quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Oferta desagradável X sacrifício vivo

“Mas o que eu fiz de errado afinal?” Nem sempre as pessoas têm a real dimensão do que estão sendo e fazem para Deus. Não há mais interrogações do tipo como em Malaquias, que não é útil apenas para despertar a atenção do povo para dízimos e ofertas. E sim para repensar atitudes.

O contexto descrito no capítulo 1 remete a um povo de origens e costumes misturados. Em meio a essa mistura o povo do Senhor estava disperso, fazendo coisas erradas. Por isso Deus levanta um profeta para exortar o povo, e abrir seus olhos para aquelas falhas e brechas que haviam surgido e estavam se agravando. Malaquias os lembra do amor de Deus para corrigi-los. “Mas corrigir do quê, afinal”, questiona o povo.

1 Peso da palavra do SENHOR contra Israel, por intermédio de Malaquias.
2 Eu vos tenho amado, diz o SENHOR. Mas vós dizeis: Em que nos tem amado? Não era Esaú irmão de Jacó? disse o SENHOR; todavia amei a Jacó,
3 E odiei a Esaú; e fiz dos seus montes uma desolação, e dei a sua herança aos chacais do deserto.
4 Ainda que Edom diga: Empobrecidos estamos, porém tornaremos a edificar os lugares desolados; assim diz o SENHOR dos Exércitos: Eles edificarão, e eu destruirei; e lhes chamarão: Termo de impiedade, e povo contra quem o SENHOR está irado para sempre.
5 E os vossos olhos o verão, e direis: O SENHOR seja engrandecido além dos termos de Israel.

Deus declara seu amor por aquele povo e com paciência o lembra de que fez de tudo para destruir seus inimigos e continuará fazendo, quantas vezes forem necessárias. Ou seja, mesmo sem precisar, Deus os lembrava o quanto já tinha feito por eles.

6 O filho honra o pai, e o servo o seu senhor; se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o meu temor? diz o SENHOR dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome. E vós dizeis: Em que nós temos desprezado o teu nome?
7 Ofereceis sobre o meu altar pão imundo, e dizeis: Em que te havemos profanado? Nisto que dizeis: A mesa do SENHOR é desprezível.


O Senhor lembrava o povo que eles tinham um Pai que os amava. Mas onde estava a honra para um Pai tão dedicado? Onde estava o respeito? O temor? Pelo contrário, ao invés de gestos de amor e gratidão o amoroso Pai recebia ofertas indignas e impuras dos filhos.

8 Porque, quando ofereceis animal cego para o sacrifício, isso não é mau? E quando ofereceis o coxo ou enfermo, isso não é mau? Ora apresenta-o ao teu governador; porventura terá ele agrado em ti? ou aceitará ele a tua pessoa? diz o SENHOR dos Exércitos.
9 Agora, pois, eu suplico, peça a Deus, que ele seja misericordioso conosco; isto veio das vossas mãos; aceitará ele a vossa pessoa? diz o SENHOR dos Exércitos.
10 Quem há também entre vós que feche as portas por nada, e não acenda debalde o fogo do meu altar? Eu não tenho prazer em vós, diz o SENHOR dos Exércitos, nem aceitarei oferta da vossa mão.


Se era para ser dessa forma o Pai preferia não receber aquelas ofertas, para que os filhos não acarretassem ainda mais maldição para suas vidas.

As ofertas eram um espelho de como estava a vida deles com Deus. Pessoas cujas vidas são ofertas desagradáveis a Deus. O ritual de ofertas, citados no Antigo Testamento, deveria ser de algo perfeito, o melhor dos seus animais ou frutos da terra, levados ao altar. Só que isso acabou virando um ato mecânico, onde não se procurava fazer e ofertar o melhor, abrindo brechas para os animais defeituosos, mancos, doentes.

Da mesma forma há muitas pessoas incapazes de oferecer o seu melhor tempo para Deus, a melhor oração, o melhor louvor, a melhor adoração. Preferem empurrar com a barriga a “vida de igreja” que se acostumaram a viver. Estar na casa do Senhor vira um protocolo, um ritual feito com peso. É o chamado sacrifício tolo. O oposto do sacrifício do salmista, que é a sua própria vida. Uma escolha que, de longe, não era um peso, nem um fardo. Muitos não se dão ao trabalho de agradar a Deus, mesmo sabendo que Ele merece.

11 Mas desde o nascente do sol até ao poente é grande entre os gentios o meu nome; e em todo o lugar se oferecerá ao meu nome incenso, e uma oferta pura; porque o meu nome é grande entre os gentios, diz o SENHOR dos Exércitos.
12 Mas vós o profanais, quando dizeis: A mesa do Senhor é impura, e o seu produto, isto é, a sua comida é desprezível.
13 E dizeis ainda: Eis aqui, que canseira! E o lançastes ao desprezo, diz o SENHOR dos Exércitos; vós ofereceis o que foi roubado, e o coxo e o enfermo; assim trazeis a oferta. Aceitaria eu isso de vossa mão? diz o SENHOR.
14 Pois seja maldito o enganador que, tendo macho no seu rebanho, promete e oferece ao Senhor o que tem mácula; porque eu sou grande Rei, diz o SENHOR dos Exércitos, o meu nome é temível entre os gentios.


O povo queria receber o amor de Deus, mas fugia da justiça. Queriam a parte fácil: abundância, prosperidade, etc. Fugiam da justiça, pois sabiam que não ofereciam o suficiente e não aceitavam que a justiça não anula o amor. Sem dó, muitos trazem suas ovelhas mancas e pão imundo para oferecer ao Pai, pois não tem coragem de ofertar as partes que insistem em comandar: sentimental, financeira, caráter, etc.

Para nós não falta um modelo de como ofertar, pois Deus não deu uma parte – deu logo o único Filho em sacrifício. Não é o mesmo que entregar o que lhe convém, mas sim algo perfeito e de valor. Um cabrito defeituoso é uma tentativa de enganar os sacerdotes, ludibriar o Senhor e enganar a si mesmo.

“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. (Rm 12:1)
Site MANT Belém

2 comentários:

♥ Dani Chagas ♥ disse...

Sempre benção passar por aqui.
Precisamos viver o tempo de ofertar o melhor para Deus!!

Jesus abençoe poderosamente!!

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