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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Incondicional

Como é a sua relação de amor com Deus? A Palavra não deixa dúvidas de que Ele nos ama pelo que somos e não pelo que temos. Mesmo assim erramos ao pensar que o amor do Pai está condicionado a atitudes nossas - como fazer coisas e se abster do pecado.

Esse tipo de troca não existe para Deus, que tem por cada um o mesmo amor, na mesma medida. O nosso pecado não nos tira esse amor.

O amor do Pai não depende de uma lista de coisas para fazer e não fazer (que teoricamente nos tornariam pessoas dignas desse amor). Esse comportamento vira religiosidade. Raciocinando dessa forma acabamos nos afastando de Deus por não nos acharmos dignos Dele.

Mesmo que alguém se sinta em débito, por ter entristecido o Senhor, não é sofrendo que poderá estar “quite”. Só que o nosso pecado não pode ser pago por nenhum tipo de esforço. O peso e a culpa não podem fazer isso. Somente o sangue de Cristo faz isso. Não há outro pagamento de pecado.

Se não compete a nós essa tarefa só nos sobra uma atitude - ajoelhar e pedir que o Senhor lhe dê novamente aquilo que saiu de você - que é a presença Dele.

Para entender esse amor é importante diferenciar religião de redenção.

Religião, a exemplo do define o Aurélio é a “manifestação de uma crença por meio de doutrina e ritual próprios, que envolvem, em geral, preceitos éticos”. Teoricamente ela deveria cumprir o papel de nos conectar a Deus. Mas justamente por causa desses “preceitos éticos” o relacionamento de amor se transforma em religião.

É algo como: se eu obedecer terei amor, se desobedecer não terei. Na religião tudo se resume a regras. Sendo religiosas as pessoas tentam se fazer merecedoras de algo. Mas o que vem de Deus sempre virão de graça e imerecidamente.

Redenção é diferente. Mesmo quando sentimos que estamos em dívida com Deus e desejamos ressarci-lo não poderemos fazer nada. O sacrifício na cruz foi por amor (João 3:16). Essa relação de amor não pode ser quebrada. A atitude de se afastar, por qualquer motivo que seja, sempre será nossa, pois Deus continua nos amando incondicionalmente.

Assim como Davi, mesmo quando falharmos, não devemos esperar um segundo sequer para voltar para a presença de Deus e nos purificar novamente. Deus não deixa de nos amar por causa das coisas que deixamos de fazer. Não devemos perder tempo distantes porque entristecemos a Deus.

“Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro.

Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,

Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 8:35-39).




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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Algumas moedas

Qual o valor de algumas moedinhas? Bastaram algumas para que uma pobre viúva fosse um exemplo daquilo que o Senhor espera de cada um de nós e qual moeda tem real valor.

Jesus observava como a multidão lançava seus valores na arca do tesouro. Não faltavam ricos que depositavam grandes quantias. Mas o que chamou atenção foi apenas a oferta da viúva: duas pequenas moedas, do menor valor - o lepto, que hoje valeriam menos que meio centavo:

“E, chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro; porque todos ali deitaram do que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento” (Marcos 12:43-44).

Naquela sociedade patriarcal as viúvas eram pessoas marginalizadas, excluídas, sem nenhuma fonte de renda. Dependiam da caridade dos outros. Os mais humildes da época geralmente ganhavam em denários, que a renda equivalente a um dia de trabalho. Nem isso a viúva tinha.

Mesmo assim ela depositou tudo o que tinha no gasofiláceo. Será que naquele dia ela já havia comido? Teria o que comer ao sair dali? Duas moedas eram tudo e ela ofertou a Deus.

Deus também ofertou algo, que mudou o mundo:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

A viúva ofereceu o mínimo aos olhos dos outros, se importando apenas em agradar a Deus. E Ele ofertou o único Filho, Jesus, mesmo sabendo que muitos não iriam se importar.

E o que estamos fazendo com essa oferta? Será que hoje não usamos alguns centavos de Jesus para resolver o problema do dia?

Hoje, o que você tem de melhor? A oferta de Deus foi a maior a vida de seu Filho.

Muitas vezes tentamos dar denários a Deus: com orações, jejum, obediência... Talvez seja mais valioso os nossos leptos, que podem não ter valor para os outros, mas que são tudo. Uma vida só se paga com outra vida. Esse é o valor.


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segunda-feira, 8 de março de 2010

No meio da festa

As festas são momentos que quebram a rotina. São momentos em que se deixam os problemas em casa para se divertir, comemorar alguma coisa boa ou homenagear alguma pessoa.

Festas não acontecem todos os dias, porque são momentos em que tudo está em grande quantidade. Comida, bebida, tempo, tudo em sobra. Mas é curioso: algumas pessoas voltam pra casa alegres e outras voltam tristes.

Existem pessoas que tentam preencher o vazio dos seus corações ou resolver seus problemas. Outras só querem se distrair ou esquecer, e para isso nada melhor que uma festa. Assim, enchem suas vidas de situações festivas, prazerosas, mas passageiras.

No capítulo 7 do livro de João vemos que Jesus estava em uma festa:

"E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba.
Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre.

E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado" (v37-39).

No último dia da festa Jesus percebeu que algumas pessoas tinham coisas faltando nas suas vidas. No meio da festa, onde havia coisas agradáveis sobrando, algumas pessoas não tinham tudo o que queriam ou precisavam. Havia uma multidão de pessoas e uma multidão de necessidades.

Talvez elas nem estivessem percebendo. Algumas até tinham esquecido daquilo que tentavam esconder. Ali, no meio da multidão, parecia, alegres e felizes, mas em casa ou longe dos olhares sentiam-se tristes, sozinhas e impotentes.

No meio daquela festa Jesus se levantou e gritou: "Se alguém tem sede, venha a mim e beba"! Às vezes é essa a sua situação. Você tem uma grande necessidade escondida, que te consome as forças.

Para você Jesus diz: vem até mim!

Jesus disse: Venham a mim vocês que estão cansados e oprimidos e eu vos aliviarei (Mateus 11:28). Ele não estava chamando aquelas pessoas à religião, pois elas já estavam em uma festa religiosa. Jesus estava fazendo um convite para quem quisesse a ajuda de Deus.

Ninguém pode dizer que não tem problemas para resolver, senão a vida não teria graça. Claro que todos têm também aqueles problemas que não tem graça nenhuma. Mas precisamos saber que, em qualquer situação, nunca estaremos sozinhos. E quando alguma coisa estiver acima das suas possibilidades, precisamos de um amigo para nos ajudar - Deus.

Em nossas vidas nós cometemos erros. Às vezes tentamos resolver os problemas da nossa maneira, tendo as melhores intenções. Outras vezes nem tanto. Entre nossos erros existem alguns que desagradam, entristecem Deus e ainda trazem sofrimento. A Bíblia chama esses erros de pecado. Diz também que eles nos afastam de Deus, como se magoássemos um amigo.

É essa falta de Deus, essa separação, que faz com que nos sintamos vazios e sozinhos. Mas Jesus nos convida para sermos amigos de Deus, sermos seus filhos, acabando com a separação entre nós. Para isso basta abrirmos a nossa boca e aceitar o convite de Jesus no meio da festa, desistindo dos pecados e dos erros, confessando que os cometemos e pedindo perdão. É muito fácil.

Se você deseja aceitar o convite de Jesus e começar uma vida diferente, repita essa oração:

"Querido Jesus, eu estou aqui hoje, reconhecendo que eu preciso de Ti.

Por favor, entre em meu coração e seja meu Senhor e Salvador.

Me limpa, me ajuda em meus problemas e me perdoa de todos os meus pecados.

Obrigado por me dar uma chance de ter uma vida diferente da que tenho vivido.

Hoje eu abro a minha vida para Ti e agora sou um filho e amigo de Deus. Amém".


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domingo, 24 de janeiro de 2010

Um coração puro

“Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto” (Salmos 51:10).

