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sábado, 18 de junho de 2011

Peso da tomada de decisão

Deus nos deu a capacidade de escolher desde o momento em que colocou o homem no jardim. A possibilidade de escolher nos torna poderosos. Se decidimos o que fazer também escolhemos quem iremos ser, já que todos nós somos resultados de nossas escolhas.

Através do livro de Rute podemos entender o peso das decisões. Quando lemos esse livro geralmente nos concentramos na grande demonstração de amor e fidelidade de Rute para com a sogra Noemi. Mas tudo aquilo só aconteceu em decorrência de uma escolha feita por Elimeleque - marido de Noemi.

Em um momento de provação em Belém, sua cidade natal, ele decide fugir da fome, indo para uma cidade estranha. Lá eles encontraram a morte (dele e de dois filhos do casal).

Nos momentos de adversidade nossas decisões não devem ser tomadas sem Deus a frente de tudo. Tomamos muitas decisões por pressão, em horas de grandes dificuldades e recursos pequenos. Nós pensamos errado e transformamos isso em atitudes - geralmente equivocadas. Fazemos isso diante da falta de recursos (sociais, financeiros, emocionais).

Elimeleque estava em Belém, a casa do pão, o lugar da bênção, e por um momento lhe faltaram recursos. Devemos pensar muito sempre que a situação não nos é confortável pois o resultado afeta todos aqueles que estão debaixo de nossa cobertura. Para isso não basta conhecer a Palavra, temos que nos perguntar: como Jesus faria?

Jesus viva sofrendo pressões: dos escribas, dos fariseus, da multidão. Mesmo assim soube tomar decisões corretas em todas as situações.

Porém aquele chefe de família optou por partir sem saber o que iria encontrar naquela outra cidade. Perderam a base ao sair do lugar deles.

Existe um princípio do ambiente. O Senhor nos fez para um ambiente específico - a presença Dele. Precisamos estar no lugar certo. Assim vamos pensar melhor, agir melhor e tomar as decisões corretas. O lugar certo faz a diferença. Quando deixamos o lugar certo as consequências são desastrosas. Uma atitude precipitada é sempre para a morte. Para a família de Elimeleque estar na terra de Moabe era andar sob a ausência de bênção, que é a maldição.

Poucas palavras são responsáveis por muitas guerras. O “Vamos embora” de Elimeleque foi suficiente para a estragar sua própria vida, a da esposa e dos filhos, que não queriam estar naquela situação. Uma decisão cega te leva a um lugar que não se conhece.

Dizem que Deus escreve certo por linhas tortas, mas na verdade ele conserta as linhas para escrever nelas. O Senhor usou uma mulher moabita para que Noemi pudesse tomar a decisão correta. Se ela prosseguisse sozinha, como era sua intenção, certamente iria morrer pelo caminho.

Só que Noemi já havia apresentando à nora o Deus que faz as coisas corretamente, que se tornou o Deus de Rute. Ela aceitou a decisão correta de Deus quando aceitou o Deus de Noemi. Aquela mulher pôde entender que a mão de Deus sempre tem a decisão correta. Deus queria que dali nascesse o Messias. Queria que Noemi participasse da genealogia de Jesus. Assim aconteceu.

Pese suas decisões. Ficou difícil? Deixe Deus conduzir. Procure seus líderes, seus pastores. Regule seu temperamento e nos momentos de incerteza não tome decisões pelo que você acha, mas pelo que Deus tem pra você!
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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Saindo do Egito

Egito é tudo que desagrada a Deus pela maneira de ser e viver. Canaã é o modo de viver de Jesus para os filhos de Deus. Entre Egito e Canaã está um deserto no meio - tem gente que enrosca aqui.

O povo de Deus vivia no Egito e pensava que era feliz por que tinha casa, comida, amizades, trabalho. Tem crente que vive no Egito (é mundano) e pensa que é feliz porque ainda não conhece Canaã - Jesus é nossa Canaã.

No Egito tem o melhor de Faraó - para o povo dele (os mundanos): diversão, trabalho, comida, adoração a deuses falsos. Coisas do Egito não servem para o povo de Deus. “Nada que é deste mundo vem do Pai”... (I Jo 2:15-17)

O melhor de Deus está em Canaã: boa terra, liberdade, alegria, paz, adoração ao Deus verdadeiro, Bíblia, cânticos espirituais, cura de alma, libertação de espíritos malignos.

Mas, deserto não é lugar de morar, só de passagem, de ficar pouco tempo. Deus não planejou que seu povo vivesse no deserto – só passaria por lá (Ex 8:27 – 3 dias)

Tem crente que enrosca no deserto. Será que é seu caso? Jesus entrou no deserto mas não ficou lá (Mateus 4:1-2), só 40 dias com um propósito.

Tem crente especialista em morar no deserto - quer pôr ar condicionado, fazer jardim, construir casa, clubes, acha que pode mudar o clima e o ambiente do deserto. Quer ficar na velha religiosidade e se sentir bem. Tem que mudar.

O cansado precisa de ajuda para sair do Egito (do mundo). Jesus ajuda. O povo ficou no deserto além do que devia. Motivo: desobediência, idolatria (Êxodo 32:1-9) – o bezerro ocupou o lugar de Deus.

Para sair do Egito existe um deserto para atravessar. Mas Deus sempre estará com você. Deus sempre esteve com seu povo no deserto – Mas, deserto não é lugar para povo de Deus.

O deserto é lugar da morada de demônios, de idolatria, imoralidade e incredulidade. Por isso não é lugar para filho de Deus – é só passagem.

No deserto o diabo tentou negociar com Jesus: alimento, fama, controle. O diabo sabe - quem sobrevive ao deserto é fortalecido por Deus, por isso tenta nos enganar com ofertas falsas.

Deserto é lugar para aprender a administrar sua vida - lá não se gasta, não se compra, não se empresta, não se guarda para amanhã. No deserto Deus treina nossa fé e capacidade de administração. Você tem estado no deserto? É porque está sendo treinado.

Jesus aprendeu no seu deserto (Hebreus 5:8).

Duas coisas podem aumentar ou diminuir nosso tempo no deserto - atitude e a boca. O deserto é do tamanho da nossa boca. Como anda sua boca?

“Não digam palavras que fazem mal aos outros, mas usem apenas palavras boas, que
ajudam os outros a crescer na fé e a conseguir o que necessitam, para que as
coisas que vocês dizem façam bem aos que ouvem” (Efésios 4:29).

O deserto tem várias opções de saída (remédios, religiões, filosofias, dinheiro) mas Jesus é o único caminho certo que nos conduz para o lugar da felicidade.

Encerre hoje o deserto da inadimplência, da falência e da escassez na sua vida. Tome posição e decisão. Só se posiciona quem decide. Decida por uma vida de milagres – Jesus quer fazer milagres para nós.

Declare que as portas (pontos de contato) dos demônios em sua vida serão fechadas – palavras torpes, imoralidade, desobediência, relaxo, desânimo, preguiça, diversões imorais, etc.

Se Deus tirou você do Egito foi para te colocar em Canaã – lugar de delicia – terra boa, com fartura, e não para te deixar no deserto. Você quer o melhor de Deus?


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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Livres pelo perdão

Todas as nossas orações são ouvidas por Deus, exceto em uma situação: “Se eu atender à iniqüidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá” (Salmos 66:18). Quando estamos cheios de coisas más no coração, Deus não nos ouve. Entre elas estão os ressentimentos, que não devem ocupar o nosso coração, mesmo que julguemos serem justificáveis.

É comum que alguém ressentido fique esperando o arrependimento da outra pessoa para perdoá-la. Alguns ficam até esperando que algo ruim aconteça com o outro. Só que o perdão não deve ser algo que dependa de outra pessoa – é um assunto entre você e Deus.

Remoer uma questão dentro de si é o mesmo que se alimentar de amargura. A cada vez que a questão é lembrada vai se acrescentando algo àquela mágoa. A falta de perdão produz fortalezas espirituais. Todo ressentimento guardado vira uma fortaleza: basta entrar no coração.

É como diz a Palavra: “Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo” (II Pedro 2:19). Assim, se alguém lhe atingir, você será escravo dele. Antigamente, nas batalhas, o perdedor virava escravo do outro. Da mesma forma, se o ressentimento entrou no seu coração você é o perdedor. Nessa escravidão aquela pessoa passa a fazer parte da sua vida, faz parte, negativamente, dos seus sentimentos. Tudo o que ela faz te fere, porque você é escravo dela.

“... e, se ainda podes ser livre, aproveita a ocasião” (I Coríntios 7:21).

