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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Deixando nas mãos do Senhor

“Em qualquer tempo em que eu temer, confiarei em ti” (Salmo 56:3)

Há momentos em que queremos, literalmente, nos descabelar diante de situações difíceis. São decisões de vida ou morte que precisamos tomar e muitas vezes o desespero é a única saída que visualizamos. Daí choramos, fazemos tolices...

As mulheres são heroínas no dia-a-dia, funcionando em 220v para dar conta de tudo. Mesmo assim estão sujeitas a curtos-circuitos. Mas não é de hoje que Deus mostra a solução. “Toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos” (Pv 14:1). Nossa tarefa é administrar o conhecimento de Deus.

Sabedoria. Como aplicá-la quando tudo conduz ao desespero? Licença para se desesperar era o que tinha uma mulher chamada Joquebede, mãe de Moisés, que tornou-se exemplo de mulher sábia que confiava em Deus.

Na época o povo hebreu vivia escravizado no Egito (Êxodo 1). Observando o crescimento da população masculina entre os escravos o Faraó temeu, prevendo um fortalecimento do exército. Para evitar que no futuro os escravos se voltassem contra os egípcios ele tomou providências para assassinar os meninos recém-nascidos.

O decreto de morte deveria ser executado pelas mãos das parteiras, de forma camuflada. Elas, porém, temeram ao Senhor. Como o primeiro plano não deu certo veio a ordem do Faraó a todo povo: “A todos os filhos que nascerem lançareis no rio, mas a todas as filhas guardareis com vida” (v22).

Nesse contexto Joquebede deu à luz a Moisés, que nasceu formoso e robusto. Para salvar o filho ela foi sábia a ponto de, durante três meses, esconder de todos a criança, sem levantar suspeitas. Foi necessário muito controle emocional para encontrar a saída.

Não podendo mais escondê-lo, ela preparou um cesto revestido com barro e betume (de efeito impermeabilizante). Depois, colocou o menino dentro e o colocou à margem do rio Nilo. Sua expectativa era de que o cesto fosse avistado. Assim o foi:

A irmã pequena, Miriã, acompanhava o cesto de longe, para saber o que ia acontecer. Naquele momento a filha de Faraó foi lavar-se no rio, viu a criança e se compadeceu do menino hebreu. Foi a irmã do menino quem sugeriu, como ama, a própria mãe do bebê. A mulher pôde cuidar do filho, recebendo inclusive salário para isso. Assim Moisés foi criado na casa do Faraó como príncipe - o mesmo que iria tornar-se instrumento para libertação de seu povo do Egito.

Joquebede fez história através da confiança. Nós podemos seguir esse exemplo, tirando as coisas de nós e colocando nas mãos do Senhor. Quem lançaria o próprio filho num rio se não confiasse? Primeiramente temos que ser sábias a ponto de dizer que, a partir desse momento, lançamos algo aos cuidados do Senhor.

Para sermos abençoadas precisamos nos desapegar da pretensão de administrar tudo em nossas vidas e lançar o nosso cuidado ao Senhor. Há um momento em que não podemos fazer mais nada, a não ser lançar e confiar. Precisamos colocar o que nos é precioso dentro do cesto. Essa confiança deve ser para todas as áreas de nossa vida.

Desesperadas não podemos resolver nada. A nossa parte é confiar, o tempo todo. A parte do Senhor é nos dar sabedoria.

“Se te mostrares fraco no dia da angústia, é que a tua força é pequena” (Pv 24:10).

“Confiai nele, ó povo, em todos os tempos; derramai perante ele o vosso coração. Deus é o nosso refúgio (Selá)" (Sl 62:8).

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domingo, 8 de março de 2009

Deus quer que as mulheres cantem

Podemos até não ter afinação suficiente para que os outros suportem nossa cantoria. Mais do que um simples consolo, há alguém que deseja nos ouvir cantar. No geral, tudo o que achamos lindo vira inspiração para músicas, poemas, etc. 

Nem sempre encontramos motivos para cantar, diante das circunstâncias, quando olhamos somente para o hoje. “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” (Salmos 30:5). Mesmo quando o motivo nem sempre temos disposição para cantar e celebrar. 

“Então Miriã, a profetiza, a irmã de Arão, tomou o tamboril na sua mão, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamboris e com danças. E Miriã lhes respondia: Cantai ao SENHOR, porque gloriosamente triunfou; e lançou no mar o cavalo com o seu cavaleiro” (Ex 15:20-21).

Miriã tocou, dançou e cantou para celebrar a vitória do povo de Deus. Os livrando dos tempos de escravidão o Senhor abriu o Mar Vermelho e o povo passou a pé seco em meio aos paredões de água.

Nada melhor do que uma canção como declaração de amor. O amor foi tanto que teve gente que não se conteve. Somente Salomão compôs 1.005 canções e 3 mil provérbios (I Rs 4:32).