Em nossas orações pedimos tantas coisas ao Senhor: bênçãos, proteção, prosperidade, o melhor dessa terra... Mas o salmista faz um pedido diferente – ele pede um coração puro.

Davi desejava ter um coração submetido a adorar o Senhor, pois entendia que o coração do homem é enganoso e desesperadamente corrupto (Jeremias 17:9-10). Por isso precisamos que Deus crie em nós um coração puro, por causa das tantas coisas que nos corrompem por dentro.

O coração pode ser corrompido pelas brigas, resistência, amargura, frustrações, ódio, mágoa, tristeza, orgulho, rebeldia ou motivações erradas. Tudo em nossas vidas começa no coração. O que ele decide, assim é. E em seguida a mente passa a traçar o mapa para as nossas ações.

O coração é a sede do tesouro:

“Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Mateus 6:21).

Qual tem sido o seu tesouro? Qual tem sido a sua motivação? Isto tem sido para glorificar a Deus ou somente para ser reconhecido entre as pessoas? Se não mudarmos por dentro Deus não poderá nos dar aquilo que pedimos, pois:

“Eu, o Senhor, esquadrinho o coração e provo os rins; e isto para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações” (Jeremias 17:10).

Deus não nos dará o que pedimos se nosso coração estiver cheio de soberba. Assim como fez Davi é necessário ter humildade diante do Senhor, para pedir: me limpa, me lava, me transforma. Então como mudar? Pedindo. Não se pode ter mais de Deus sem desejar a transformação, pois Ele não dá o que não desejamos.

Quem tem um coração puro atrai a glória de Deus e pode transportar a arca do Senhor.

“E lhes darei um só coração, e um espírito novo porei dentro deles; e tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne” (Ezequiel 11:19).

Nós mudamos a partir de um novo coração, que precisa estar cheio da sabedoria de Deus para enfrentarmos as situações do dia a dia.

A Bíblia nos dá um exemplo de coração puro através de uma mulher chamada Abigail (que significa sensata e formosa). Ela era casada com Nabal, uma pessoa bruta e insensata. Homem de muitas posses acabou gerando um conflito com Davi, por causa do trabalho dos tosquiadores de ovelhas.

Davi estava determinado a acabar com toda a casa de Nabal e todos os seus homens. Mas Abigail, com humildade, foi tratar com ele, cancelando aquele decreto de morte e impedindo que Davi pecasse contra Deus (I Samuel 25:18-35).

Um coração puro nos habilita a agir com sabedoria. Precisamos desejar ser pessoas segundo o coração de Deus.

Ministração: Mylla Karvalho
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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Provação e aprovação

Todo líder modelo é provado. O Senhor prova para aprovar. As vezes a provação Dele. Em outras Ele apenas permite que venha a provação. Ninguém está isento de provações pois até Jesus passou por isso.

O inimigo busca aqueles que tem potencial, que tem um chamado, tem um projeto de Deus na vida. O inimigo vai em direção aqueles que estão cheios de unção com o objetivo de parar o ministério. Quando vem a provação devemos permanecer firmes. Se erra aprende a acertar. Se foi fraco tem que superar. Só não podemos cair e sermos reprovados.

A Palavra diz que “o discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o que for perfeito será como o seu mestre” (Lc 6:40). Não podemos ser maiores que o Senhor. Mas da mesma forma como Jesus foi aprovado temos que ser:

Mateus 4

“Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;

E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães”
(v1-3).

O inimigo começou a tentação querendo tocar na vaidade. Nenhum cristão pode ser tomado de soberba, achando que chegou numa fase tão excelente que nunca vai cair, que nada o atingirá. Não podemos ter excesso de confiança e correr perigo indo até nosso limite.

“Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (v4).

A tentação prosseguiu:

“Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo,

E disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, E tomar-te-ão nas mãos, Para que nunca tropeces em alguma pedra”
(v5-6).

Jesus foi tentado no pináculo do templo. De onde menos imaginamos podemos ser tentados – na igreja, na família (lar cristão). Isso acontece para desestruturar, envergonhar a pessoa e fazer os outros desacreditarem na santidade.

“Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus” (v7).

O inimigo prosseguiu:

“E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo” (Lucas 4:5).

“E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares” (Mt 4:9).

Num instante de tempo o inimigo mostra aquilo que pode ser prazeroso com o pecado. Só mostrou a glória e não a parte ruim. Não mostrou as consequências. O pecado é morte espiritual – morte de sonhos, ministérios, saúde, emoções, prosperidade – tudo por um momento aparentemente prazeroso.

O que Jesus precisaria fazer era apenas se prostrar. O inimigo mostra sempre o caminho mais fácil, sem oração, jejum, lágrimas. Com o Senhor depois do choro vem a alegria e depois da tempestade sempre vem a bonança. Cuidado com o que vem fácil. Cuidado com a precipitação. Espere o tempo de Deus. Seja vigilante, persistente na Palavra e cheio do Espírito Santo.

A Palavra alerta que o inimigo, semelhante a um leão rugindo ao nosso redor, procura uma brecha para nos devorar. Independente do tamanho dessa brecha ele entra para destruir tudo. Para impedir essa ação temos que andar no Espírito, que nos fortalece e ajuda. Isso é um cuidado constante, para andar retrucando na Palavra. O líder modelo passa pela prova e é aprovado.

“Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam” (v10-11).
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domingo, 1 de novembro de 2009

Vontade, atitude e pensamento

“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Pv 4:23).

O coração é símbolo da parte emocional do indivíduo, com nossos afetos, sentimentos e paixões. O nosso espírito é a parte que se comunica com o Espírito Santo, mas a alma, que realiza as vontades, decide seguir ou não o espírito.

A Palavra diz que devemos guardar o coração. E por que guardar? Porque dele depende a nossa vida, por causa das decisões que vamos tomar. É também usando quando descobrimos como está o nosso relacionamento com Deus. E de que forma guardá-lo?

Uma delas é guardando a minha boca, como diz a Palavra: “Desvia de ti a falsidade da boca, e afasta de ti a perversidade dos lábios” (v24). É fundamental medir e tomar cuidado com as palavras e pedir: “Põe, ó Senhor, uma guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios” (Sl 141:3).

Quando Davi se encantou por Bate-Seba, que era casada com um de seus servos, fez de tudo para esconder o adultério. Como última saída ele resolveu ordenar que Urias, o marido traído, ficasse na fileira dianteira na batalha.

Não podemos abrir os lábios para amaldiçoar ou matar. “Então Davi mandou dizer a Joabe: Envia-me Urias o heteu... e, saindo os homens da cidade, e pelejando com Joabe, caíram alguns do povo, dos servos de Davi; e morreu também Urias, o heteu” (II Sm 11:6 e 17).

Foi numa tarde, andando pelo terraço, que Davi viu Bate-Seba se lavando, e seus problemas começaram. Também precisamos tomar cuidado com o que nós vemos. “Os teus olhos olhem para a frente, e as tuas pálpebras olhem direto diante de ti” (Pv 4:25).

“Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno” (Mt 5:29).

Davi não pensou nas atitudes. “... enviou Davi mensageiros, e mandou trazê-la; e ela veio, e ele se deitou com ela (pois já estava purificada da sua imundícia); então voltou ela para sua casa” (II Sm 11:4). Por isso precisamos andar nos caminhos de Deus.


“Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam bem ordenados! Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal” (Pv 4:26-27).
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sábado, 10 de outubro de 2009

Reconhecer a voz de Deus

“(Porque andamos por fé, e não por vista)” (2 Coríntios 5:7).

A voz de uma pessoa querida é familiar a nós. Podemos distingui-la ao longe ou em meio a outras vozes. E quando somos chamados prontamente respondemos. Tudo porque reconhecemos a voz de quem chama. Reconhecer é identificar algo que você já conhece. Você reconhece a voz de Deus?