Devemos sempre aproveitar as oportunidades para nos libertar. Não devemos ser escravos de homens, pois essa é, na verdade, escravidão da alma. A Palavra nos ensina que não devemos desejar ser refém nem escravo de ninguém.

“Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai” (Romanos 8:15).

“... e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão” (Gálatas 5:1)
Existe a possibilidade de voltarmos a ser escravos, através dos nossos sentimentos. Todo aquele que ainda não liberou perdão para alguém se sente a vítima da situação e alimenta o sentimento de auto-piedade.

Quem não libera perdão não pode cuidar bem de si mesmo, pois seus pensamentos estão naquela mágoa. E quem alimenta mágoas não pode alimentar sonhos, já que vive no passado – um passado dolorido. Já o perdão traz alívio e paz.

Deus é o nosso exemplo:
“... torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar” (Isaías 55:7);

O perdão tem duas faces:
“Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas” (Mateus 6:14-15).

Perdão não tem limite:
“E, se pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes no dia vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me; perdoa-lhe” (Lucas 17:4).

Assuntos que magoaram não devem ser remoídos:
“O que encobre a transgressão adquire amor, mas o que traz o assunto à baila separa os maiores amigos” (Provérbios 17:9).



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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Dias de conflito

Todos já passamos por algum tipo de conflito interno. Alguns deles devem ser parecidos com a experiência do salmista, que ele contou em detalhes no Salmo 73.
“Com efeito, Deus é bom para com Israel, para com os de coração limpo. Quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem osmeus passos” (v1-2).
Ele começa fazendo uma afirmação e em seguida comenta que quase se desviou dos caminhos de Deus. É quando começa a comparar a vida dele com a dos perversos:


“Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos. Para eles não há preocupações, o seu corpo é sadio e nédio” (v3-4).

Era um momento de dúvida, por causa de algo que viu e não compreendeu, fazendo com que fizesse a comparação.


“Não partilham das canseiras dos mortais, nem são afligidos como os outros homens” (v5).

Ao observar a vida deles parecia que eles não se preocupavam. Parecia que nenhum mal os afligia, tinham o corpo sadio, vestiam as melhores roupas e comiam do bom e do melhor. Em sua mente pensava: “eles são ímpios e tem tudo isso e eu estou aqui tão afligido”. Talvez você esteja desse jeito – enfadado, comparando-se a pessoas que, aparentemente, tem uma vida muito boa, apesar de não servirem a Deus.


“Daí, a soberba que os cinge como um colar, e a violência que os envolve como manto” (v6).

A soberba dos ímpios era a origem do conflito do salmista. Ele estava observando pessoas soberbas, que acreditavam não precisar de Deus, afinal, tinham de tudo, tinham o poder nas mãos deles. Essa soberba é como um colar. É algo que fazem questão de mostrar.

Por outro lado a violência não precisava ser exposta, por se tratar de uma violência moral. Quem é afligido por essas pessoas acaba tendo que se submeter a situações injustas, sem poder fazer nada. A soberba faz tudo ficar encoberto, como um manto.


“Os olhos saltam-lhes da gordura; do coração brotam-lhes fantasias” (v7).

Segundo a sabedoria popular mente vazia é oficina do Diabo. Essa conclusão é reforçada aqui. Na mente desses desocupados, independente do grau de intelectualidade, afloram o que o salmista chama de “fantasias”. É o tipo de pessoa suscetível a coisas macabras. O coração está cheio do mal. Não há ocupação suficiente para elas e a cabeça fica vazia para fazer coisas ruins.

Era com esse tipo de pessoas que o salmista estava se comparando, porque eram estas que o afrontavam no dia-a-dia.


“Motejam e falam maliciosamente; da opressão falam com altivez” (v8).

Eles falavam orgulhosos, como se estivessem sempre por cima. Naquele momento, aos seus olhos, era como se o poder estivesse nas mãos deles, e não de Deus.


“Contra os céus desandam a boca, e a sua língua percorre a terra. Por isso, o seu povo se volta para eles e os tem por fonte de que bebe a largos sorvos” (v9-10).
Eles falam bem, pois tem respaldo para falar o que acham, já que são prósperos em tudo. Por isso falam até contra os céus, e o povo os ouve:
“E diz: Como sabe Deus? Acaso, há conhecimento no Altíssimo?” (v11).

São pessoas que tem muito a dar para desviar as pessoas. Eis o retrato das pessoas que o cercavam, e que nos cercam – que blasfemam e fazem maldades:
“Eis que são estes os ímpios; e, sempre tranqüilos, aumentam suas riquezas” (v12).
Porém o salmista tinha um coração justiceiro, com senso de justiça. Nessa hora somos levados a pensar: “eles fazem tudo isso e nada acontece. Deus não faz nada?”


“Com efeito, inutilmente conservei puro o coração e lavei as mãos na inocência. Pois de contínuo sou afligido e cada manhã, castigado” (v13-14).

Davi não estava vivendo apenas um conflito pessoal. Estava também vivendo a aflição de seu povo. Ele era um rei com senso de justiça que via o ímpio prosperar e o povo dele não. Difícil era para ele ir dormir, acordar e ver que nada havia mudado. Teria sido tudo em vão buscar a santidade?


“Se eu pensara em falar tais palavras, já aí teria traído a geração de teus filhos. Em só refletir para compreender isso, achei mui pesada tarefa para mim” (v15-16).

Por ser rei ele vivia essa aflição em silêncio, e só de pensar nisso seria o mesmo que trair uma geração da qual deveria cuidar.

Em nossa caminhada há muitos momentos em que racionalizamos as coisas, e isso nos consome só de pensar. Ficamos cansados, passamos os dias tentando entender, racionalizando o tempo todo. Porém, nas orações, há duas situações – dentro e fora do santuário.

“... até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles” (v17).
Nem sempre estamos dentro do santuário. Quando entramos lá há mudança. É quando nos despojamos do “eu” e aceitamos a nossa incapacidade de fazer algo. O Espírito Santo só nos responde no silêncio. Há um momento específico para entrar no Santo dos Santos e lá dentro é onde se adora descansado. Mas enquanto estivermos em conflito Ele não agirá. Enquanto aos ímpios, estes se perdem nos seus próprios caminhos:
“Tu certamente os pões em lugares escorregadios e os fazes cair na destruição. Como ficam de súbito assolados, totalmente aniquilados de terror! Como ao sonho, quando se acorda, assim, ó Senhor, ao despertares, desprezarás a imagem deles”(v18-20).
Nas mãos de Deus está a justiça. Ele pode mudar o destino de quem quiser. Não seria nenhuma lei nem o governo do rei que faria isso.
“Quando o coração se me amargou e as entranhas se me comoveram, eu estava
embrutecido e ignorante; era como um irracional à tua presença” (v21-22).

Enquanto estava de coração amargo estava com raiva, e com isso ficou cego. Somente quando entrou no santuário de Deus o Espírito Santo pôde falar ao seu espírito. Da mesma forma podemos entrar no santuário para que nosso coração seja ministrado com paz. Deus tem as respostas para tudo, mas precisamos estar descansados.
“Todavia, estou sempre contigo, tu me seguras pela minha mão direita. Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória.

Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra. Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre.

Os que se afastam de ti, eis que perecem; tu destróis todos os que são infiéis para contigo. Quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no Senhor Deus ponho o meu refúgio, para proclamar todos os seus feitos” (v23-28).


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terça-feira, 4 de maio de 2010

Você está ansioso?

“E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui” (Lucas 12:13-15)”.

Avareza também é querer algo que ainda não é nosso. A Palavra mostra que aquele que é rico para consigo mesmo é pobre para com Deus.

Tudo na vida é questão de escolha. Não podemos ter mais de uma prioridade. Existem coisas que são importantes, mas prioridade só há uma. É por isso que Jesus nos alerta, adverte: não andem ansiosos.

“Portanto vos digo: Não estejais apreensivos pela vossa vida, sobre o que comereis, nem pelo corpo, sobre o que vestireis. Mais é a vida do que o sustento, e o corpo mais do que as vestes” (v22-23).
O seu corpo é mais precioso que a comida, que a roupa. Não esqueça as coisas maiores pelas menores. Ninguém pode antecipar o dia de amanhã. A ansiedade é o antónimo da fé, pois é uma preocupação excessiva com o futuro. E Ele continua:

“Considerai os corvos, que nem semeiam, nem segam, nem têm despensa nem celeiro, e Deus os alimenta; quanto mais valeis vós do que as aves?. E qual de vós, sendo solícito, pode acrescentar um côvado à sua estatura?” (v24 e 25).
A ansiedade não acrescenta nada à vida. Então por que simplesmente não obedecemos a essa simples lição? O Senhor deseja que vivamos na dependência Dele, descansados. Um côvado era uma medida baseada no tamanho de um cotovelo. Ou seja, podemos ficar ansiosos o quanto quisermos, mas vida nunca será acrescentada. Nem um pedaço sequer.

