segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Crônica - Os “tapiocas”

Vivemos na cidade marcada pelas chuvas; na terra da tapioca. Ô glória! E não é que tem gente se achando a própria tapioca, pois não querem nem saber de pegar uns pingos de chuva?! Dependendo da aparência do céu a chuva pode ser algo totalmente inesperado, justo na hora em que você está sem sobrinha, ou longe de alguma cobertura. O jeito é se cobrir com algo, torcer para que papéis importantes não molhem, e, claro, andar com as barras das calças suspensas. É! Não é fácil driblar uma chuva.

Só que aqui em Belém nós precisamos conviver com a chuva. Não tem jeito. Não é exagero quando dizem que a cidade tem duas estações: a que chove todo dia e a que chove o dia todo. Tradicionalmente (nesses anos nem tanto) a bendita costuma vir no início da tarde, por volta das duas da tarde.

Por experiência própria acrescento que tradicionalmente ela costuma despencar quando você está prestes a descer do ônibus, ou a poucos metros do seu destino. Eita, que eu me sentia até culpada, achando que tinha feito algo errado e a nuvem de chuva me perseguia, como nos episódios do Pica-Pau. Mas com certeza outras pessoas têm a mesma conclusão: de ser a pessoa mais prejudicada pela chuva que caiu.

Por tanta coisa a chuva é odiada por todos? Que nada! Pelo menos para os “tapiocas” ela é uma parceirona. Todo “tapioca” tem um “quê” de profeta, mas precisamente Elias. O povo estava penando há mais de três anos sem chuva. Mesmo com céu vazio ele orava incessantemente. “E sucedeu que, à sétima vez, disse: Eis aqui uma pequena nuvem, como a mão de um homem, subindo do mar” (I Reis 18:44). Era a confirmação da salvação.

Na versão distorcida basta o “tapioca” ver uma nuvem do tamanho da mão de um homem para decretar: “xi, não vou pra igreja porque vai chover”. Ele estava até se arrumando, estava indo pra parada de ônibus... mas a chuva! Ah, se não fosse a chuva! Inventaram até um dispositivo infalível para ajudar nossos pobres “tapiocas”. Vamos conferir:




Se não der certo (será?), dois procedimentos serão necessários. Primeiro: não reclame da chuva, não esquente a cabeça, não murmure. É Deus quem manda a chuva, pois tudo é dEle, lembra? Ele determina a hora e intensidade da chuva. Se gera alagamento a culpa é dos porcos sujismundos que jogam suas porcarias em qualquer lugar, entupindo bueiros. Deus também não poderá agradar a gregos e troianos. A que horas Ele iria regar as “mangueirosas”, seguindo nossa conveniência? A chuva é de Deus, deixe com Ele.

Segundo: se a chuva é mais ou menos previsível (pelo menos aqui), porque não saiu mais cedo? Comigo é batuta. Vira e mexe, quando perco a hora embromando em casa, faço a missão impossível: tomar banho, me arrumar e chegar ao culto em apenas 15 minutos. Sempre desaba chuva quando estou no portão. Voltar? Eu sigo; quem mandou bobear?

Faço isso por todas as “nuvens do tamanho de mãos” que me habilitaram a não buscar alimento na Palavra. Naqueles tempos a chuva vinha a calhar. Pra quem levava a vida com Cristo com a barriga era terrível chegar com a roupa molhada e suja e passar por ruas alagadas, sujeita a assaltos. “Tapioca” que é “tapioca” não precisa de chuva para não buscar a Palavra. Para outras coisas pode chover canivete que elas não perdem por nada.

Hoje eu não perco por nada uma ministração. Cada momento é absolutamente imperdível. Não é uma gravação que você pode voltar e pausar. É algo que não se repete. Pode ser a solução para o que você precisa. Mas as pessoas perdem por causa das “chuvas”.

Nos últimos tempos tenho pensado numa palavra que ouvi no rádio: “você vai chegar à outra margem de pés enxutos?” Alguns já estão encharcados, pois “gelaram” na hora de caminhar sobre as águas. O mar já se abriu, só que muitos não estavam lá recebendo suas bênçãos, curas, unção e o mar fechou novamente. Dormem sem saber o que perderam.

As “chuvas” não me barram mais. Certa vez um apóstolo abençoadíssimo veio a cidade e através dele o Senhor operou muitas curas, de tumores e coluna vertebral inclusive. Em meio a forte unção foi revelado que até alguns futuros milionários estavam ali. Vi que ainda cabia mais gente naquela igreja, que não atenderam ao gentil convite daquela igreja (não choveu). Naquela noite eu também tive curas importantes.

Ano passado houve um culto em que só eu fui. Foi um dilúvio na cidade, sem precedentes. Os pastores ficaram ilhados no prédio. Mesmo com a Casa do Pão fechada eu estava feliz. Sem pressa de me proteger da água fui caminhando, quando o celular tocou. Fui informada naquela hora de uma mudança que iria trazer uma importante benção, há muito tempo esperada, e que até hoje está tendo frutos. Também estava feliz, pois já havia aprendido que até a vontade de adorá-lo vem dEle. Me concedeu a graça, mas porque dessa vez eu havia pedido.

Jogue fora a tal pedra da previsão do tempo (misericórdia!). Esqueça a chapinha. A roupa vai secar. Não perca nada. Não perca o imperdível. Chegue encharcado, mas chegue!


Site MANT Belém

Um comentário:

Pra. Kênia disse...

Perfeitooooo!

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