O jovem Samuel servia ao Senhor. Já estava acostumado com a rotina, cercada com as coisas de Deus, pois era ajudante de Eli, o sacerdote do povo de Israel. Só que ainda não conhecia a voz de Deus.

Quando Deus o chamou, Samuel se confundiu (1 Samuel 3):

“ E sucedeu, naquele dia, que, estando Eli deitado no seu lugar (e os seus olhos começavam a escurecer, pois não podia ver),

Estando também Samuel já deitado, antes que a lâmpada de Deus se apagasse no templo do SENHOR, onde estava a arca de Deus, o SENHOR chamou a Samuel, e disse ele: Eis-me aqui (v1-4).

Samuel respondeu, pensando que era o sacerdote chamando.“...Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Mas ele disse: Não te chamei eu, torna a deitar-te. E foi e se deitou” (v5).

Deus continuou a chamar. Novamente o jovem se levantou e foi até Eli. “Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Mas ele disse: Não te chamei eu, filho meu, torna a deitar-te” (v6).

Toda confusão tinha explicação: “Porém Samuel ainda não conhecia ao SENHOR, e ainda não lhe tinha sido manifestada a palavra do SENHOR” (v7).

Pela terceira vez Deus chamou a Samuel. Dessa vez Eli entendeu o que estava acontecendo e orientou o jovem.

“Por isso Eli disse a Samuel: Vai deitar-te e há de ser que, se te chamar, dirás: Fala, SENHOR, porque o teu servo ouve. Então Samuel foi e se deitou no seu lugar.

Então veio o SENHOR, e pôs-se ali, e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel. E disse Samuel: Fala, porque o teu servo ouve” (v9-10).

Apesar da confusão percebemos a disponibilidade de Samuel, que em todas as vezes respondeu: “eis-me aqui”. Muitas vezes queremos falar com o Senhor, mas esquecemos de ouvi-lo.

O Senhor chama, mas as vezes achamos que não é Ele. Falta sensibilidade para aprender a ouvir do Senhor. Somente quando desenvolvermos essa sensibilidade poderemos responder como fez Samuel: “Fala, porque o teu servo ouve”.

Nosso esforço, muitas vezes é para reconhecer a imagem de Jesus. Primeiramente nós precisamos reconhecer a voz do Senhor, pois podemos ser enganados pelos nossos olhos.

Apesar de conviverem diariamente com Jesus os discípulos não o reconheceram em meio a tempestade (Mt 14:25-32). Os tripulantes da embarcação, ao visualizar Jesus caminhando sobre as águas, pensaram que era um fantasma. Só ficaram calmo quando Jesus se identificou, e ainda assim Pedro pediu para ir ter com ele, como comprovação.

Jesus nos disse que é o bom Pastor, que conhece suas ovelhas, e é conhecido delas. Ele diz que ainda tem outras ovelhas que não são deste aprisco; mas que também convém a Ele agregá-las, e elas ouvirão Sua minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor (Jo 10:14-16)

As ovelhas são animais que não enxergam direito, mas ouvem muito bem. Como ovelhas do Senhor precisamos estar prontos para ouvir e obedecer: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem” (Jo 10:27).
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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Mergulhar no rio de Deus

Se mergulharmos nesse rio, o que irá acontecer? De onde vem essas águas? Como me abastecer dela?

Todo rio tem um início, uma fonte. Assim acontece com esse rio. Sua nascente é conhecida: são águas que saem do trono de Deus, debaixo do altar. Se eu quiser me abastecer dessas águas terei que estar lá – no altar, servindo ao rei.

A sensação? O profeta Ezequiel pôde visualizar:

“Depois disto me fez voltar à porta da casa, e eis que saíam águas por debaixo do umbral da casa para o oriente; porque a face da casa dava para o oriente, e as águas desciam de debaixo, desde o lado direito da casa, ao sul do altar” (Ez 4:7).

Era muita água que ia subindo mais e mais. Quem está ali vive diferentes níveis de profundidade. Chegou uma hora em que não era posível medir, pois só dava para atravessar a nado:

“E saiu aquele homem para o oriente, tendo na mão um cordel de medir; e mediu mil côvados, e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos artelhos.

E mediu mais mil côvados, e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos joelhos; e outra vez mediu mil, e me fez passar pelas águas que me davam pelos lombos.

E mediu mais mil, e era um rio, que eu não podia atravessar, porque as águas eram profundas, águas que se deviam passar a nado, rio pelo qual não se podia passar”
(v3-5).

Para estarmos abastecidos de Deus não basta ter uma botija para levar um estoque de unção para andar por aí e depois voltar para pegar mais. Existe um rio, que deve nos levar, tomar conta de tudo, nos inundando. O Espírito Santo é quem nos conduz.

Não podemos nos acomodar. Quando estiverem medindo, e o nível da água estiver somente nos tornozelos, devemos dizer: “quero mais, quero ser levado por esse rio”!

Quando desejamos e temos sede dessas águas Ele mede mais uma côvada. Foram quatro medidas para que as águas transbordassem. E quando as águas viram rio nós mergulhamos. Ou seja, deixamos tudo para trás pois queremos algo mais profundo.

O que não tem deixado nos jogar no rio de Deus? Quando mergulhamos vamos para onde o rio levar. Isso é só para gente ousada que diz: “me dirige Senhor, quero ser conduzido”!

Quando sou abastecido das águas desse rio eu tenho vida, cura e multiplicação. O rio nutre tudo o que está ao redor. Às margens do rio havia grande abundância de árvores. As águas desciam pelo deserto, entrando no mar.

Quem entrar nesse rio, viverá.
“... e haverá muitíssimo peixe, porque lá chegarão estas águas, e serão saudáveis, e viverá tudo por onde quer que entrar este rio” (v9).

Os pescadores tem onde estender suas redes:
“o seu peixe, segundo a sua espécie, será como o peixe do mar grande, em multidão excessiva” (v10).

De um lado a outro do rio, pelas margens
“... nascerá toda a sorte de árvore que dá fruto para se comer; não cairá a sua folha, nem acabará o seu fruto; nos seus meses produzirá novos frutos, porque as suas águas saem do santuário; e o seu fruto servirá de comida e a sua folha de remédio” (v12).

São as mesmas águas que nutrem a videira. “Num bom campo, junto a muitas águas, estava ela plantada, para produzir ramos, e para dar fruto, a fim de que fosse videira excelente” (Ez 17:8).
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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Qual o seu limite?

Uns não saem do lugar, outros vão até o limite. Qual é o nosso limite? Quando estamos inseridos nos planos de Deus a pergunta pode ser outra – o que nos limita? O Senhor quer nos usar até o ponto em que nós deixarmos. Quem está disposto a mergulhar de cabeça?

É comum nossas mentes estarem limitadas. Muitas vezes queremos milagres sem tomar uma posição para participar do banquete de Deus. 

O medo é algo limitador. Só que Deus não quer saber das nossas limitações e argumentos (tempo, idade, condição econômica). Ele só quer que estejamos dispostos. 

Não devemos limitar a nossa vida espiritual de acordo com nossa vida natural, pois Deus nos chama para coisas espirituais. Gideão temia e duvidava de seu chamado. Ele pedia provas: “Eis que eu porei um velo de lã na eira; se o orvalho estiver somente no velo, e toda a terra ficar seca, então conhecerei que hás de livrar a Israel por minha mão, como disseste” (Juízes 6:37). Mas se fosse necessário o Senhor faria até chover lã para que aquele homem pudesse entender o chamado.

Idade também não pode ser um limite. “Estou muito velho” ou “sou novo demais” não pode ser um obstáculo. “Disse então Zacarias ao anjo: Como saberei isto? pois eu já sou velho, e minha mulher avançada em idade” (Lc 1:18). O Senhor permitiu que Zacarias ficasse mudo durante um tempo, por conta de sua incredulidade.