“Pois, se nem ainda podeis as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras? Considerai os lírios, como eles crescem; não trabalham, nem fiam; e digo-vos que nem ainda Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles.” (v26 e 27).
Os lírios são realmente muito lindos e delicados. São flores cheias de beleza e vistosas. Se Deus cuida dos lírios dessa forma, quanto mais por você? Mas aí pensamos: “não tenho dinheiro para pagar aquela conta”. Nos preocupamos com muitas coisas que ainda estão por vir. Ele não está dizendo que não devemos nos importar com isso, está dizendo que amanhã é outro dia, que não lhe pertence.

Entregue a Ele as suas inquietações. Não é fácil. Ele não está dizendo que é fácil. Mas se Ele mesmo está falando é porque devemos aprender. Se não pudermos acreditar nisso a nossa fé não vale de nada e voltamos à estaca zero.

“E, se Deus assim veste a erva que hoje está no campo e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé?

Não pergunteis, pois, que haveis de comer, ou que haveis de beber, e não andeis inquietos. Porque as nações do mundo buscam todas essas coisas; mas vosso Pai sabe que precisais delas” (v28 – 30).

Na época Jesus dizia aos discípulos para que não fossem como os gentios (os não-judeus). Hoje é o mesmo que dizer: não faça como todos fazem, não seja igual aos que não conhecem a Deus. Podemos até programar algumas coisas, mas se nos enchermos de agonia é o mesmo que ser um pagão. O Deus dos lírios dos campos só cuida dos seus filhos.

“Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (v31).
Essa é a chave. Mas o que é buscar o reino? Jesus ensina que ao buscarmos primeiramente o reino as bênçãos nos serão acrescentadas: você não precisará correr atrás delas. Mas quando isso acontecerá? Quando você deixar que Deus governe sua vida em todas as áreas: profissão, família, finanças, na sua mente, suas emoções, seu presente, seu futuro... Todas!

Quem aceita o governo fica debaixo desse governo. Você não toma decisões, mas também não irá errar, já que será guiado por Aquele que governa. Esse reino não é em pedaços, onde você entrega algumas partes para Deus e algumas você diz: “deixa que eu governo”. Desse jeito as bênçãos não são acrescentadas.

O governo de Deus é um governo excelente, onde as bênçãos são acrescentadas até não termos mais necessidade de nada. Assim tudo é mais fácil. Basta assumir que não damos conta de governar e dizer a Ele: governe!

“Não temais, ó pequeno rebanho, porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino” (v32).
O desejo Dele é lhe dar seu reino. E assim nada lhe faltará, desde que você permita. Todas as coisas são acrescentadas, no reino. É onde Ele governa. Se submeta a esse governo em totalidade.

“Vendei o que tendes, e dai esmolas. Fazei para vós bolsas que não se envelheçam; tesouro nos céus que nunca acabe, aonde não chega ladrão e a traça não rói” (v33).
Não. Jesus não está dizendo que você tem que ficar pobre. Está falando dos bens que roubam o teu coração, “Porque, onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração” (v34). Se existe algo, onde nosso coração está, vá e venda tudo. Só assim você estará livre para o governo de Deus. Se a sua prioridade está nos bens materiais ou qualquer outro foco, venda!

Você não ficará pobre, pois Deus quer lhe dar o reino. O seu tesouro deve estar lá. Quando o seu coração está no reino é porque você acredita no Governador que atende suas necessidades.

O que está ocupando o seu coração? Esta é a sua prioridade?

Deus diz em sua Palavra aquilo que planejou para nós, e entre outras coisas, desejou que comêssemos do bom e do melhor. Isso é direito nosso, se estivermos sob seu governo. Deus quer governar pois sabe da nossa incompetência e é tão bom que se propõe a nos dar tudo.

Ansiedade nos enche de doença, depressão. Está acostumado a viver assim, ansioso? Jesus deixa essa lição: muda e entra debaixo do meu governo... e todas as coisas serão acrescentadas.

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sábado, 20 de março de 2010

De volta para casa

O livro de Rute relata acontecimentos da vida de uma família que morava em Belém, que em hebraico significa "casa do pão". Isso indica que eles viveram ali tempos de prosperidade, fartura. Era assim até que:

E sucedeu que, nos dias em que os juízes julgavam, houve uma fome na terra; por isso um homem de Belém de Judá saiu a peregrinar nos campos de Moabe, ele e sua mulher, e seus dois filhos" (Rute 1:1).

O relato das ações dos juízes, narradas na Bíblia, na maioria traz histórias de decadência. Eram homens levantados para comandar mas que não davam bons exemplos, pois eram infiéis e injustos.

Aquela família estava sofrendo por causa de uma crise que não dependia deles, mas dessa infidelidade e injustiça do governo.

Os nomes de cada membro revelam bastante sobre o contexto dessa família.

"E era o nome deste homem Elimeleque, e o de sua mulher Noemi, e os de seus dois filhos Malom e Quiliom, efrateus, de Belém de Judá; e chegaram aos campos de Moabe, e ficaram ali" (v2).
Elimeleque significa "Meu Deus é rei". Noemi é "agradável, formosa". Os nomes expressavam o estado emocional e espiritual deles. Quando aquele homem tinha Deus como rei exercia o sacerdócio, que fazia parte de seu papel como marido. Quando temos Deus como rei temos uma vida agradável.

Malom significa "canção" e Quiliom "perfeição". Isso mostra o estado de espírito daquela família. Tudo estava perfeito até o início da crise na cidade. A crise entrou naquela casa e a decisão foi de ir para Moabe. 

Os moradores de Moabe, que significa "terra desejável", eram um dos povos perseguidores de Israel, que foi amaldiçoado por Deus.

"E morreu Elimeleque, marido de Noemi; e ficou ela com os seus dois filhos, os quais tomaram para si mulheres moabitas; e era o nome de uma Orfa, e o da outra Rute; e ficaram ali quase dez anos" (v3-4).
Enquanto era rei na vida deles o Senhor os sustentava em todas as coisas. Mas esse reinado morreu naquela família. O "Meu Deus é rei" morreu. Já os filhos, "canção" e "perfeição", escolheram casar com mulheres que não tinham os mesmos princípios deles. 

"E morreram também ambos, Malom e Quiliom, ficando assim a mulher desamparada dos seus dois filhos e de seu marido" (v5).
Aquela mulher que era agradável, dócil, que tinha tudo na vida, de família perfeita, ficou desamparada. Nos momentos de crise muitas pessoas tiram o reinado de Deus de suas vidas. 

O que Noemi não entendeu é que, por questão de comida não era justificável sair da casa do pão. Ela não entendeu que não se tratava de uma questão de fartura e sim de cobertura. Indo para Moabe eles ganharam comida mas perderam a cobertura de Deus.

O compromisso com o Senhor era a chave do sucesso quando moravam em Belém. Quando isso foi quebrado veio a maldição. A fertilidade de uma terra nunca foi garantia de ausência de crise. Se mudar não é solução para a crise. A ganancia dos olhos nos corrompe e nos tira da cobertura.

Diferentes estudos mostram que Malom também pode significar "enfraquecido e cansado". Já Quiliom seria "todo despedaçado". E assim foi quando a família se afastou da bênção. 

"Porém ela lhes dizia: Não me chameis Noemi; chamai-me Mara; porque grande amargura me tem dado o Todo-Poderoso" (v20).
Noemi, que agora queria ser chamada de "amarga", estava tão doente e ferida que culpou Deus por tudo o que aconteceu, e não a atitude do marido. Mas havia chegado a notícia de que em Belém havia voltado a ter pão. 

"Por isso saiu do lugar onde estivera, e as suas noras com ela. E, indo elas caminhando, para voltarem para a terra de Judá" (v7).
Noemi, no meio do caminho, ordena que as noras voltem, pois certamente não queria a responsabilidade de levar duas pessoas consigo. Isso porque ao mesmo tempo em que tiinha alguma esperança estava cheia de incertezas, oscilando na fé. Ela duvidava do amor de Deus, das promessas, da restituição. 

Seus olhos estavam voltados para si mesma e não para o potencial de Deus na vida dela. Quando a crise abafa a fé contaminamos os outros a não acreditar também. Ficamos presos no passado ou limitados a pensar: "não é pra mim".

