terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Avivados pela promessa

“Mas também do filho desta serva farei uma nação, porquanto é tua descendência” (Gênesis 21:13).

Deus operou um grande milagre na vida de Ismael. Ele era o primeiro filho de Abraão, mas não era o filho da promessa. Esse posto era de Isaque, que ganhou uma festa no dia em que foi desmamado. Foi quando Ismael zombou da criança, deixando a mãe, Sara, indignada. Tinha sido a gota d'água.

Por causa disso não foi dada alternativa a Agar, mãe de Ismael, a não ser partir dali, definitivamente. Os dois saíram andando errantes pelo deserto de Berseba. Nesse cenário o destino é a morte quando a água acaba. Ao perceber que a água do odre havia acabado a mulher lançou o menino debaixo de uma das árvores, dizendo: “Que eu não veja morrer o menino” (v16). O som de choro tomou conta do lugar.

“E ouviu Deus a voz do menino, e bradou o anjo de Deus a Agar desde os céus, e disse-lhe: Que tens, Agar? Não temas, porque Deus ouviu a voz do menino desde o lugar onde está. Ergue-te, levanta o menino e pega-lhe pela mão, porque dele
farei uma grande nação” (v17-18).
Quem tem promessa de Deus não pode morrer antes dela se cumprir. Ismael não podia morrer. Deus ouviu seu clamor e mandou um anjo.

Mas o que nos leva até o deserto, como aconteceu com Ismael? Atitudes erradas. No sentido literal o deserto é um lugar quente, de luta e dificuldades. Mas também existem os desertos da vida, que cada um deve conhecer muito bem.

Às vezes é o Senhor que nos leva ao deserto, para nos provar:

“E te lembrarás de todo o caminho, pelo qual o Senhor teu Deus te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias os seus mandamentos, ou não” (Deuteronômio 8:2).
Somos reprovados quando não obedecemos. Duas coisas acontecem no deserto: ou morremos ou ficamos velhos espiritualmente. Quando os doze homens foram enviados para espiar a terra de Canaã eles constataram que a terra era boa, que manava leite e mel. Porém ao perceberem que teriam que lutar contra o povo que ali estava, descritos como gigantes eles concluíram que Deus os havia levado até ali para morrer (Números 13 e 14).

Deserto não é lugar de morada, é lugar de preparação. Mas quando morremos espiritualmente nos desligamos de Deus. Quando passamos por dificuldades somos tentados a murmurar. Quando alguém começa a ficar frio espiritualmente começa a dar sinais – vira um fofoqueiro, preocupado demais com a vida dos outros, cheios de inveja e reclamando. São as mesmas que um dia se encheram de promessas, mas com o passar do tempo se esqueceram.

Deus não nos chamou para morrer em meio as dificuldades do deserto. Você não foi chamado para ser reprovado. Ele te chamou para vencer. Para cada um de nós Ele faz promessas. Ele quer que tenhamos uma vida abundante e que não carreguemos um fardo pesado. A fé é a arma do cristão vitorioso.

“O qual, em esperança, creu contra a esperança, tanto que ele tornou-se pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência

E não enfraquecendo na fé, não atentou para o seu próprio corpo já amortecido, pois era já de quase cem anos, nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara.

E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus” (Romanos 4:18-20).
Essa é a fé que faz Davi derrubar o gigante, que permite a Elias fazer chover, curar pessoas Deus não te deixa morrer, a pessoa morre se quiser. Ismael clamou a Deus. O Senhor também quer ouvir a sua voz.

“E disse-me mais: Está cumprido. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida” (Apocalipse 21:6).
Ministração: Danilo Silva
Site MANT Belém

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