Pessoas nos limitam, caçoam, afrontam. A atitude do apóstolo Paulo muito nos ensina, pois ele abriu mão do conforto, bem-estar, comida e horas de sono, para cumprir sua missão. “São ministros de Cristo? (falo como fora de mim) eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes...” (II Co 11:23).

Devemos sempre rever nossos conceitos para entender o preço da multidão, através daquilo que Paulo aprendeu e confirmou após tudo o que passou – que em todas as coisas somos mais do que vencedores (Rm 8:37).
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terça-feira, 21 de abril de 2009

Podagem benéfica

“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador” (Jo 15:1)

Regar bem, garantir luz do sol, colocar adubo”. Assim diria um aprendiz de lavrador quando questionado sobre os cuidados essenciais para a saúde e crescimento de uma planta. Mas o lavrador experiente acrescentaria na lista o item indispensável: a mutilação. Trata-se da podagem – um cuidado ou mutilação benéfica para diferentes tipos de planta.

Sem dúvida é uma agressão ao corpo da planta, realizada de acordo com o objetivo do lavrador. Existe a questão estética, para tirar galhos velhos e secos. Porém, a mais importante é aquela necessária para o crescimento saudável da planta.

“Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (v5). Se Jesus diz que é a videira nós somos as ramificações, que além do efeito visual somos partes feitas para a frutificação.

Jesus defende a podagem: “Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto” (v2). Essa podagem acontece dentro de nós, através do corte de pensamentos, hábitos e atitudes que não são saudáveis em nós.

“Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado. Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim” (v3 e 4).

Um galho seco pode parecer um mero galho seco, que poderia ficar lá. Mas um bom lavrador sabe que, através da poda, irá tornar a planta mais produtiva. Por mais que já tenha dado fruto aquela ramificação da planta atrofia, impedindo que a seiva que vem da raiz gere novos frutos.

Jesus quer nos tornar pessoas mais produtivas, pois Ele é a videira. Muitas pessoas frutíferas precisam “podagens”, em áreas da vida em que podiam estar crescendo, mas que ainda não romperam por algum empecilho. O galho seco poderia ficar ali, anônimo. Mas o fato é que essa parte infrutífera continua recebendo alimento, que é desperdiçado numa parte que está seca.

Para garantir o crescimento e evitar desperdícios o lavrador não abre mão da podagem. Ao contrário das plantas nós temos o direito de escolher sermos podados. “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me” (Lc 9:23).

Que nos fez nos conhece, assim como o lavrador conhece bem a fisiologia da planta, do cuidado que ela precisa e como deve ser feito para que tudo saia bem.

Da parte cortada nasce uma nova planta, chamada renovo. É uma plantinha que nasce com vigor diferente, pois apesar do tamanho ela recebe a mesma quantidade de alimento que recebia a planta grande. Assim ela cresce de forma diferenciada, que enche os olhos do lavrador.

“Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito. Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos” (v7 e 8).
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Ministros de Deus

Temos um propósito na vida, que não é pequeno. Por que desejar ser qualquer coisa se Deus não quer isso para nós? Foi Ele quem “nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica” (II Co 3:6). Se Ele habilitou é porque já sonhou; como sempre, sonhos mais altos que os nossos. Deus nos criou para sermos ministros. Que cargo é esse?

Desde a criação o homem foi feito ministro, para que tivesse domínio sobre o que o Dono de tudo havia criado (Gn 1:26). Quando uma responsabilidade é colocada nas mãos de alguém é porque a outra tem confiança, por terem as mesmas características, serem parecidos. Mesmo sendo feito a imagem e semelhança do Pai, o cargo que não foi zelado por causa da quebra de princípio.

Quem exerce um cargo delegado por Ele precisa pensar antes de agir, sempre ligado ao Espírito Santo. Somente o amor pela obra nos leva ao zelo, nos fazendo obedecer por fidelidade. A Palavra dá exemplos de ministros selecionados por Deus.

Jesus
“E grande multidão o seguia, porque via os sinais que operava sobre os enfermos” (Jo 6:2).

Operar maravilhas - Por onde passava Jesus operava maravilhas, que testificavam que havia sido enviado por Deus. As pessoas também podem ver sinais nos dias de hoje, pois o Senhor nos levanta como ministros para impactar vidas. Ele fazia tudo com amor e autoridade Os demônios o temiam e as multidões o seguiam (Mt 17:17).

Suportava as tribulações – Jesus tinha firmeza de caráter. Foi testado no deserto, quando tinha fome e sede, mas usou a Palavra. “E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te para trás de mim, Satanás; porque está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás” (Lc 4:8). Grandes afrontas vinham, a exemplo dos fariseus. Mesmo nos dias difíceis é preciso ter firmeza de caráter.

Pedro
“Mas Pedro, respondendo, disse-lhe: Ainda que todos se escandalizem em ti, eu nunca me escandalizarei” (Mt 26:33).

“Mas ele negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes” (Mt 26:70).

“E lembrou-se Pedro das palavras de Jesus, que lhe dissera: Antes que o galo cante, três vezes me negarás. E, saindo dali, chorou amargamente” (Mt 26:75).

Mesmo por caminhos tortuosos Pedro tornou-se um grande ministro de Deus. Isso porque Deus o viu além do mentiroso. Nos primeiros passos do ministério até a sombra de Pedro curava. A Palavra era ministrada por ele de forma ousada, convertendo multidões (At 3). O Senhor sonhou com Pedro, e Pedro foi tudo o que Ele sonhou.

Paulo
“E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu” (At 9:3).

Paulo foi um vaso escolhido por Deus. Quem no passado matava cristãos passou a converter multidões. Vendo a trajetória de pessoas usadas grandemente podemos pensar que ganharam uma vantagem a mais de Deus.

Muitos conseguem se visualizar nas melhores posições na área profissional, fazendo doutorado, tendo um bom salário e alcançando reconhecimento. Só que Deus nos vê grandes em Sua obra também. Precisamos ter o desejo de curar, fazer coisas extraordinárias, ter uma unção irresistível como a de Josué. Queira ser representante da autoridade. Deus deseja que sejamos tomados pela plenitude para que possamos fazer obras iguais ou maiores que Jesus.

“Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai” (Jo 14:12).
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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O que somos em relação a Deus?

Quem está em Cristo é nova criatura. Mas o que somos além disso? O que implica ser uma nova criatura em Jesus? Quando entregamos nossas vidas à Sua direção do Senhor tudo se faz novo. Não apenas dentro de nós, mas em novas tarefas.

Embaixadores
“De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus”(II Co 5:20).

Um embaixador é um emissário. É a categoria mais alta de representante diplomático de um Estado junto de outro ou de um organismo internacional. O embaixador representa outras pessoas em outros lugares.

Da mesma forma quem é nova criatura passa a realizar a diplomacia entre o céu e a terra, pois muitos estão “brigados” com Deus sem saber. Acham que está tudo normal, sem saber que o pecado as distancia da comunhão com o Pai. Em nome do maior Embaixador na terra - Jesus, somos responsáveis por realizar “acordos de paz” através do evangelho. As pessoas precisam ser conciliadas com Deus.

Ministros
“Que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus” (I Co 4:1).

“O Espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos” (Is 61:1).

Para nos habilitar para o serviço Ele nos enche do Espírito Santo. Um ministro é um executor, um auxiliar de nível elevado, que deve estar habilitado por esse requisito. Um ministério não é apenas liderar pessoas na igreja ou cantar. Um ministério é um cargo, incumbência, um cargo, uma função. Não importa qual seja. Tudo o que fazemos, dentro e fora da igreja, que faça prova que Deus está agindo em nossa vida, pode ser considerado um ministério.

Jesus está levantando ministros. Não para que façam parte da multidão, mas que ajudem as multidões. Não apenas para sentar no banco da igreja, só ouvindo; mas para que trabalhem por uma obra que vale a pena.