"Então levantaram a sua voz, e tornaram a chorar; e Orfa beijou a sua sogra, porém Rute se apegou a ela" (v14).
Noemi achava que havia sido amaldiçoada por Deus. Rute não havia morado em Belém mas naqueles dez anos em que Noemi esteve em Moabe deve ter ouvido muitas histórias daquela terra. Histórias de prosperidade, felicidade. Histórias que Noemi havia largado mas Rute abraçou, pois a história do Deus vivo gerou fé e seu coração. Rute estava sedenta para conhecer esse Deus.

"Disse, porém, Rute: Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus" (v16).
Ao chegarem em Belém todos se comoveram, mas Noemi não aceitou acolhimento. Estava tão ferida que caminhou até a promessa sem fé. Nesse sentido a companhia de Rute foi importante para que ela fosse até o final, sem desistir no meio do caminho.

As duas chegaram no princípio da colheita da cevada. 

"E tinha Noemi um parente de seu marido, homem valente e poderoso, da família de Elimeleque; e era o seu nome Boaz. E Rute, a moabita, disse a Noemi: Deixa-me ir ao campo, e apanharei espigas atrás daquele em cujos olhos eu achar graça. E ela disse: Vai, minha filha" (Rute 2:1-2).
Boaz significa "redentor". Quando voltamos para o centro da vontade de Deus as tendas são alargadas. Rute ia colher o resto, a sobra da colheita, mas ela havia entendido que o Deus de Noemi era valente e poderoso. Ela foi atrás de princípios para os quais não foi educadar, mas aprendeu ao decidir seguir a sogra.

Boaz não era um homem novo, pois era da mesma geração de Elimeleque. Pela experiência ele certamente não se entusiasmava com aparências. Nenhum trecho cita se Rute era formosa ou não. 

"Depois disse Boaz a seu moço, que estava posto sobre os segadores: De quem é esta moça? E respondeu o moço, que estava posto sobre os segadores, e disse: Esta é a moça moabita que voltou com Noemi dos campos de Moabe" (v5-6).
Ele ficou impressionado em saber que aquela moça havia aceitado o seu povo.

"Então disse Boaz a Rute: Ouves, filha minha; não vás colher em outro campo, nem tampouco passes daqui; porém aqui ficarás com as minhas moças" (v8).
Boaz era contemporâneo da família de Noemi quando a crise chegou, mesmo assim não saiu de Belém. O que Noemi não havia entendido na época é que a graça de Deus bastava, a fidelidade Dele era suficiente. Boaz ficou e prosperou naquela terra, a ponto de comprar Rute e Noemi.

Quando Noemi voltou para o centro da vontade de Deus pôde realizar sonhos que achava que não iam mais acontecer. Rute se casou com Boaz e os dois tiveram uma criança, que passou a ser cuidada por Noemi - era o neto que ela não teve.

Noemi pôde educar esse bebê segundo os princípios bíblicos. Obede foi o bisavô do rei Davi, da geração de Jesus Cristo. Ela ensinou a palavra que geraria o reinado de Davi. Deus nos fez para a excelência e usou Noemi para preparar o caminho para o homem que mudaria a história de Israel - um governante fiel e justo, ao contrário dos juízes.

"Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.
Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,
Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor" (Romanos 8:37-39).


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sábado, 13 de março de 2010

Fazendo a diferença

Durante o relato da cura de Naamã podemos conhecer, ainda que brevemente, alguém que soube fazer a diferença independente de sua história de vida.

Naamã era capitão do exército do rei da Síria, um homem muito respeitado por todos, que, no entanto, estava tomado pela lepra, uma doença que matava rápido, por não ter cura. Mas havia alguém, dentro de sua casa, que seria um instrumento de Deus para mudar aquela situação:
"E saíram tropas da Síria, da terra de Israel, e levaram presa uma menina que ficou ao serviço da mulher de Naamã. E disse esta à sua senhora: Antes o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra" (II Reis 5:2-3).
Essa serva, cujo nome não foi citado, foi uma das vítimas das investidas contra o povo de Israel pelos sírios. A Bíblia conta que na época do reinado de Davi os sirios ficaram retraídos. Mas, passado o tempo, eles se fortificaram e frequentemente saqueavam o Norte de Israel.

Nesse contexto aquela menina foi sequestrada e virou serva da esposa do capitão do exército. É uma situação trágica. Em plena infância ela teve seus sonhos destruídos pois foi arrancada da sua casa, do meio dos seus familiares, para servir pessoas desconhecidas, em terra estranha.

Ainda sim ela foi um canal de bênção: "Então foi Naamã e notificou ao seu senhor, dizendo: Assim e assim falou a menina que é da terra de Israel" (v4). Ela tinha inúmeros motivos para ficar calada ou murmurar.

Para sermos uma bênção não importa o nosso contexto, o que passamos, ou se já sofremos uma tragédia. Nem devemos achar que as pessoas não darão valor ao que dissermos.

Antes de reinar em Israel Davi era apenas o caçula entre os oito filhos de Jessé. Três dos seus irmãos foram batalhar contra os filisteus, seguindo o rei Saul. A tarefa de Davi era de ir e voltar para apascentar as ovelhas do pai, em Belém. Quando retornava aos irmãos ele levava alimento. Numa dessas viagens ele foi expiar a batalha e chegou em pleno olho do furacão:

"E, estando ele ainda falando com eles, eis que vinha subindo do exército dos filisteus o homem guerreiro, cujo nome era Golias, o filisteu de Gate; e falou conforme àquelas palavras, e Davi as ouviu.

Porém todos os homens em Israel, vendo aquele homem, fugiram de diante dele, e temiam grandemente" (I Samuel 17:23-24).
Ninguém se atrevia a enfrentar o gigante, mas ao ouvir aquelas afrontas, que feriam o nome de Deus, ele começou a insitar os soldados. Vendo isso o irmão disse:

"... Por que desceste aqui? Com quem deixaste aquelas poucas ovelhas no deserto? Bem conheço a tua presunção, e a maldade do teu coração, que desceste para ver a peleja.

Então disse Davi: Que fiz eu agora? Porventura não há razão para isso?

E desviou-se dele para outro, e falou conforme àquela palavra; e o povo lhe tornou a responder conforme às primeiras palavras. E, ouvidas as palavras que Davi havia falado, as anunciaram a Saul, que mandou chamá-lo" (v28-31).

Davi poderia apenas ter ido entregar a comida aos irmãos. Gente capacitada para batalhar havia, mas ele entendeu que podia fazer a diferença. Para ele era quase impossível lutar, por não ter prática, nem porte físico.

Mas Deus permite a cada um de nós florecermos onde formos plantados: no trabalho corrompido, na família bagunçada, na faculdade louca. Quando Cristo fizer diferença em nossas vidas poderemos fazer diferença por onde formos - com as nossas palavras, com o nosso testemunho.

Deus não está preocupado com o que você foi, mas sim com aquilo que voce pode ser e fazer.
"Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens" (Mateus 5:13).

"Bom é o sal; mas, se o sal se tornar insípido, com que o temperareis? Tende sal em vós mesmos, e paz uns com os outros" (Marcos 9:50).
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Jesus, meu convidado

Quando alguém prepara um grande evento, como um casamento, cuida de todos os detalhes para que tudo dê certo. Na época de Jesus as comemorações de um casamento duravam cerca de uma semana. Receber bem as pessoas era mais do que uma questão de honra. Certa vez Jesus foi convidado para um:

"E, ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galiléia; e estava ali a mãe de Jesus e foi também convidado Jesus e os seus discípulos para as bodas. E, faltando vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não têm vinho" (João 2:1-3).

Maria ficou preocupada. Numa festa longa e tão importante a falta de vinho era um grande problema. Diferente de nós, que temos supermercados para repor qualquer tipo de produto, ninguém poderia resolver o problema pois o vinho era produzido pelas famílias. Eles se planejaram e produziram certa quantidade, que não foi o suficiente.

"Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora" (v4).

E por quê ela comenta com Jesus que o vinho havia acabado? Ela sabia que só ele poderia resolver o problema, pois ser Deus. Seu ministério ainda não havia começado e como Jesus fazia a vontade do Pai precisava de liberação para fazer sinais e prodígios. Naquele momento a falta de vinho era mais do que um inconveniente para os anfitriões - aquilo traria humilhação e maldição para a família, pois seria algo inaceitável naquela sociedade.

"Sua mãe disse aos serventes: Fazei tudo quanto ele vos disser" (v5).

Há momentos em que só mesmo um milagre. E nesses casos não tem outro jeito: temos que pedir a Jesus - o único advogado que pode interceder por nós junto ao Pai.

"E estavam ali postas seis talhas de pedra, para as purificações dos judeus, e em cada uma cabiam dois ou três almudes. Disse-lhes Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima.

E disse-lhes: Tirai agora, e levai ao mestre-sala. E levaram"
(v6-8).

