sábado, 27 de setembro de 2008

Crônica - Como é bom...

Como é bom ser teu filho! Como é bom ser teu Pai! Um sentimento muito forte tomou meu coração, que me fez tentar explicar porque é tão bom fazer as coisas para o Senhor. Às vezes esse sentido fica perdido quando esquecemos que não somos obrigados a amar ninguém, mas quando amamos não conseguimos explicar nossas atitudes. Apenas fazemos.

Meio ansiosa, meio boba, pensava: “Ó Senhor, quero fazer tanta coisa pra Ti!” Dá vontade de ter um monte de habilidades pra poder agradá-lo cada vez mais. Alguns podem pensar que é algo desnecessário, que não faz diferença. Faz muita entre duas pessoas que se amam.

Pra entender esse amor, mais uma vez, é necessário ser criança. O amor entre pais e filhos pode ser inesgotável, mas a vontade de demonstrar esse sentimento muda ao longo dos anos. Para muitos fica a saudade da melhor fase de todos os tempos. “Olha papai o desenho que eu fiz”, diz o pequenino. Cheia de empolgação a criança explica cada detalhe. “Está lindo meu filho”, diz o pai. Para eternizar aquele inesquecível passeio dominical o filho desenha o “paizão”. Tanto faz se o cabelo foi pintado de verde, o desenho terá valor de obra de arte. Orgulhoso, o pai pendura tudo na parede.

A todo momento a criança faz algo para agradar o pai. Traz aquelas pedrinhas que catou na praia, um avião de papel que aprendeu a dobrar. “Olha pai” será uma frase comum nesses tempos. Como naquelas apresentações da escola. Depois de semanas de ensaio chega o grande momento. A roupa está impecável, o texto decorado, o lugar está cheio. Mas da pontinha dos pés a criança tenta localizar o único para quem vale a pena se apresentar. Entre aplausos é para aquele homem na platéia que ele sorrirá. “Olha pai, olha pai!”

Fazemos tudo em nome desse sentimento, mas depois perdemos a sensibilidade, a motivação, como se não valesse mais a pena. Até com o nosso Deus fica tudo naquele “sabes que eu te amo”. Ele trabalha muito, Ele cuida de nós a cada segundo, Ele derrama amor a todo momento. E o que fazemos em nome desse sentimento? Tem gente que canta, outros dançam, louvam, ofertam, fazem um grande projeto para Ele. Não é questão de se gabar para ninguém e sim um jeito de Deus nos olhar, independente do tamanho do presente.

O bom pai gosta de qualquer coisa que o filho faça por ele. Basta perguntar: e o pequeno? Na mesma hora o “coruja” tira a carteira do bolso pra mostrar as fotos da cria. Depois passa um tempo contando tudo o que a criança fez e aprendeu naqueles dias. Fala daqueles detalhes que parecem bobagem, mas saíram de um coração apaixonado e acertaram em cheio o coração paterno. Como resistir?

Sem motivo deixamos passar o tempo em éramos como crianças diante Dele, quando as duas partes se permitiam amar incondicionalmente. Sem vergonha, sem medo, com entrega, sinceridade, necessidade mútua. Em busca de uma entrega que ainda não conheci comecei fico pensando em coisas para agradá-lo.

Tudo me pareceu complicado quando aprendi sobre a concessão da graça de Deus em nossas vidas. Ele sabe de tudo, pois tudo vem Dele. Deu um nó nas idéias. Como eu vou te surpreender se até o desejo de te amar e adorar vem de Ti? Quando descobri que havia até uma música perguntando tudo isso fui a fundo em busca de uma resposta.
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O que fazer então? Apenas faça. Veio o exemplo. É o mesmo que acordar o pai com um presente. Ele já esperava essa “surpresa”. Também esperava o presente, que provavelmente será descontado no cartão de credito dele. Ele sabia, mas nada vai tirar a emoção de receber os filhos nos braços, cheios de amor. Que pai não se emociona? Sabemos que tudo é do Pai. Mesmo assim esquecemos que Deus também gosta de se emocionar. Por que duvidamos?

Para os órfãos: você têm um Pai.
Por que fazer algo por Ele? O amor responde.
O que fazer para agradá-lo? Apenas faça.

"Como é bom ser teu filho!" "Como é bom ser teu Pai!"
Site MANT Belém

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