Noiva
“E serás uma coroa de glória na mão do SENHOR, e um diadema real na mão do teu Deus. Nunca mais te chamarão: Desamparada, nem a tua terra se denominará jamais: Assolada; mas chamar-te-ão: O meu prazer está nela, e à tua terra: A casada; porque o SENHOR se agrada de ti, e a tua terra se casará. Porque, como o jovem se casa com a virgem, assim teus filhos se casarão contigo; e como o noivo se alegra da noiva, assim se alegrará de ti o teu Deus” (Is 62:3-5).

Uma noiva é a prometida. É alguém que está debaixo de um compromisso pré-nupcial. Não é uma situação volátil de uma amizade, flerte ou namoro. Uma noiva declara solenemente, para todos, que vai casar.

Não somos a noiva inteira, mas uma parte dela – a igreja. Quando o noivo voltar (Jesus) deverá encontrar uma noiva perfeita, imaculada e irrepreensível. É obrigação da noiva a mudança de caráter, para manter essa pureza. É necessário pensar como noiva, pois várias coisas perfeitas compõem uma grande coisa perfeita. Uma parte imperfeita não se somará ao conjunto no grande momento, que não tem data nem hora.

Os embaixadores lidam com as multidões. Os ministros administram parte do todo. A noiva é unidade em si mesma. Nada do que fizermos será para o nosso mérito, e sim para anunciar o nome do Senhor. Como embaixador represente Deus. Como ministro, ajude, auxilie. Como noiva, se prepare.
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Fugindo da presença de Deus

No horário de sempre, no lugar de sempre, Deus o procurou, mas não o encontrava no jardim. O homem estava escondido, pois algo estava fora dos conformes e o Pai já sabia o que era. Por ser um Deus de princípios e transparente, não escondeu nada do homem e da mulher. De todos os frutos do jardim todos eram permitidos, com exceção de um, somente um. Ele estabeleceu um princípio e deixou claro o que aconteceria com eles caso desobedecessem.

Eva não foi enganada pela serpente, mas fez uma escolha que foi conveniente ao ver que o fruto tinha aspecto atraente e poderia trazer algo diferente: o conhecimento do bem e do mal. Os dois escolheram pecar, pois conheciam o princípio. Eles conheciam bem esse princípio, tanto que se esconderam da presença de Deus imediatamente, já envergonhados por estarem nus (Gn 3:1-13).

Por estar errado o homem saiu do lugar do encontro, fugiu e se escondeu. Teve medo das consequencias. Elas vieram, como o Senhor havia alertado. Além da expulsão do jardim veio outros fatores, como a necessidade do trabalho, as dores (no caso de Eva).

Da mesma forma que os dois tinham o livre arbítrio todos nós temos para fazermos o que quisermos. Mesmo assim Ele alerta que "todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm" (I Coríntios 10:23). Por isso não há graduação de pecado, mais grave ou menos grave, pois tudo é abominável e gera consequencia.

O livro de Jonas começa com o próprio se levantando para fugir da face do Senhor (v3). Ele estava sendo levantado como profeta, com a tarefa de evangelizar uma cidade inteira; Nínive. Mais adiante ele mesmo se identifica, informando que era hebreu. Ou seja, não era comum; era um homem de Deus. Apesar disso ele não apenas pegou um barco para ir em direção oposta a que foi determinada. Jonas fugiu e foi até o porão do barco, se esconder e dormir.

Assim como Deus achou Adão também achou Jonas, pois é onipresente, onipotente e onisciente. “Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça” (Isaías 59:2). Fugir é a atitude de que errou, mas ainda não teve arrependimento, que não é o mesmo que remorso ou peso. O remorso é apenas o medo da consequencia.

Da mesma forma que, ironicamente, alguns não vão ao médico porque estão doentes, alguns não querem mais ir para a igreja porque pecaram. Se achar que há um clima diferente entre liderança e liderado, por este saber que fez algo errado, decide não ir à célula. Pensam no que os outros vão pensar dele, ao invés de pensar no que Deus acha deles.

Não é certo concluir que Deus é mal e não nos ouve. Ele é um Deus justo, que está de ouvidos e olhos abertos para aqueles que buscam o arrependimento sincero. Uns vão para Tamis, outros para a moita. Pedro, que negou Jesus três vezes, voltou a ser pescador. Mas o Senhor o procurou, o perdoou, o limpou e o chamou para ser pescador de homens. O Senhor está de ouvidos e olhos abertos.

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça”. (I Jo 1:9)
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Oferta desagradável X sacrifício vivo

“Mas o que eu fiz de errado afinal?” Nem sempre as pessoas têm a real dimensão do que estão sendo e fazem para Deus. Não há mais interrogações do tipo como em Malaquias, que não é útil apenas para despertar a atenção do povo para dízimos e ofertas. E sim para repensar atitudes.

O contexto descrito no capítulo 1 remete a um povo de origens e costumes misturados. Em meio a essa mistura o povo do Senhor estava disperso, fazendo coisas erradas. Por isso Deus levanta um profeta para exortar o povo, e abrir seus olhos para aquelas falhas e brechas que haviam surgido e estavam se agravando. Malaquias os lembra do amor de Deus para corrigi-los. “Mas corrigir do quê, afinal”, questiona o povo.

1 Peso da palavra do SENHOR contra Israel, por intermédio de Malaquias.
2 Eu vos tenho amado, diz o SENHOR. Mas vós dizeis: Em que nos tem amado? Não era Esaú irmão de Jacó? disse o SENHOR; todavia amei a Jacó,
3 E odiei a Esaú; e fiz dos seus montes uma desolação, e dei a sua herança aos chacais do deserto.
4 Ainda que Edom diga: Empobrecidos estamos, porém tornaremos a edificar os lugares desolados; assim diz o SENHOR dos Exércitos: Eles edificarão, e eu destruirei; e lhes chamarão: Termo de impiedade, e povo contra quem o SENHOR está irado para sempre.
5 E os vossos olhos o verão, e direis: O SENHOR seja engrandecido além dos termos de Israel.

Deus declara seu amor por aquele povo e com paciência o lembra de que fez de tudo para destruir seus inimigos e continuará fazendo, quantas vezes forem necessárias. Ou seja, mesmo sem precisar, Deus os lembrava o quanto já tinha feito por eles.

6 O filho honra o pai, e o servo o seu senhor; se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o meu temor? diz o SENHOR dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome. E vós dizeis: Em que nós temos desprezado o teu nome?
7 Ofereceis sobre o meu altar pão imundo, e dizeis: Em que te havemos profanado? Nisto que dizeis: A mesa do SENHOR é desprezível.


O Senhor lembrava o povo que eles tinham um Pai que os amava. Mas onde estava a honra para um Pai tão dedicado? Onde estava o respeito? O temor? Pelo contrário, ao invés de gestos de amor e gratidão o amoroso Pai recebia ofertas indignas e impuras dos filhos.

8 Porque, quando ofereceis animal cego para o sacrifício, isso não é mau? E quando ofereceis o coxo ou enfermo, isso não é mau? Ora apresenta-o ao teu governador; porventura terá ele agrado em ti? ou aceitará ele a tua pessoa? diz o SENHOR dos Exércitos.
9 Agora, pois, eu suplico, peça a Deus, que ele seja misericordioso conosco; isto veio das vossas mãos; aceitará ele a vossa pessoa? diz o SENHOR dos Exércitos.
10 Quem há também entre vós que feche as portas por nada, e não acenda debalde o fogo do meu altar? Eu não tenho prazer em vós, diz o SENHOR dos Exércitos, nem aceitarei oferta da vossa mão.


Se era para ser dessa forma o Pai preferia não receber aquelas ofertas, para que os filhos não acarretassem ainda mais maldição para suas vidas.