Eles levaram até o mestre-sala porque este era a pessoa encarregada de cuidar dos detalhes da recepção. Ele deveria provar primeiro pois sabia o que era bom, logo, saberia atestar a qualidade de um vinho.

"E, logo que o mestre-sala provou a água feita vinho (não sabendo de onde viera, se bem que o sabiam os serventes que tinham tirado a água), chamou o mestre-sala ao esposo" (v9).

Quanto mais velho, melhor é o vinho. O sabor fica melhor de acordo com o tempo de apuração. Mas Jesus não precisou desse tempo todo e ainda sim fez o melhor vinho:

"E disse-lhe: Todo o homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho.

Jesus principiou assim os seus sinais em Caná da Galiléia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele"
(v10-11).

Quando Jesus faz um milagre ele faz o melhor. Quando buscamos a Jesus geralmente são nos momentos de dificuldade, quando clamamos e nos humilhamos. Mas nem sempre convidamos Jesus para os momentos de alegria, de festa por algo que recebemos dele. Ele nos salva de muitas coisas. Precisamos tê-lo conosco em todos os momentos.

Não desanime se aquela bênção ainda não chegou. É preciso fé para enfrentar as provações. Chame Jesus para fazer parte da tua vida, tanto nas tribulações como nas alegrias.
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Postura em tempos de crise

"Então Elias, o tisbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Vive o Senhor Deus de Israel, perante cuja face estou, que nestes anos nem orvalho nem chuva haverá, senão segundo a minha palavra" (I Reis 17:1).

Em tempos de crise é necessário ter uma postura. Na época que essa passagem bíblica relata Israel estava em situação complicada, de decadência espiritual. A palavra relata que os homens levantados para dirigir a nação fizeram o que era mal aos olhos do Senhor. Ainda assim Acabe conseguiu superar os pecados do pai e aqueles que o sucederam.

Uma de suas principais falhas foi se casar com Jezabel, que usurpou seu sacerdócio. Essa não deve ser a postura de um homem de Deus. Para se manter íntegro em tempos de crise é necessário:

1) Andar na presença de Deus:
Naqueles tempos o auge era Baal. A adoração a Deus estava banalizada pelo povo. Mas nossa postura deve ser como a de Elias, pois não servia da boca para fora. Na vida dele o Senhor era o Deus em cuja presença ele estava.

2) Não ser conivente com o pecado:
"Então Elias se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu" (cap 18:21).
O povo havia abandonado os mandamentos do Senhor e seguido deuses estranhos. Em muitas situações teremos que lidar e mexer com costumes das pessoas, pois não dá para ficar em cima do muro. A palavra chave do ministério de Jesus é o arrependimento, pois seu reino está chegando. Hoje continuamos espalhando essa mensagem, para afastar o pecado do povo.

3) Restauração do altar de Deus:
"Então Elias disse a todo o povo: Chegai-vos a mim. E todo o povo se chegou a ele; e restaurou o altar do Senhor, que estava quebrado. E Elias tomou doze pedras, conforme ao número das tribos dos filhos de Jacó, ao qual veio a palavra do Senhor, dizendo: Israel será o teu nome. E com aquelas pedras edificou o altar em nome do Senhor; depois fez um rego em redor do altar, segundo a largura de duas medidas de semente" (v30-32).

Não há mudança sem uma postura de arrependimento, sem a manifestação da presença de Deus. O avivamento acontece quando se restaura o altar. No Novo Testamento, em Pentecostes, com poucas palavras houve o arrependimento de cerca de 3 mil pessoas, por causa da manifestação da glória de Deus.

4) Fé inabalável:
"Então invocai o nome do vosso deus, e eu invocarei o nome do Senhor; e há de ser que o deus que responder por meio de fogo esse será Deus. E todo o povo respondeu, dizendo: É boa esta palavra" (v24).

Elias tinha convicção do que Deus iria fazer. Não volte, não retroceda. É necessário que a fé permaneça inabalável, mesmo em tempos de incredulidade.

5) Orar por restituição:
Tudo está sujeito ao poder de Deus, tanto para fazer chover quanto parar de chover. É a palavra de restituição que muda as circunstâncias. É a palavra que você liberar, enquanto homem e mulher de Deus, a palavra profética, que vai mudar o tempo e as circunstâncias.
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A comida de Cristo é para dar vida eterna

por David Mathis

Quatro passagens em João 2-4 nos fazem lembrar da nossa estúpida distância da graça. Em 2:19, 3:3, 4:10 e 4:31, as respostas dos judeus, Nicodemos, mulher samaritana e dos discípulos nos mostram a nossa própria estupidez e dureza de coração por Jesus e sua realidade espiritual:

“Vou levantar o templo em três dias”
Levou 46 anos para construir este templo.

“Você deve nascer de novo”
Como pode um homem entrar no ventre de sua mãe?

“Eu lhe darei água viva”.
Você não tem um balde.

“Eu tenho para comer uma comida que vocês não conhecem”
Quem lhe trouxe um sanduíche?

Entre a conversa de Jesus com a mulher samaritana (a qual os discípulos acharam espantosa) e sua recepção pelos moradores de Samaria, que se reuniram por causa de seu testemunho, Jesus explicou aos discípulos o que estava acontecendo. Ele estava cumprindo aquilo que está em Amós 9:13, sobre a semeadura e colheita:


“Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que o que lavra segue logo o que ceifa, e o que pisa as uvas, ao que lança a semente; os montes destilarão mosto, e todos os outeiros se derreterão”.
Ele é o Messias, e agora em sua vinda, estava semeando e colhendo tudo de uma vez. Jesus não depende das formas naturais de fazer as coisas. E ele convida os discípulos a se juntar a ele para colher os frutos da sua palavra. E o testemunho da mulher, tem semeado.

O resultado para nós é que:

1. O próprio Jesus é o alimento que dá vida,
2. sua vinda inicia a prometida era messiânica e
3. todo nosso trabalho é importante, e todos nós estamos trabalhando com base no trabalho de outra pessoa em especial - Jesus já completou toda a obra na cruz.

Fonte: The food of Christ is to give eternal life, em Desiring God. Tradução: Casa do Pão.
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A universidade de Cristo (Parte 2)

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para a repreensão, para corrigir, para instruir em justiça” (2 Timóteo 3:16).

Parte 1

Deus quer que você viva a Palavra. Para isso é preciso meditar nela e não apenas ler, para que o vento não sopre e leve. Meditar é diferente – é refletir, pensar, praticar. Como é explicado nesse versículo a Palavra serve para:

Ensino – Na escola espiritual são ensinadas várias matérias: salvação, fé, pecado, dons, prosperidade, perseverança – e o Senhor quer que você se dedique a cada uma delas.

Repreensão – Quando é necessário o Senhor nos repreende através da Palavra. Ele chama a nossa atenção para que possamos parar com a fofoca, medo, orgulho, preguiça, incredulidade. Ele nos orienta para vencermos o pecado, sermos obedientes, ou simplesmente parar. Parar para ouvi-lo: “ouça a minha voz porque eu quero te ensinar. Eu sou o Espírito Santo e quero mudar a tua história. Não vá para a esquerda nem para a direita para que estejas perfeitamente habilitado para toda boa obra”.

Correção – Somos cartas de Cristo e as pessoas vão nos ler. Por isso Ele nos corrige como numa prova, questão a questão. Muitas vezes, no decorrer do dia, acertamos algumas e erramos outras. É como se alguém marcasse ponto por ter começado o dia em oração, mas errado a tarde, ao falar mal do irmão. A correção deve trazer arrependimento. Ela te traz de volta para Deus, para o foco, o alvo, que é ganhar vida. Deus nos corrige na Palavra.

Educação na Justiça – O Senhor deseja que você seja mestre na Palavra e te levar para onde já preparou. Não vacile. O homem natural tem duas pernas para o levar ao pecado. Nós temos duas pernas espirituais, oração e palavra. Se faltar uma delas a pessoa é alejada, manca. Quem não ora nem medita na Palavra é paralítico.

A universidade de Cristo (Parte 1)

Ministração: Milson Karvalho
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A universidade de Cristo (Parte 1)

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para a repreensão, para corrigir, para instruir em justiça” (2 Timóteo 3:16).

Existe a escola natural e a espiritual. A diferença entre elas é a Palavra. A Palavra é a sabedoria de Deus. Quando você medita nela, dia e noite, o Senhor te torna sábio. Deus não pede para ninguém ler a Palavra e sim meditar nela. Quando Ele lhe pede isso e porque já preparou as bênçãos para você.

