segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Crônica - Espera

“... eu não presto pra nada....” Antes que você pense que esta é apenas mais uma frase pessimista permita explicá-la. Essa é na verdade uma conclusão, ou melhor, parte dela.

Quantas vezes ouvimos que temos um chamado? Depois de ouvir pela milionésima vez a passagem em que Deus chama Abraão para contar as estrelas você percebe que, depois de um longo tempo, o seu céu ainda não está estrelado. E não serão poucas as vezes em que você vai se sentir mal, achando que não está fazendo o melhor para Deus.

Se você ficar indignado com a situação vai se perguntar: Por que as coisas não acontecem? Cadê o avivamento? Cadê o Teu poder operando em mim? O que estou fazendo de errado?

Certo dia folheava o livro de uma amiga, que narrava uma história de avivamento. O curioso é que a “receita” mostrada ali, para alcançar as multidões, eram as coisas mais básicas do evangelho. Tudo podia ser resumido a poucos versículos, daqueles que já decoramos. “E por que não acontece comigo?”

Falta o poder!!!!!!! Mas isso eu não tenho. E agora?

Jesus deu uma orientação bem simples aos discípulos em sua despedida: “... permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas 24:49). Aproveitando que ainda estava por ali Ele poderia impor a mão sobre eles e repassar esse tal poder, mas eles tinham que esperar.

Quando o vento impetuoso veio no dia de Pentecostes todos estavam juntos no mesmo lugar. Não acredito que a espera foi apenas para coincidir com aquela festa - foi também o tempo de preparação. Se Jesus nos pedisse hoje para esperar, o que faríamos nesse meio tempo?

Não é para esperar como quem espera o ônibus. Essa espera não é em frente a TV, o computador, dormindo ou envolvido em nossas tarefas diárias. É para esperar orando, jejuando, meditando na Palavra, louvando e principalmente, clamando: “vem!”

Nós determinamos quando o poder virá. Ele virá quando mandarmos para o alto um aroma suave através de nosso clamor. É como o vapor que condensa e aos poucos vira nuvem, que fica pesada e já não pode conter a chuva. E aí sim, o poder virá sobre nós. Não foi por habilidade que os discípulos tiveram uma pescaria inicial de mais de três mil pessoas. Era o poder em ação.

Quem tem um chamado e se afasta dele se arrisca a ter uma pescaria (de peixe) frustrada como aquela descrita em João 21. Foi um dia inteirinho lançando a rede sem pegar nada. Até que Jesus chegou e Pedro lançou a rede sobre a Palavra. É por isso que ficou fixado em minha cabeça: “sem o poder de Deus eu não presto pra nada, nem pra pegar peixe”.

Isso é sério! Se não colocarmos em nossa cabeça que temos que pescar vidas (não só os peixes) até a tal da vida secular fica difícil, de rede vazia, pois também precisamos de poder em nossa casa, no trabalho...

Ao fazer o balanço desse fim de ano muitos voltarão com as redes vazias, em muitas áreas. Muitos estarão reunidos. Mas nenhuma reunião é como a nossa, o povo debaixo de promessa, que espera o poder do alto. Que venha!

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Um comentário:

regina disse...

Deus os abençoe!!

A Paz do Senhor!

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