As ofertas eram um espelho de como estava a vida deles com Deus. Pessoas cujas vidas são ofertas desagradáveis a Deus. O ritual de ofertas, citados no Antigo Testamento, deveria ser de algo perfeito, o melhor dos seus animais ou frutos da terra, levados ao altar. Só que isso acabou virando um ato mecânico, onde não se procurava fazer e ofertar o melhor, abrindo brechas para os animais defeituosos, mancos, doentes.

Da mesma forma há muitas pessoas incapazes de oferecer o seu melhor tempo para Deus, a melhor oração, o melhor louvor, a melhor adoração. Preferem empurrar com a barriga a “vida de igreja” que se acostumaram a viver. Estar na casa do Senhor vira um protocolo, um ritual feito com peso. É o chamado sacrifício tolo. O oposto do sacrifício do salmista, que é a sua própria vida. Uma escolha que, de longe, não era um peso, nem um fardo. Muitos não se dão ao trabalho de agradar a Deus, mesmo sabendo que Ele merece.

11 Mas desde o nascente do sol até ao poente é grande entre os gentios o meu nome; e em todo o lugar se oferecerá ao meu nome incenso, e uma oferta pura; porque o meu nome é grande entre os gentios, diz o SENHOR dos Exércitos.
12 Mas vós o profanais, quando dizeis: A mesa do Senhor é impura, e o seu produto, isto é, a sua comida é desprezível.
13 E dizeis ainda: Eis aqui, que canseira! E o lançastes ao desprezo, diz o SENHOR dos Exércitos; vós ofereceis o que foi roubado, e o coxo e o enfermo; assim trazeis a oferta. Aceitaria eu isso de vossa mão? diz o SENHOR.
14 Pois seja maldito o enganador que, tendo macho no seu rebanho, promete e oferece ao Senhor o que tem mácula; porque eu sou grande Rei, diz o SENHOR dos Exércitos, o meu nome é temível entre os gentios.


O povo queria receber o amor de Deus, mas fugia da justiça. Queriam a parte fácil: abundância, prosperidade, etc. Fugiam da justiça, pois sabiam que não ofereciam o suficiente e não aceitavam que a justiça não anula o amor. Sem dó, muitos trazem suas ovelhas mancas e pão imundo para oferecer ao Pai, pois não tem coragem de ofertar as partes que insistem em comandar: sentimental, financeira, caráter, etc.

Para nós não falta um modelo de como ofertar, pois Deus não deu uma parte – deu logo o único Filho em sacrifício. Não é o mesmo que entregar o que lhe convém, mas sim algo perfeito e de valor. Um cabrito defeituoso é uma tentativa de enganar os sacerdotes, ludibriar o Senhor e enganar a si mesmo.

“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. (Rm 12:1)
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sábado, 10 de janeiro de 2009

Para onde aponta a bússola?

Bússola é um utensílio que abriga uma agulha magnética móvel em torno de um eixo. Sua montagem tem como objetivo a orientação. Não importa onde a pessoa esteja; a agulha sempre apontará para o norte; para o grande pólo. Dessa forma não há como se perder. Isso, com uma única e crucial exceção. Quando a bússola entra em contato com um ímã seu centro de gravidade é alterado. Logo, uma bússola imantada não orienta ninguém.

De forma semelhante as pessoas também podem ser como bússolas, na vida espiritual. A diferença é que temos o poder de decisão se queremos ou não apontar para o norte, virar ou não virar, obedecer ou não obedecer á direção de Deus.

(Números 9:21-23)
“Porém, outras vezes a nuvem ficava desde a tarde até a manhã, e quando ela se alçava pela manhã, então partiam; quer de dia quer de noite alçando-se a nuvem, partiam. Ou, quando a nuvem sobre o tabernáculo se detinha dois dias, ou um mês, ou um ano, ficando sobre ele, então os filhos de Israel se alojavam, e não partiam; e alçando-se ela, partiam.

Segundo a ordem do SENHOR se alojavam, e segundo a ordem do SENHOR partiam; cumpriam o seu dever para com o SENHOR, segundo a ordem do SENHOR por intermédio de Moisés”.

Mais do que a manutenção de sombra a nuvem representava sobrevivência para o povo que fazia a travessia pelo deserto. Quem se desviasse dela estaria exposto ao sol escaldante; iria padecer no deserto. Por trás da nuvem estava o próprio Deus, que dava as coordenadas corretas para que seguissem ou parassem.

Como uma bússola deixa de apontar para o norte?

Medo (Juízes 6:11-16)
“Então o anjo do SENHOR veio, e assentou-se debaixo do carvalho que está em Ofra, que pertencia a Joás, abiezrita; e Gideão, seu filho, estava malhando o trigo no lagar, para o salvar dos midianitas. Então o anjo do SENHOR lhe apareceu, e lhe disse: O SENHOR é contigo, homem valente.

Mas Gideão lhe respondeu: Ai, Senhor meu, se o SENHOR é conosco, por que tudo isto nos sobreveio? E que é feito de todas as suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o SENHOR subir do Egito? Porém agora o SENHOR nos desamparou, e nos deu nas mãos dos midianitas.

Então o SENHOR olhou para ele, e disse: Vai nesta tua força, e livrarás a Israel das mãos dos midianitas; porventura não te enviei eu? E ele lhe disse: Ai, Senhor meu, com que livrarei a Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu o menor na casa de meu pai”.

Uma bússola perde a utilidade por causa do medo, da dúvida, questionamento, falta de fé, incerteza no cumprimento do chamado. É uma agulha que, estagnada, aponta para o lugar errado.

Teimosia (Jonas 1:1-3 e 17)
“E veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até à minha presença. Porém, Jonas se levantou para fugir da presença do SENHOR para Társis. E descendo a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem, e desceu para dentro dele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do SENHOR.

... Preparou, pois, o SENHOR um grande peixe, para que tragasse a Jonas; e esteve Jonas três dias e três noites nas entranhas do peixe”.

Mesmo diante de uma orientação de Deus as pessoas podem preferir a teimosia, pois ouvem, mas não fazem. Padecer é a consequência para quem está fora da direção. Nínive era uma cidade “dura” para pregar o evangelho, mas a orientação estava dada. Para os desobedientes sempre há um peixe grande, e muitos preferem ser engolidos a fazer a coisa certa.

Impaciência (I Samuel 13:5-9)
“E os filisteus se ajuntaram para pelejar contra Israel... Vendo, pois, os homens de Israel que estavam em apuros (porque o povo estava angustiado), o povo se escondeu pelas cavernas, e pelos espinhais, e pelos penhascos, e pelas fortificações, e pelas covas....

E esperou Saul sete dias, até ao tempo que Samuel determinara; não vindo, porém, Samuel a Gilgal, o povo se dispersava dele. Então disse Saul: Trazei-me aqui um holocausto, e ofertas pacíficas. E ofereceu o holocausto.

Antes das batalhas, para que a proteção de Deus estivesse com eles, eram oferecidos sacrifícios ao Senhor para que fossem abençoados. Impaciente, Saul decidiu fazer algo que só era permitido ao sacerdote. Pela impaciência enfrentamos batalhas, desprotegidos da bênção, para cair nas mãos dos inimigos.

O SENHOR É O NORTE. APONTE PARA ELE!

“A Ti, SENHOR, levanto a minha alma. Deus meu, em ti confio, não me deixes confundido, nem que os meus inimigos triunfem sobre mim. Na verdade, não serão confundidos os que esperam em ti; confundidos serão os que transgridem sem causa. Faze-me saber os teus caminhos, SENHOR; ensina-me as tuas veredas. Guia-me na tua verdade, e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação; por ti estou esperando todo o dia”. (Salmos 25:1-5)
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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Louvadeira

Se louvar é exaltar, glorificar, aplaudir, elogiar, enaltecer, o que seria uma “Louvadeira”? Foi uma festa e tanto na noite de sábado (18) no primeiro aniversário da Rede de Jovens da Casa do Pão. Muita música, muita dança, alegria e louvor ao Rei da festa - Jesus. Foi Ele quem ensinou: "Jovens, escrevo-vos, porque vencestes o maligno. Eu vos escrevi, filhos, porque conhecestes o Pai" (1Jo 2:13). Todo mundo estava só alegria. A líder da rede, Késya (xêro!) estava só alegria. Nossos pastores estavam só alegria, por viverem um tempo novo no Senhor. Que venha o próximo niver!

