sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Tempo de colheita em Belém

Quando chegamos numa situação extrema essa é a oportunidade para Deus agir. Quando esgotamos todas as armas humanas Deus começa a agir e fazer do Seu jeito. Se a situação que vivemos é nosso extremo este é um sinal de colheita. Belém da Judéia foi o lugar preparado para atrair pessoas que viviam situações extremas. Foi o caso de Rute e Noemi.

“E sucedeu que, nos dias em que os juízes julgavam, houve uma fome na terra; por isso um homem de Belém de Judá saiu a peregrinar nos campos de Moabe, ele e sua mulher, e seus dois filhos” (Rute 1:1).

Os filhos de Noemi morreram. Por isso não haveria mais um vínculo entre ela e as noras Orfa e Rute. Desamparada a matriarca decidiu voltar a Judá, fugindo da fome. Antes disso tratou de se despedir das noras, dizendo que não poderia gerar mais filhos, e se pudesse seria descabido esperar que crescessem e se casassem com elas, para voltarem a serem noras. Naquela situação a lógica definiria que elas fossem cuidar da suas vidas, aproveitando que eram jovens. Orfa partiu, mas Rute tomou uma firme decisão:

“Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus; onde quer que morreres morrerei eu, e ali serei sepultada. Faça-me assim o SENHOR, e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti” (Rute 1:16-17).

Rute decidiu fazer uma aliança forte e sem fundamento com uma mulher idosa, pobre, viúva, desamparada, que fugia de uma região de fome. “O teu Deus é o meu Deus”, declarou. Naquele momento ela abria mão de muitas coisas, como tempo, pessoas, terra, origem, descendência, sonhos; tudo para seguir a sogra velha onde ela fosse. Ela fez uma aliança com uma pessoa aliançada com Deus. Aliança é princípio de colheita. Abrir mão de algo é princípio de colheita.

Tudo parecia sofrimento na vida de Noemi, mas ela servia ao Deus vivo. Seu destino era ser “plantada” em Belém da Judéia, pois Deus muda o curso do rio para transformá-lo num oceano. Ele muda para projetar coisas maiores.

Para colher é necessário semear. Semeadura é um investimento, é uma aliança; fidelidade. Noemi e Rute chegaram a Belém, causando comoção entre todos. A amargura era tanta que a sogra queria ser chamada de Mara (que significa amarga; amargura). Mesmo em tristeza pela sua situação ela chegou a Belém no princípio da colheita das cevadas (v 1:22).

Apesar de não terem terra própria Rute foi logo para o campo, apanhar espigas (v 2:2). O servos das propriedades iam na frente; ela ia atrás, apanhando as sobras. Mesmo sem um território imediato há colheita para nós, mesmo que sigamos atrás dos profissionais, dos segadores grandes. Há colheita em Belém.

Pouco tempo depois Rute conheceu Boaz, homem valente e poderoso, da parentela de Noemi, que se compadeceu dela. Através da aliança que havia feito com a sogra, Rute teve um filho, tornando-se bisavó de Davi, logo, da família de qual viria Jesus. Os sonhos de Noemi também foram restaurados, tendo ainda a oportunidade de cuidar do filho de Rute. Deus não age sem propósito em nossas vidas.

***Rede de Mulheres. Na primeira quarta-feira de cada mês, as 19h30.
Site MANT Belém

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