domingo, 7 de junho de 2009

Crônica – Veio pra quê?

“O que você veio fazer aqui?”

Tem uns caras que costumam ser lembrados apenas como enfeite de presépio. Apareceram assim, rapidinho, mas mandaram bem. E como é bom aprender com eles – os magos do Oriente (Mt 2:1-12).

Muitas pessoas iam até Jesus, sempre movidos por uma causa específica e quase sempre urgente.

“Deixa eu adivinhar: você veio aqui para ser curado!”

Os que iam até Jesus com esse objetivo somavam incontáveis multidões. Até hoje o buscamos sempre que precisamos de algo.

Vamos até Jesus para sermos libertos, receber uma bênção financeira, passar no vestibular, conseguir um bom emprego, comprar um carro, ter o coração aquietado, receber alívio para as dores da alma... Existiria outro motivo?

“Não é nada disso, eu vim só para adorar!”

Eles foram, realmente, só para isso! Foram adorar o Messias, que havia nascido a pouco tempo. “E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos Judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo” (v2). O que poderiam receber de um bebê? Nada! Eles só poderiam dar.

“Cadê? Onde estás Jesus? Eu cheguei. Vim para te adorar Senhor!”

Eles não iriam perder a viagem e continuaram o longo trajeto, seguindo até Belém. Quando precisamos estar com Jesus não podemos perder tempo nem desanimar no caminho, não é mesmo? Se for para adorar a ansiedade deve ser a mesma. “E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo” (v10).

Ainda faltava um detalhe. Não ia pegar bem viajar tanto para adorar um Rei e chegar de mãos abanando. Ao se prostrarem e adorarem eles abriram os seus tesouros. Ofertaram três presentes: ouro, incenso e mirra.

Não somos obrigados a ter ouro para ofertar ao Senhor, mas podemos seguir o modelo desses adoradores. As ofertas eram valiosas – típicas formas de se presentear os reis. Ou seja, eles deram o que se dá a um rei.

O que você trouxe para o Rei? Qual é a qualidade daquilo que oferecemos como adoração? Como está o meu louvor, meu amor, minha fidelidade, minha alegria por Sua presença, minhas obras, meu júbilo?

Nosso primeiro alvo são as narinas do Senhor. Sim, porque toda oferta será queimada para que possa subir até Ele e agradá-lo. Isso vale para as coisas imateriais, como sabia o salmista. “Suba a minha oração perante a Tua face como incenso” (Sl 141:2).

“Você veio para quê, e o que trouxe?”

Quando vamos até Jesus nossa adoração deve subir como aroma suave. Imagine o Senhor dando aquela inspirada, recebendo o que ofertamos. Que cheiro Ele sentirá?

Os fabricantes de perfume produzem aromas com o objetivo de atingir a alma das pessoas, despertando sentimentos e emoções.

Se é assim conosco, feitos a imagem e semelhança do Senhor, estamos no caminho certo. O aroma que produzirmos certamente chegará ao coração do Senhor!
Site MANT Belém

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