As bençãos virão ao teu encontro, mas antes Deus precisa te limpar, pois o Espírito Santo de Deus é água. Através da meditação na Palavra Ele quer te libertar, pois diz: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32).

Na escola natural o estudante passa por diversas etapas: pré-escolar, ensino fundamental, médio, vestibular, universidade. Só que ao final disso tudo ele continua imperfeito pois seu caráter é do mundo.

Já a escola espiritual está pronta para nos receber. É um lugar para nos tornarmos perfeitos. Jesus é o noivo e a Igreja é a noiva. Como um casamento exige renúncia o noivo fez isso primeiro, mas a noiva precisa também fazer a sua parte. Com isso nos aproximamos de Deus para podermos ser aprovados.

Na escola espiritual sempre se aprende pois as aulas não acabam. Não há férias. O professor não é daqui – é do céu. Na escola natural o professor um dia foi aluno. Os alunos podem se tornar professores. Na espiritual o professor (Espírito Santo) nunca será aluno, pois é nosso guia.

Temos que ser aprovados nessa escola. Não podemos matar aula, nem ter preguiça, nem ficar no oba-oba. Até para entrar nessa instituição o vestibular é diferente e se chama arrebatamento. Não sabemos a data, somente Deus. Por isso temos que estar preparados para subir, e se tivermos dúvida quanto a subida já estamos pecando. A Bíblia é o livro que traz todas as respostas das questões do vestibular.

Deus mandou à Terra o seu unigênito porque queria ter muitos outros filhos junto de si. Ele o levou de volta mas deixou a Bíblia. Jesus é quem nos dá a salvação e a Bíblia é o que nos dá o caráter de Jesus: “aprendei de mim que sou ou manso e humilde de coração” (Mateus 11:29). Com isso nossos caminhos não serão os mesmos, pois vamos avançar para conquistar os tesouros escondidos, as riquezas de Deus.

Não há mensalidade nessa escola. A matrícula é o compromisso, aliança com o Senhor. Alguns desistem da escola. Uns são quase analfabetos. Outros tem preguiça. São estudantes que desistem de conhecer a verdade.

Leia também: A universidade de Cristo (Parte 2)

Ministração: Milson Karvalho
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Não duvide da palavra de Deus

“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23).

Em nossa caminhada com o Senhor somos confrontados o tempo todo. Constantemente o inimigo nos oferece opções semelhantes ao fruto que atraiu a atenção de Eva no Jardim do Éden. Puxando conversa a serpente, a mais astuta dos animais daquele campo disse à mulher:


“É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim? E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais.

Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal” (Gênesis 3:1-5).
Logo em seguida ela decide comer o fruto, de aparência agradável, e deu também ao seu marido. Com isso os seus olhos e perceberam que estavam nus. Isso lhes custou a expulsão do jardim e a perda da comunhão com Deus.

Esta foi a consequência por Eva ter dado ouvidos ao inimigo. Quando começa a ouvir passou também a ter um relacionamento. Essa é a estratégia do inimigo para nos suscitar a dúvida.

Não deixe sua alma dominar sobre o espírito. “Certamente não morrereis diz a voz inimiga. Vira e mexe ouvimos palavras que mexem com o nosso intelecto, gerando a dúvida: “Será que Deus está me enganando?”

Fomos feitos à imagem e semelhança de Deus. Imagem é aquilo que reflete. Fomos feitos com o caráter de Deus. Mas que imagem temos refletido para as pessoas? Temos que refletir aquilo que é característico de Deus: amor, verdade, pureza... Aquilo que Jesus foi durante sua caminhada na terra é a imagem de Deus e devemos buscar isso também.

O objetivo do Senhor, mandamento principal, é que o amemos com todo o nosso entendimento. Ele não queria que nenhum filho lhe amasse por medo de ser castigado, para receber algo, ou para não ir para o inferno. Foi por isso que Ele nos deu o livre arbítrio.

Não duvide da Palavra de Deus, nem tente ser independente Dele. Nossa alma deve estar sempre sob controle, através de oração, estudo da Palavra, jejuns... A alma deve ser colocada em seu devido lugar – sob controle de Deus. Devemos matar o nosso “eu” para que a alma não cresça e mate o nosso espírito.

Enquanto lançava castigo para o homem e a serpente, revelando que os dois eram inimigos, Deus fez a maior de suas promessas. Era a promessa de que da descendência daquela mulher viria o Messias (v15), o caminho para podermos ver a glória de Deus e rasgaria a nossa dívida na cruz.

Para controlar a alma devemos fazer o que está lá em Mateus 16:24 - “Negue-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me”. A dúvida nos tira a vontade de servir a Deus. Jesus pagou um alto preço na cruz. Pague o preço também e faça a sua parte – confiar em Deus.
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Consolo nas tribulações

Jesus nos consola. Se precisamos de consolo é porque passamos por tribulações. É no momento de tribulação que transparece a nossa necessidade de receber cuidados. O consolo vem do Senhor:

(II Coríntios3-5)


“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação;

que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.

porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo”
.


Isso nos faz refletir sobre as funções das tribulações em nossas vidas. A tribulação, de acordo com essa palavra, funciona como um treinamento, para que, mais adiante possamos abençoar os outros para serem também consolados pelo Senhor.

Quando chega a tribulação Ele nos instrui a suportá-la com paciência: “Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação é; ou, se somos consolados, para vossa consolação e salvação é, a qual se opera suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos” (v6).

Ele diz com isso que a tribulação não é para nos trazer desespero. Pelo contrário, isso vem para forjar o caráter Dele em nós. O Senhor não permite que a tribulação exceda nem um milímetro do nosso limite: “E a nossa esperança acerca de vós é firme, sabendo que, como sois participantes das aflições, assim o sereis também da consolação” (v7).

A tribulação não vem para destruir, nem é apenas consequência de pecados. Ela serve no entanto para nos tirar da zona de conforto. Vem também para que possamos conhecer melhor a Deus.

Tribulações também nos levam ao amadurecimento, trazendo perseverança e gerando em nós um espírito indesistível.

“E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança e a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5:3-5).

As tribulações também vem para nos santificar. Até Cristo passou por tribulações: “Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo” (Mt 4:11).

Não importa qual seja o tipo de tribulação desde que estejamos convictos de que “... todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8:28).

As tribulações, acompanhadas do consolo, são para aqueles que Deus chama para o seu propósito. A consolação vem através da palavra de Deus.

“Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança” (Rm 15:4).
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Tudo em família

“Também os filhos de Israel partiram dali, cada um para a sua tribo e para a sua família; e saíram dali, cada um para a sua herança” (Jz 21:24).

Muitas coisas da vida são feitas em família. O bom disso é que, para Deus, as coisas também são em família e para a família. Deus chama cada um de nós a sermos santos. Mas a santidade também é para a família. Ele chama atenção para isso desde o Antigo Testamento. A santidade convém a todos:

“Então disse Jacó à sua família, e a todos os que com ele estavam: Tirai os deuses estranhos, que há no meio de vós, e purificai-vos, e mudai as vossas vestes” (Gn 35:2).

O melhor da terra Deus reservava não apenas para o pai: “E tornai a vosso pai, e às vossas famílias, e vinde a mim; e eu vos darei o melhor da terra do Egito, e comereis da fartura da terra” (Gn 45:18).

Na hora de dividir a terra o critério era o mesmo, não sendo uma divisão numérica, e sim por família: “E o Jordão será seu termo do lado do oriente; esta é a herança dos filhos de Benjamim, nos seus termos em redor, segundo as suas famílias” (Js 18:20).

Há uma herança separada para cada família. Mas antes da herança existe também um sacrifício exigido em conjunto: “Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família” (Ex 12:3). O cordeiro oferecido simbolizava o pedido de perdão. Da mesma forma o Senhor deseja hoje um estilo de vida de oração, jejum, arrependimento, para a família.

Que a família marche junta:
“Todos os que foram contados no exército de Efraim foram cento e oito mil e cem, segundo os seus esquadrões; e estes marcharão em terceiro lugar” (Nm 2:34).

Deus nos vê e nos conta como famílias para receber as bênçãos:
“E por sortes herdareis a terra, segundo as vossas famílias; aos muitos multiplicareis a herança, e aos poucos diminuireis a herança; conforme a sorte sair a alguém, ali a possuirá; segundo as tribos de vossos pais recebereis as heranças” (Nm 33:54).

O livramento de Deus é para a família:
“Eis que, quando nós entrarmos na terra, atarás este cordão de fio de escarlata à janela por onde nos fizeste descer; e recolherás em casa contigo a teu pai, e a tua mãe, e a teus irmãos e a toda a família de teu pai.