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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Eu não vou desistir! Verei além!

“A minha graça te basta,
porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.
(...) Porque quando estou fraco,
então sou forte” (II Co 12:9-10)

Há tempos de dor, frustrações, solidão, fome, sede, choro... É difícil continuar, sem saber onde é o fim do deserto, quando a situação vai mudar. Mesmo parecendo que não existe nada ou ninguém por você, precisamos ter a noção que Deus está no controle. Você não está só!

O deserto não vem para nos enfraquecer ou para nos fazer desistir. Ele vem para nos moldar, para nos fazer amadurecer, para testar nossa fé e para nos fazer ouvir a voz de Deus. Por isso não podemos desistir, não podemos retroceder. Devemos ter um caráter indesistível!

NÃO VOU DESISTIR!
Nós não somos dos que retrocedem, pois “o meu justo viverá da fé. E, se ele retroceder, a minha alma não terá prazer nele. Nós, porém não somos dos que retrocedem para perdição, mas daqueles que crêem para conservação da alma” (Hb 10:38-39). Nós somos do Senhor, temos que ter certeza disso!

SEJA INDESISTÍVEL!
Não podemos ser inconstantes, fracos e abalados por qualquer coisa. Que ataque é capaz de te fazer olhar para trás, de te fazer desistir ou de paralisar tua fé? Tudo é superável, só precisamos ter um caráter indesistível! “Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3:14) e “como flechas na mão do valente, assim são os filhos da mocidade” (Sl 127:4). Deus está no controle! Ele é o Valente e nós as flechas rumo ao alvo!

NUNCA PARE DE LUTAR!
Não deixe o deserto te fazer duvidar e fraquejar. Não permita que o calor, que a sede, que a falta de fartos manjares se tornem motivos para te fazer desistir da caminhada. Lembre-se que “Em tempo de guerra nunca pare de lutar, não baixe a guarda, nunca pare de lutar. Em tempo de guerra nunca pare de adorar. Libera a palavra, profetiza sem parar: O ESCAPE, O DESCANSO, A CURA E A RECOMPENSA VEM SE DEMORA”.

NÃO DESISTIR
Não deseje sua antiga sua vida.
Não deseje viver as práticas comuns aos ímpios.
Não permita que a incredulidade entre na sua vida e que construa seus alicerces.
Não permita que seu coração se feche para o Senhor.
Não se permita abandonar a oração. A palavra deve ser sempre sinônimo de alimento.
A santidade não pode tornar-se uma condição facultativa.
Não permita que os problemas e o deserto tomem 1º lugar no seu coração, pois tudo isso é sinônimo de desistir e retroceder!

BUSCAR TUA FACE É PRECISO
“Quando tudo parece estranho ao redor, buscar Tua face é preciso Deus. Quando a gente não sabe o que está ocorrendo, buscar Tua face é preciso Deus.
Quando a fúria dos ventos vem contra nós e a vontade é sumir e calar a voz...
É nessa hora que a gente precisa lutar e jamais desistir. Justamente agora é o momento de se humilhar e buscar a face de Deus.”

NUNCA DESISTIR
Não parar de orar
Não parar de adorar
Não parar de profetizar
Não parar de interceder
Não parar de vigiar
Não parar de buscar
Não parar de ler a bíblia
Não para de sonhar
Não desistir do seu chamado.
Não deixar de ter fé: No deserto a fé é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver.

VEREI ALÉM!
O exemplo de Elias:

“Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra. E orou outra vez, e o céu deu chuva, e a terra produziu o seu fruto.” (Tg 5:17-18)

Então Elias, o tisbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Vive o SENHOR Deus de Israel, perante cuja face estou, que nestes anos nem orvalho nem chuva haverá, senão segundo a minha palavra. (I Rs 17:1)

E sucedeu que, depois de muitos dias, a palavra do SENHOR veio a Elias, no terceiro ano, dizendo: Vai, apresenta-te a Acabe; porque darei chuva sobre a terra. (I Rs 18:1)

Então disse Elias a acabe: Sobe, come e bebe, porque há ruído de uma abundante chuva. E Acabe subiu a comer e a beber; mas Elias subiu ao cume do Carmelo, e se inclinou por terra, e pôs o seu rosto entre os seus joelhos. E disse ao seu servo: Sobe agora, e olha para o lado do mar. E subiu, e olhou, e disse: Não há nada. Então disse ele: Volta lá sete vezes. E sucedeu que, à sétima vez, disse: Eis aqui uma pequena nuvem, como a mão de um homem, subindo do mar. Então disse ele: Sobe, e dize a Acabe: Aparelha o teu carro, e desce, para que a chuva não te impeça. E sucedeu que, entretanto, os céus se enegreceram com nuvens e vento, e veio uma grande chuva; e Acabe subiu ao carro, e foi para Jizreel. (I Rs 18:41-45)

Há três anos não chovia na terra. Os rios secaram, as árvores não deram fruto, não houve colheita, os animais morreram. Imagine aquelas pessoas como fome e sede. Era tempo de escassez, tempo de deserto. Elias estava munido da Palavra e da promessa de Deus. Ele confiou. Pela demora e pelas circunstâncias ele poderia ter desistido, mas não desistiu. No tempo certo Deus o levou a presença do Rei e ele anunciou a chuva.

Elias anunciou a chuva sem ao menos ter uma nuvem no céu! Depois de orar sete vezes um homem veio e disse que via uma pequena nuvem, do tamanho da mão de um homem, mas ele viu além. Viu que era sinal de uma grande chuva! O Senhor também quer que vejamos além das circunstâncias, além do que o deserto nos mostra. Por isso não podemos desistir. Vamos deixar de ver uma pequena nuvem e ver uma abundante chuva!

NÃO DESISTA. NUNCA PARE DE LUTAR. VEJA ALÉM!
Parar de olhar para os problemas como se fossem montanhas para te fazer retroceder, mas ver uma oportunidade de superação e amadurecimento.
Não ver somente uma Palavra legal, mas ver um momento de despertar espiritual.
Muitos estão secando por dentro, com uma solidão, uma aridez na alma..Mas o Senhor quer trazer chuva abundante ao nosso deserto. Não desista! Nunca pare de lutar! Veja além! A abundante chuva de Deus chegará até você!
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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O Olhar de Deus

Se preocupar com o que vão pensar de você, o que estão achando da sua roupa, do seu cabelo, o que pensam do seu jeito de falar, seu comportamento... São tantas preocupações com o pensamento das pessoas, que muitas vezes nos esquecemos o que o Pai pensa ao nosso respeito, como ele nos vê, o tipo de olhar que Ele tem ao nos perceber.

Muitas pessoas, mesmo estando na igreja, ou não, como filhos de Deus ainda não perceberam a condição em que estão, não conseguem ver o que são para Deus, não conhecem a visão de Deus a nosso respeito.
Para Ele, somos importantíssimos, se não fossemos, Seu filho não teria morrido na cruz por nós:

Tt. 2:14, a prova do amor de Cristo foi Sua morte, para nos santificar e tornarmos um povo especial para Deus, um povo todo dEle.

Max Lucado em seu livro “Ele Escolheu os Cravos”: “Quando lhe pediram para descrever a amplitude do seu amor, Jesus abriu um braço para a direita e o outro para a esquerda, e colocou as mãos na posição em que foi pregado, para que você soubesse que Cristo morreu por amá-lo”

O que somos para Cristo?