A Palavra é cheia de detalhes de como podemos louvar. “Louvai ao SENHOR com harpa, cantai a ele com o saltério e um instrumento de dez cordas” (Sl 33:2). O inimigo sempre fará de tudo para impedir ou atrapalhar nosso louvor e adoração. Nessas situações nos é reservada uma alegria que excede todo entendimento, quando a lamentação é trocada por um cântico novo. Será uma adoração mais agradável ao Senhor do que sacrifícios.

“Servi ao SENHOR com alegria; e entrai diante dele com canto” (Sl 100:2). Nosso dia-a-dia já e cheio de guerras, com o inimigo confabulando contra a nossa alegria. Mas ainda sim muitos preferem entrar na presença do Senhor com tristeza, num verdadeiro culto fúnebre, apesar da Palavra garantir que em nossas vidas até a tristeza saltará de alegria, quando buscarmos a presença do Senhor.

A alegria do Senhor é a nossa força. É comum, quando não conseguimos alguma coisa, dar espaço para a tristeza. Foi assim com Ana, que desejava ter um filho mas era estéril. Seu sonho virou um pesadelo. A lei da época permitia nessa situação que o marido tivesse uma segunda esposa, para garantir a descendência. Além de dividir o marido com outra ainda era obrigada a ouvir provocações e humilhações de outras mulheres, que debochavam dela, por não poder gerar um filho. 

Mesmo as coisas pequenas são capazes de roubar a nossa alegria. Na prática é mais fácil ficar triste do que alegre, quando um segundos de frustração encobrem as horas de felicidade. O inimigo rouba o sorriso de nossos lábios. O primeiro sintoma da tristeza é o semblante decaído, pois assim como a alegria aformoseia o rosto a tristeza nos deixa feias. Nem adianta esconder pois o rosto denuncia a tristeza.

Mas sempre precisamos de um momento para tomar uma decisão
, tomar um novo rumo. Ana tomou essa decisão, se ajoelhou no templo e derramou toda a sua amargura aos pés do Senhor. Era tanta tristeza que por mais que abrisse a boca não saia nenhum som. Quem viu achou até que estava bêbada. Mas quando o sacerdote percebeu o que acontecia liberou uma profecia, de que voltaria com um filho. 

Foi assim após seis anos. Suas lágrimas se transformaram em cântico e a tristeza em alegria. Assim será, sempre que contarmos tudo ao Senhor. De tanta satisfação, Ana também fez uma música.

“O meu coração exulta ao SENHOR, o meu poder está exaltado no SENHOR; a minha boca se dilatou sobre os meus inimigos, porquanto me alegro na tua salvação. 

...Não há santo como o SENHOR; porque não há outro fora de ti; e rocha nenhuma há como o nosso Deus. 

...Não multipliqueis palavras de altivez, nem saiam coisas arrogantes da vossa boca; porque o SENHOR é o Deus de conhecimento, e por ele são as obras pesadas na balança. 

....O arco dos fortes foi quebrado, e os que tropeçavam foram cingidos de força”
(1 Sm 1:1-17).
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Tempo de colheita em Belém

Quando chegamos numa situação extrema essa é a oportunidade para Deus agir. Quando esgotamos todas as armas humanas Deus começa a agir e fazer do Seu jeito. Se a situação que vivemos é nosso extremo este é um sinal de colheita. Belém da Judéia foi o lugar preparado para atrair pessoas que viviam situações extremas. Foi o caso de Rute e Noemi.

“E sucedeu que, nos dias em que os juízes julgavam, houve uma fome na terra; por isso um homem de Belém de Judá saiu a peregrinar nos campos de Moabe, ele e sua mulher, e seus dois filhos” (Rute 1:1).

Os filhos de Noemi morreram. Por isso não haveria mais um vínculo entre ela e as noras Orfa e Rute. Desamparada a matriarca decidiu voltar a Judá, fugindo da fome. Antes disso tratou de se despedir das noras, dizendo que não poderia gerar mais filhos, e se pudesse seria descabido esperar que crescessem e se casassem com elas, para voltarem a serem noras. Naquela situação a lógica definiria que elas fossem cuidar da suas vidas, aproveitando que eram jovens. Orfa partiu, mas Rute tomou uma firme decisão:

“Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus; onde quer que morreres morrerei eu, e ali serei sepultada. Faça-me assim o SENHOR, e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti” (Rute 1:16-17).

Rute decidiu fazer uma aliança forte e sem fundamento com uma mulher idosa, pobre, viúva, desamparada, que fugia de uma região de fome. “O teu Deus é o meu Deus”, declarou. Naquele momento ela abria mão de muitas coisas, como tempo, pessoas, terra, origem, descendência, sonhos; tudo para seguir a sogra velha onde ela fosse. Ela fez uma aliança com uma pessoa aliançada com Deus. Aliança é princípio de colheita. Abrir mão de algo é princípio de colheita.

Tudo parecia sofrimento na vida de Noemi, mas ela servia ao Deus vivo. Seu destino era ser “plantada” em Belém da Judéia, pois Deus muda o curso do rio para transformá-lo num oceano. Ele muda para projetar coisas maiores.

