terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Crônica - Intimidade

Certa vez, orando no sereno, pedi ajuda ao Senhor. Queria que Ele me ensinasse a ser íntima Dele, de verdade. Já estava constrangida em falar com Ele cheia de formalidades, como as de quem fala com alguém que não conhece. Naquele instante veio à mente o convite que Jesus fez a Zaqueu. Nunca havia meditado sobre a profundidade daquilo que estava propondo:

“Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa” (Lucas 19:5).

A Palavra diz que o publicano não pensou duas vezes, e o recebeu com alegria. Provavelmente não deu tempo de gritar ao povo de casa o famoso: põe mais água no feijão!

Como é bom receber ou ser recebido na casa de alguém. É uma mistura de alegria, hospitalidade, descontração e comunhão. O anfitrião faz de tudo para que o convidado se sinta a vontade, aprove o tempero e não veja o tempo passar. É maravilhoso. Isso é sinal de intimidade. Até hoje, nas sociedades orientais, receber alguém em casa é uma extrema honraria.

Eu gostaria de almoçar com Jesus. Aliás, ele aparece em outros momentos da Bíblia assentado na mesa. Isso causava escândalo: comendo com pecadores? Que absurdo! Deviam pensar que ele não sabia escolher suas companhias, não tinha critérios. Pensando assim eu teria grandes chances de ser honrada com essa visita. Assim como João Batista não sou digna nem de desamarrar os cadarços de Jesus e nasci pecadora como todos os outros.

Só que o convite de Jesus pode vir assim, de supetão. Não precisa pensar muito. Se eu ficar pensando muito na minha condição indigna ele responde: eu não estou nem aí. Vamos logo para a sua casa! Quando Jesus chamou Zaqueu ele estava dizendo, em outras palavras: vamos ser íntimos!

Quando alguém vem em casa gosto que ela se sinta livre. Livre para tirar os sapatos, sentar no sofá ou no tapete... comer, repetir... conversar de boca cheia... Durante aquela oração eu perguntava: será que Tu tens te sentido à vontade desse jeito?

Desde o início dos tempos o Senhor é o ilustre convidado. Pra você ver como Ele é: criou um lindo jardim para o homem habitar, mas ainda assim escolheu dar-lhe liberdade. Para si Ele reservou somente algum tempo, no final do dia, para ter comunhão com o homem. Um dia isso vai mudar, pois o convite está feito:


“... e habitarei na Casa do Senhor para todo sempre” (Salmos 23:6).

Precisamos ir treinando, deixando Jesus à vontade, para sermos um lugar onde gosta de estar. Vai chegar a vez Dele nos receber e isso está muito, muitíssimo além do que podemos imaginar. É o lugar onde Ele nos chama para nos assentarmos à mesa. Não pela comida ou bebida, mas para ter comunhão eterna. Jesus garantiu: “... vou preparar-vos lugar” (João 14:2).

Aleluias, porque vai chegar o dia em que meu Senhor vai dizer: fique à vontade. Minha casa é a sua casa!
Site MANT Belém

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