Em Ex. 19:5-6 Moisés fala para os filhos, os obedientes, que nós somos a propriedade particular de Deus em meio de muitos o Senhor nos tem como propriedade, só dEle, somos especiais, somos o reino sacerdotal e povo santo.

I Pe. 2:9 Deus nos tem como geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido. Deus nos escolhe, nos faz príncipes, nos santifica. Somos tão importantes para Deus que temos uma responsabilidade muito grande: anunciá-Lo ao mundo.

Rm. 8:16-17 Somos herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, compartilhamos a herança de Deus com Cristo, isso quer dizer que temos direito a todas as promessas que Deus fez um dia a seu povo.

Is. 43:4 Somos preciosos ao Senhor, Ele nos ama, dá qualquer coisa por nós, para nos ter, para que sejamos propriedade dEle.

Jr. 29:11 Pelo amor que o Senhor tem pelos seu filhos Ele projeta planos bons, de paz.

Jo. 16:24 O Senhor está disposto a dar o que pedimos, se for bom para nós, se for benção, isso tudo para nos ver felizes.

Não somos apenas criaturas do Senhor, somos filhos, amados e desejados por Ele, entenda a responsabilidade de sermos Os Amados dEle e o que Ele quer de nós: deseja a reciprocidade desse sentimento, a maior intimidade com Ele, a preocupação de agradá-Lo.
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terça-feira, 26 de agosto de 2008

Os sonhos do coração

“Porque os meus pensamentos não são
os vossos pensamentos, nem os vossos
caminhos os meus caminhos, diz o Senhor,
(Is 55:8)
.
Quando tudo dá certo ele é nobre, bondoso, puro. Do contrário, quando nossos sonhos são frustrados a culpa é dele – o coração. E como já fizeram músicas falando sobre ele! Bobo, mole, burro, bandido, tolo, vagabundo. Não faltam adjetivos para jogar as responsabilidades por tristezas e fracassos. “Ah, esse meu coração”, lamenta o frustrado.

Os sonhos dos corações costumam ser equivocados, limitados e até malucos. Cada sonho é dirigido ao Pai, que vai anotando cada pedido. Pela boca do sonhador o pedido parece perfeito: quero ser isso, quero ter aquilo, quero morar ali. E o Pai traduz: quer ser enxugador de gelo, quer usar bomba atômica como travesseiro, quer morar num prédio em chamas.

Tem gente que consegue realizar aquele sonho “perfeito” e dá graças a Deus, como se Ele pudesse dar de presente uma barca furada para um filho amado. Quando afunda vem a lamentação: por que meu Pai? Aquelas milhares de músicas sobre o coração não estão erradas. Como bem alertou o Senhor “enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?”(1). São aqueles que esquecem que “o coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa vem dos lábios do Senhor" (2).

Aquele que esquadrinha nossos corações sabe que nem tudo é executável na lista de pedidos. O mundo viraria uma tragédia sem precedentes se cada um desses sonhos virasse realidade, como aconteceu no filme O Todo Poderoso, quando o homem ocupou o lugar de Deus. Imagine quantos camisas 10 da seleção teríamos num único jogo? O palco do Luciano Huck não teria espaço para tantas dançarinas, nem o Brad Pitt teria como sustentar milhares de esposas. Outros perderão o sentido da vida assim que conhecerem aquele ídolo do pôster.

Muitos corações têm sonhos bons e coerentes, porém limitados. Será que Michael Phelps não tem mais o que sonhar porque já ganhou oito medalhas olímpicas e quebrou todos os recordes possíveis? Tem gente que sonhou e teve as recompensas. Casou, teve filhos, foi promovido, comprou carro, foi curado, passou no vestibular, pagou aquela dívida, teve um aumento, fez aquela viagem, viu a família aceitar Jesus, gravou um cd de louvor, foi a Jerusalém. E por que parou de sonhar?

Alguns sonham errado, fazendo também pedidos errados a Deus, que responde: “Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á também o meu” (3). Outros simplesmente param de sonhar ou sonham pouco, esquecendo que “assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos” (4).

Na dúvida “rasgai o vosso coração, e não as vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal” (5).

(1) Pv 16:1
(2) Jr 17:9
(3) Pv 23:15
(4) Is 55:9
(5) Jl 2:13
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terça-feira, 19 de agosto de 2008

Despedaçando a vergonha

“Ele ergue do pó o desvalido e do montouro,
o necessitado, para assentar ao lado dos príncipes,
sim, com os príncipes do seu povo.” (Sl 113: 7-8)
.
Oh céus, oh vida, oh azar”, era o bordão de Hardy, a hiena do desenho animado que nunca acreditava que as coisas pudessem dar certo. Como era engraçado ver aquele personagem todo curvado, tristonho, jogando pessimismo nos planos mirabolantes do amigo leão. Como em toda piada, nada é engraçado quando passa para a vida real. “Oh dia, oh azar” é o começo e o fim da jornada diária de muita gente. O pessimismo nasce geralmente da falta de algo – recursos financeiros, saúde, qualidades, oportunidades. Até o lugar onde vivem acaba sendo um selo em seu destino, quando as pessoas se confundem com o ambiente.

Na Região Metropolitana de Belém há pessoas que moram em invasões apelidadas de “Elo Perdido” e “Sapolândia”, aonde não chega asfalto, saneamento nem dignidade. Uma moradora de área limite entre Belém e Ananindeua, sob nuvem de fumaça vinda do lixão clandestino, nem fazia questão de providências. Afinal, era melhor do que a época em que o lixo atraía moscas e embrulhava o estômago. “Fazer o quê?”, dizia, conformada com a realidade de pobreza. Talvez em seu coração ela dissesse: “quem sou eu pra exigir alguma coisa?”.

Imagine então o que sentiu aquele que se definia como “cachorro morto” e morava em Lo-Debar, que significa “sem palavras” ou “não verdejante”? Era Mefibosete, filho de Jônatas e neto de Saul, o primeiro rei de Israel. Com apenas cinco anos de idade uma avalanche de tragédias mudou a vida daquele nobre. Numa batalha contra os filisteus ficou órfão de pai e avô. Na pressa da fuga a ama deixou o menino cair de dos braços, num acidente que o deixou aleijado das duas pernas. (2 Sm 4)

Durante anos o esconderijo de Mefibosete foi um lugar inóspito onde não havia pasto, semelhante ao coração daquele cujos sonhos e promessas pareciam mortos. A origem nobre, que não podia ser revelada por questão de segurança, não trazia consolo àquele anônimo aleijado, numa época sem cadeiras de rodas.

A sorte começou a mudar quando o rei Davi perguntou: “Resta ainda, porventura, alguém da casa de Saul para que use eu de bondade para com ele, por amor de Jônatas?” (2 Sm 9.3). Temeroso Mefibosete foi levado à presença do rei para ter tudo restituído. “Quem é teu servo, para teres olhado para um cão morto tal como eu?”, questionou inclinado diante do rei.

Ao órfão Davi concedeu status de filho, que comeu do pão assentado à mesa dos nobres. Era também a nobre família de Jesus, chamado Filho de Davi nas Escrituras. Mefibosete foi restituído, em nobreza, honra, dignidade e sonhos. Foi abençoado com a misericórdia e passou de cão morto à nobre. Mefibosete, com nome vindo da junção das palavras “despedaçado” e “vergonha”, ficou livre do decreto de morte.

Muitos Mefibosetes conseguem superar situações totalmente desfavoráveis. São coisas que só acontecem nas matérias do Globo Repórter – é o que muitos preferem concluir. Como o caso da senhora que começou um negócio a partir de R$1 que pediu emprestado. Como bem concluiu a matéria “começar o negócio com R$ 1 milhão teria sido bem mais fácil, mas Raimunda só tinha R$ 1”. Sem dinheiro, sem coragem, sem amigos, sem a saúde, sem emprego, sem beleza, sem dentes, muita gente vira cão morto, sem perceber que a mesa já está posta, à espera dos nobres.
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