Será, pois, que qualquer que sair fora da porta da tua casa, o seu sangue será sobre a sua cabeça, e nós seremos inocentes; mas qualquer que estiver contigo, em casa, o seu sangue seja sobre a nossa cabeça, se alguém nele puser mão” (Js 2:18).

Família é sinônimo de segurança, força, fortaleza, pessoas que lutam juntas:
“Então pus guardas nos lugares baixos por detrás do muro e nos altos; e pus ao povo pelas suas famílias com as suas espadas, com as suas lanças, e com os seus arcos” (Ne 4:13).

Família é bênção. Uma pessoa sozinha é mais vulnerável, triste, e por isso Deus muda essa situação: “Deus faz que o solitário viva em família; liberta aqueles que estão presos em grilhões; mas os rebeldes habitam em terra seca” (Sl 68:6).

Deus faz a mulher estéril habitar em família (Sl 113:9) e chama a família para adorarem juntos (Sl 96:7). Também faz de nós uma família para abençoar famílias (At 3:25).
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domingo, 4 de outubro de 2009

Quanto custa a faxina de uma casa?

Quando delegamos a alguém a tarefa de limpar nossa casa nem sempre ficamos satisfeitos com o serviço. Afinal, uma faxina perfeita deve agradar aos olhos do dono da casa. Toda casa precisa ser cuidada.

Se o dono da casa precisa viajar enfrenta um dilema. A primeira opção é deixar a residência aos cuidados de alguém, mesmo sabendo que não cuidará tão bem da casa como o dono faria. A outra saída seria deixar a casa limpa e sem ninguém, com o risco de ser invadida por um ladrão.

Até Deus tem casa. A casa do Senhor é cada um de nós. Somos uma casa que pode viver arrumada ou bagunçada. Certa vez Jesus revelou o que acontece conosco, na condição de casas:

Mateus 12:43-45

“E, quando o espírito imundo tem saído do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso, e não o encontra.

Então diz: Voltarei para a minha casa, de onde saí. E, voltando, acha-a desocupada, varrida e adornada.

Então vai, e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entrando, habitam ali; e são os últimos atos desse homem piores do que os primeiros. Assim acontecerá também a esta geração má”.

Nós somos compostos de espírito, que é a parte que Cristo vivifica, e alma, que é o centro das nossas ideias e emoções. Os profissionais da Psicologia sabem que o nível de organização da casa revela muito sobre a pessoa. Nenhum extremo é positivo – os desorganizados costumam ter uma vida turbilhão. Já os extremamente organizados podem ser pessoas limitadas demais.

Uma alma organizada é uma alma limpa. Da mesma forma, a alma desorganizada é suja.

Diante disso devemos nos perguntar: “o que se bagunça em mim?” A Palavra fala de uma casa vazia e ornada. Quem bagunçou foi quem saiu – o espirito maligno. Após vagar por um certo tempo ele volta e encontra a casa toda organizada. Nesse retorno ele deixa a casa mais, suja, bagunçada e imunda.

Mas quem limpou essa casa, e por que ela ficou vazia?

Para o espírito imundo tudo foi uma questão de observação. Ele percebeu que a casa estava organizada, limpa e principalmente, vazia. Concluindo que houve jeito de se arrumar a casa, quando só havia ele, resolveu mudar de estratégia. Para não sair facilmente levou mais sete espíritos junto, para assim ficar mais forte e resistir. Ao habitar novamente a casa as atitudes serão piores.

Só é possível comprar ou alugar um imóvel através da permissão do dono. Ou seja, de legalidade para agir. Quando desejamos com mais intensidade as coisas erradas nós damos essa legalidade através do pecado.

Isso acontece naqueles dias de dúvidas sobre os princípios, santidade, a Palavra de Deus. A dúvida é uma chave para a entrada consciente. Há também a ação inconsciente, através da ação do inimigo que nos ronda, rugindo como leão, desejando fazer uma presa. Mesmo sendo uma fera ele se disfarça, como quem chega usando sapatos de lã para não ser notado. Aos poucos vai chegando, deturpando a Palavra e nos envolvendo.

Satanás está entrando na sua alma? Ele está dentro ou fora? Aos poucos a bagunça vai aumentando e nos enganamos dizendo: “amanhã eu arrumo”. E assim o inimigo vai nos roubando, matando e destruindo aos poucos.

O que é mais fácil: manter a casa limpa ou esperar bagunçar para limpar? Uma boa faxina não dispensa um bom detergente. Para que a casa fique realmente limpa é necessária autorização total para a limpeza. Não podemos seguir o exemplo do jovem rico (Mt 19:16-22). É preciso deixar Jesus ser dono dessa casa e de todos os compartimentos.

Não basta reconhecer Jesus como Senhor para manter essa faxina, senão ela será momentânea. É necessário nascer novamente (Jo 3:3-5), ser transformado, já que o que é nascido da carne é carne e do espírito é espírito. Temos que nascer no espírito. Dessa forma, aquilo que o Espírito de Deus falar ao meu espírito a alma não controlará. Assim Deus fará em nós morada permanente pois todos querem manter perto a quem se ama.

O Senhor deve ser o dono da casa, para, através do Seu Espírito, dar as diretrizes referentes a faxina. O faxineiro é você, tendo a tarefa de colocar tudo em seu devido lugar e jogar fora o que não presta.

É preciso andar no Espírito, fazendo a nossa parte para deixar tudo limpo. É uma tarefa diária e trabalhosa. Se pulamos um dia de faxina no seguinte haverá mais trabalho.

Essa faxina já foi paga. “Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (I Co 6:20). Nossa redenção foi através do sangue de Cristo. Ele sempre foi o dono da casa, e morreu na cruz para tomá-la de volta.

O detergente da faxina é o sangue, que fede como aquele famoso e indispensável detergente do lar. A faxina já foi paga e está a nossa disposição aceitar o dono ou não. A faxina feita com amor trás paz, felicidade, saúde e muito mais.
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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Aprisco ou terraço?

O primeiro é um lugar para recolher os ovinos durante a noite, um tipo de curral. O segundo é um tipo de varanda em andar superior, que dá uma visão privilegiada. Em qual deles você gostaria de estar?
Aprisco e terraço são parecidos com nossa vida espiritual. Não há limites para a nossa vida espiritual, ao não ser quando resolvemos estacioná-la e por tudo a perder.

Davi, o segundo rei de Israel, narrado na Bíblia, conheceu bem esses dois locais.

“E aconteceu que, tendo decorrido um ano, no tempo em que os reis saem à guerra, enviou Davi a Joabe, e com ele os seus servos, e a todo o Israel; e eles destruíram os filhos de Amom, e cercaram a Rabá; porém Davi ficou em Jerusalém” (II Sm 11:1).

Em época de guerra um rei que se presa deveria estar a frente da batalha, lutando ou chefiando. Porém Davi preferiu ficar em Jerusalém. Ele achou que era hora de férias:

“E aconteceu que numa tarde Davi se levantou do seu leito, e andava passeando no terraço da casa real, e viu do terraço a uma mulher que se estava lavando; e era esta mulher mui formosa à vista” (v2).

Enquanto uns lutavam Davi dormia, estava no conforto. O terraço na vida dele simbolizava o reconhecimento de grandes batalhas, daquele que era um grande guerreiro. Mas essa trajetória bem sucedida não iria livrá-lo do tombo.

Atraído pela mulher que se banhava Davi mandou perguntar quem ela era. Mesmo sabendo que Bate-Seba era casada com um de seus funcionários o rei não pensou duas vezes:

“Então enviou Davi mensageiros, e mandou trazê-la; e ela veio, e ele se deitou com ela (pois já estava purificada da sua imundícia); então voltou ela para sua casa. E a mulher concebeu; e mandou dizer a Davi: Estou grávida” (v4-5).

Quando Davi foi chamado pelo Senhor não estava num terraço. Antes de virar um valente guerreiro ele era apenas o caçula de sete filhos, de aparência frágil. O profeta Samuel procurava entre os filhos de Jessé aquele que foi escolhido por Deus para ser ungido. A aparência era o de menos “pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração” (I Sm 16:10).

Davi estava no aprisco: “Disse mais Samuel a Jessé: Acabaram-se os moços? E disse: Ainda falta o menor, que está apascentando as ovelhas” (v11). Mandaram chamá-lo no momento em que cuidava das ovelhas para ser ungido “e desde aquele dia em diante o Espírito do Senhor se apoderou de Davi” (v13).

O Espírito se apoderou dele até o dia do terraço, quando ele estragou o templo do Espírito – o seu corpo. Para consumar o ato Davi teve o cuidado de esperar o fim do período menstrual de Bate-Seba, pois segundo a lei de Moisés a mulher era considerada impura durante esses dias.