Para colher é necessário semear. Semeadura é um investimento, é uma aliança; fidelidade. Noemi e Rute chegaram a Belém, causando comoção entre todos. A amargura era tanta que a sogra queria ser chamada de Mara (que significa amarga; amargura). Mesmo em tristeza pela sua situação ela chegou a Belém no princípio da colheita das cevadas (v 1:22).

Apesar de não terem terra própria Rute foi logo para o campo, apanhar espigas (v 2:2). O servos das propriedades iam na frente; ela ia atrás, apanhando as sobras. Mesmo sem um território imediato há colheita para nós, mesmo que sigamos atrás dos profissionais, dos segadores grandes. Há colheita em Belém.

Pouco tempo depois Rute conheceu Boaz, homem valente e poderoso, da parentela de Noemi, que se compadeceu dela. Através da aliança que havia feito com a sogra, Rute teve um filho, tornando-se bisavó de Davi, logo, da família de qual viria Jesus. Os sonhos de Noemi também foram restaurados, tendo ainda a oportunidade de cuidar do filho de Rute. Deus não age sem propósito em nossas vidas.

***Rede de Mulheres. Na primeira quarta-feira de cada mês, as 19h30.
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

A rainha que amamos

Por Cristiane Cardoso

A história da rainha Ester começou no dia em que a rainha Vasti, linda e admirada por todas as mulheres em seu tempo, decidiu fazer aquilo que sentia em vez de fazer o que era suposto ser feito. Vasti foi sentenciada a nunca mais ver o seu marido, o rei Xerxes, novamente. Isso foi um severo castigo para qualquer mulher suportar, no entanto, foi o que estranhamente abriu o caminho para o plano de Deus entrar em ação.

Foi nesse período que o rei decidiu encontrar uma outra esposa, alguém que pudesse se submeter a ele. Em meio a milhares de mulheres jovens e lindas, de todas as províncias na qual o rei Xerxes reinava, lá estava Hadassah, também conhecida como Ester, uma moça judia que, apesar de ser estrangeira e exilada de seu país, foi adotada por seu tio depois da morte de seus pais. Não possuía família, nação ou posição. Ao ser posta entre milhares de lindas jovens candidatas ao trono, Ester se destacou.

O rei a amou imediatamente.

Estou certa de que beleza não foi a única coisa destacada em Ester, pois a beleza vem em diversas formas. Isso poderia ter sido algo muito duro para uma única jovem, entre todas as outras nações na Ásia, a destacar-se somente por isso! Também não foi por seus costumes, família ou posição, pois ninguém sabia que ela era judia, algo que naquele tempo (e infelizmente hoje ainda) era muito discriminado.

Ester era uma jovem mulher de Deus e eu não acho que ela era apenas isso, pois existem mulheres de Deus e mulheres de Deus. Aquelas que são boas e aquelas que são boas e ativas em sua fé. Ester deve ter mostrado a Deus o quanto Ele poderia contar com ela em algum ponto de sua vida, e não se deixou levar pelos episódios tristes de sua existência, justamente o oposto. Ao ler a respeito dela, você encontra uma mulher forte, apesar de seu passado difícil, e que estava pronta a cumprir seu propósito neste mundo.

Não demorou muito para Deus honrar a fé de Ester e elevá-la, afinal de contas, Ele sabia que poderia contar com ela. Quantas não são as vezes em que mulheres pedem a Deus por coisas grandes? Coisas que, às vezes, podem ser conhecidas como conto de fadas, esquecendo-se da simples idéia atrás de cada grande bênção do Senhor – cumprir o plano dEle e não os nossos.

Ester praticamente salvou a nação de Israel de ser exterminada, e isso é o que eu chamo “fazer a diferença nesse mundo”! Ela também salvou o seu marido e o evangelizou. Agora você pode entender por que Deus escolheu essa garota: porque Vasti – essa perfeita rainha – foi, de repente, afastada da história. Ester tinha o que era preciso!

E você? Tem o que é preciso? O sonho que você tem constantemente pedido a Deus inclui fazer a diferença e honrar a Deus sobre tudo? Ou isso se inclui apenas como algo extra? A intenção de Ester era puramente fazer a diferença a fim de honrá-Lo sobre tudo? Ela poderia facilmente ter abandonado o país, ter morrido e nunca ter sido conhecida como uma judia, além de nunca colocar Deus como evidência naquele reino. Mas ela não o fez. Arriscou a sua vida, sacrificou sua imagem, seu futuro e sua vida, e isso é o que eu chamo de Mulher de Deus.

Na fé,
Cristiane Cardoso

Conheça mais dessa história hoje a noite, na festa de inauguração da Rede de Mulheres da Casa do Pão.

O BANQUETE DE ESTER
Data: 03 de dezembro
Hora: 19h30
Local: Av. Gentil Bittencourt, nº391, entre Dr. Moraes e Benjamin Constant.
Contatos: 8119-0033 / 3272-3476 / 3246-1975
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