicos, e despendido tudo quanto tinha, nada lhe aproveitando isso, antes indo a pior” (Mc 5:26).

Donte, sofrida, anêmica e sem dinheiro, o que ela fazia enfrentando a multidão? Ela queria uma vida nova e por isso usou todo o seu esforço e sacrifício para se arrastar e tocar as veste de Jesus, ficando curada.

Deus nos mostra, em Provérbios 24:10 que se ficarmos apegados a nossa fraqueza, sendo frouxos nos momentos de angústia, vamos permanecer fracos. Esse mesmo Deus “dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor” (Is 40:29). A vida é uma luta e o Senhor me dá, hoje, novo vigor para continuar lutando.

Se comparando a um lutador Paulo disse: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (2 Tm 4:7). No combate não podemos ser frouxos, covardes, sem atitude. E mesmo diante das dificuldades não devemos murmurar Temos que nos levantar, nos encher de coragem e enfrentar as lutas que virão antes e depois. No final, todas as coisas são transformadas pelo Senhor.

Não tenho desculpa diante de Deus
(Pastor Francisco Zapata - Peru)

Site MANT Belém

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