Preocupados com a aparência muitos tem a preocupação de cumprir liturgias, para valorizar aquilo que dá para ver. Após o episódio Davi fez de tudo para esconder aquele erro. Em vão já que Deus continuava vendo seu coração.

Ele já havia saído do aprisco – lugar onde nos humilhamos, com cheiro de ovelha. Ele deixou o local de trabalho árduo para se render ao sentimento de descanso, amparado pela posição que havia atingido como líder.

No decorrer do tempo a linguagem mundana tomou o espaço das coisas divinas (pastoreio, ministério). Naquele descanso no terraço tudo o que havia construído durante anos caiu instantaneamente – moral, crédito e a comunhão com Deus.

Nosso caminho até o Senhor é feito mediante a Palavra. “Aquele, porém, que entra pela porta é o pastor das ovelhas. A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz, e chama pelo nome às suas ovelhas, e as traz para fora. E, quando tira para fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz” (Jo 10:2-4).

Só seguimos algo que é desejável. É por isso que só se peca por afinidade e vontade de pecar:

“Bem-aventurado o homem que suporta a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam.

Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência” (Tg 1:12-15).

O aprisco é um local de desconforto, onde se está sujeito a críticas, se perde certas liberdades e privilégios. Lugar onde estão as ovelhas e há muito trabalho a ser feito.

Você está disposto a morar no aprisco?
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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Há esperança para a árvore

Nós somos como árvores, feitas para crescer e frutificar. Árvores que estão sujeitas a serem constantemente machucadas, perdendo aos poucos a esperança, a vida.

Mas existem garantias para a árvore. O próprio Jesus disse: "Não esmagará a cana quebrada..” (Mt 12:20). A árvore é cada um de nós, que temos alma. Sendo assim, alma machucada Deus não machuca mais.

Jesus não apedrejou a mulher flagrada em adultério. Os homens queriam por em prática a punição da lei de Moisés, que previa o apedrejamento. Eles só enxergavam uma adúltera diante deles, mas o Senhor enxergava além e conhecia o estado de alma daquela mulher. Ela já estava mais do que machucada e ciente de seu erro. E Deus não esmaga a cana quebrada.

Ele também não preparou um discurso pesado contra Pedro, que o negou três vezes antes da crucificação. Ele poderia lançar palavras duras e o rejeitar pela atitude de falsidade. Pelo contrário, Jesus perguntou se Pedro o amava, três vezes, deixando até constrangido. Ele não esmagaria a cana quebrada.

Não esmaga alma quebrada – o que Ele quer é curá-la.

“A cana trilhada não quebrará, nem apagará o pavio que fumega; com verdade trará justiça” (Is 42:3).

Há esperança:

“Porque há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos. Se envelhecer na terra a sua raiz, e o seu tronco morrer no pó, ao cheiro das águas brotará, e dará ramos como uma planta” (Jó 14:7-9).

Há esperança mesmo se formos feridos. Mesmo quando a árvore está morrendo, sem folhas, com o tronco machucado. Nós somos a árvore e a água é o Espírito Santo. Aquele que se preocupa em recuperar o nosso espírito é o mesmo que cura a alma.

É por isso que podemos declarar convictos: “Minha alma, hoje, ao cheiro das águas brotará”. O projeto para toda árvore e ser frutífera, produzindo frutos que permanecem. Quando somos curados somos livres.


“Porque derramarei água sobre o sedento, e rios sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade, e a minha bênção sobre os teus descendentes. E brotarão como a erva, como salgueiros junto aos ribeiros das águas” (Is 44:3-4).
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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A minha alegria

“Grandes coisas fez o SENHOR por nós; por isso, estamos alegres” (Salmo 126).

Existem dois tipos de alegria. A externa – que é circunstancial, promovida pelo meio e a interna. Esta, independe das circunstâncias, se as coisas estão indo bem ou não, pois ainda sim teremos alegria.

1 Quando o SENHOR restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha.

2 Então, a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua, de júbilo; então, entre as nações se dizia: Grandes coisas o SENHOR tem feito por eles.

3 Com efeito, grandes coisas fez o SENHOR por nós; por isso, estamos alegres.

4 Restaura, SENHOR, a nossa sorte, como as torrentes no Neguebe.

5 Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão.

6 Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes.
Essa alegria é proporcionada pela fé. Mesmo quando não vejo através do meio externo, motivações para alegria eu me alegrarei pela certeza de que aquilo vai acontecer.

Deus é a minha alegria. Ele desfaz o cativeiro. Ele restaura a sorte de Sião, livrando o povo da escravidão no Egito. Também nos livra de outras formas de prisão – o cativeiro da mente, da alma. A alegria liberta e restitui a liberdade.

Alegria é um estilo de vida. Ela gera testemunho para o mundo, que querem saber o que acontece conosco para estarmos alegres: “... então, entre as nações se dizia: Grandes coisas o SENHOR tem feito por eles” (v2).

A alegria também gera em mim prosperidade. Na prática, quem não vive com alegria não se relaciona bem, não conquista, não vende, não atrai. Por outro lado “os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes” (v5-6).

Quem semeia alegria colhe felicidade. A semeadura independe da circunstância da terra ou da estação. Devemos semear com alegria.

“Disse-lhes mais: ide, comei carnes gordas, tomai bebidas doces e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do SENHOR é a vossa força” (Neemias 8:10).

De tão abundante a alegria deve ser suficiente para que possamos semear na vida dos outros. A Palavra diz que não devemos nos entristecer. Fala de semear mesmo chorando, mas é um choro que representa a circunstância de crise e não um estado de alma. Esse é um choro de quebrantamento, quando estamos despojados diante do Senhor.

A alegria desfaz a murmuração. Quando as coisas não acontecem como esperávamos as pessoas tendem a reclamar, formando uma ocasião que tem como endereço o próprio Deus, que não teria cumprido Sua promessa. Se a promessa é Dele, certamente cumprirá. A murmuração gera o espírito de rebeldia em quem faz pouco caso da promessa.

A alegria é uma unção. “Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria como a nenhum dos teus companheiros” (Hebreus 1:9). Que possamos pedir para que Deus nos unja com óleo de alegria.

Antes de tudo precisamos ter entendimento da Palavra, para estarmos alegres.

“Então, todo o povo se foi a comer, a beber, a enviar porções e a regozijar-se grandemente, porque tinham entendido as palavras que lhes foram explicadas” (Neemias 8:12).
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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Precioso e o vil

Todo aquele que se alimenta da Palavra tem um desejo principal – ser a boca de Deus entre os homens. Aquele desejo de abrir a boca e ser usado por Ele, cumprindo a função de sacerdócio real, sal, luz. Deus revela o que precisamos fazer para que use nossa boca em Seu propósito.

“...se apartares o precioso do vil, serás a minha boca; e eles se tornarão a ti, mas tu não passarás para o lado deles” (Jeremias 15:19b).

Bem clara a instrução: separar o precioso do vil. Ou seja, separar o que é valioso, raro, esplêndido daquilo que é inútil, desprezível, sem importância.

Ser boca de Deus é ser profeta. Ao longo da história Deus tem usado a boca dos homens para falar ao povo, a exemplo de Jeremias, a quem Deus se dirigiu nessa passagem. Ao anunciar a Palavra do Senhor nós também somos profetas e, assim como Jeremias, podemos ficar desanimados quando ninguém dá valor no que dizemos.

Por anunciar a verdade do Senhor Jeremias era odiado pelo povo. Isso porque a verdade de Deus nem sempre é o que as pessoas querem ouvir. O profeta só falava o que os outros não queriam ouvir. Ele profetizava e nada acontecia.

Isso trouxe tristeza e cansaço ao profeta, pela dor de falar sem ser ouvido. É honroso ser chamado profeta. Nessa tarefa precisamos buscar ser a boca de Deus:

“Portanto, assim diz o Senhor: Se tu te arrependeres , eu te farei voltar e estarás diante de mim; se apartares o precioso do vil, serás a minha boca; e eles se tornarão a ti, mas tu não passarás para o lado deles” (Jeremias 15:19b).

Deus fala que não podemos nos contaminar – o precioso vai para um lado e o vil para outro.

“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem” (Ef 4:29).

“De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim. Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa?” (Tg 3:10-11).

“E não murmureis, como também alguns deles murmuraram, e pereceram pelo destruidor” (I Co 10:10)

“De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus” (II Co 5:20).

“Em santidade e justiça perante ele, todos os dias da nossa vida” (Lc 1:75).

“Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus” (II Co 7:1).

“Para confirmar os vossos corações, para que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo com todos os seus santos” (I Ts 3:13)

“Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra” (I Ts 4:4)
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